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O TIME QUE NUNCA PERDEU

9 / dezembro / 2019

por Luis Filipe Chateaubriand


Há 40 anos, direto do túnel do tempo, conhecemos o time que nunca perdeu.

Era o ano de 1979. 

O Internacional de Porto Alegre sagrava-se, de forma invicta, campeão brasileiro. 

O time era tão bom que não perdeu para ninguém!

Benitez; João Carlos, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro; Batista, Falcão e Jair; Valdomiro, Bira Burro e Mário Sérgio. 

Chico Espina funcionava como uma espécie de “décimo segundo titular”.

Timaço que era, o Colorado foi passando pelas fases de forma imponente: primeiro colocado de seu grupo na primeira fase, à frente do rival Grêmio, do Atlético Paranaense, do Coritiba e do Sport, entre outros; primeiro colocado de seu grupo na segunda fase, à frente de Atlético Paranaense novamente, Desportiva Ferroviária e Internacional de Limeira, dentre outros; primeiro colocado de seu grupo na terceira fase, à frente de Goiás, Cruzeiro e Atlético Mineiro.

Nas semifinais, um primeiro jogo sensacional com o Palmeiras, em São Paulo: os gaúchos saem perdendo por 1 x 0, empatam o jogo em 1 x 1, ficam novamente em desvantagem por 2 x 1, novamente empatam em 2 x 2 e, finalmente, viram o marcador para 3 x 2 – com direito a atuação de gala de Paulo Roberto Falcão.

No segundo jogo, um empate em 1 x 1, no Gigante da Beira Rio, garante a classificação para a final, contra o Vasco da Gama.

No primeiro jogo da final, no Maracanã, a inteligência tática do técnico Ênio Andrade coloca a equipe cruz maltina na roda, e o gigante gaúcho vence por 2 x 0, gols do reserva Chico Espina, nos domínios adversários.

No domingo a seguir, nova vitória sobre o heroico português, desta vez por 2 x 1. 

Título garantido, invicto.

Um time fora de série, que teve seus pilares na segurança do goleiro Benitez, na classe do jovem zagueiro Mauro Galvão, na intensidade do volante Batista, na lucidez do ponta esquerda Mário Sérgio e no toque refinado do príncipe Jair.

Mas, acima de todos, Paulo Roberto Falcão, o futebol cerebral, a classe no modo de jogar, a genialidade infinita. 

O cara que, a partir do ano seguinte, seria coroado “Rei de Roma”, simplesmente estraçalhou não apenas no jogo final, mas ao longo de toda a temporada.

E foi assim que o Internacional de Porto Alegre conquistou seu terceiro Campeonato Brasileiro em cinco temporadas, invencível, triunfante, altivo, o retrato da valente gente do sul de nosso país! 

Luis Filipe Chateaubriand acompanha o futebol há mais de 40 anos e é autor de vários livros sobre o calendário do futebol brasileiro.

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