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CARTA ABERTA A ROBERTO DINAMITE

19 / janeiro / 2022

por Luis Filipe Chateaubriand


Prezado Ídolo:

A primeira lembrança que tenho de futebol, remete a você.

O Brasil ganha da Áustria, na Copa do Mundo de 1978, com gol seu, e se classifica à segunda fase da Copa do Mundo da Argentina.

Depois, nós saímos para passear, ali mesmo na Ilha do Governador, e passamos em frente àquele prédio de fachada verde onde você morava e que, naqueles dias, ostentava uma grande bandeira do Brasil na janela.

Eu tinha sete anos e, mesmo sem saber ainda, já era vascaíno.

Depois, o tempo se encarregaria de provar que eu era, mesmo, vascaíno.

Vi gols de falta, de pênalti, de oportunismo, de voleio, de sem pulo, de tudo quanto é jeito.

O moço dinamite explodia de todas as formas possíveis.

Como não ser Vasco da Gama, ainda mais sendo português, como sou?

Tive o prazer de presenciar uma carreira linda, de um homem bom, exemplo de pai de família, cidadão acima de qualquer suspeita, gente de bem.

O que me estimulou a escrever um livro sobre você.

Sim, Dinamite, eu escrevi um livro sobre você!

Um livro de exaltação, porque você merece!

E te digo: eu vou lançar esse livro, com você ao meu lado, pleno de saúde e bem-estar!

Porque você vai vencer essa doença!

Você vai dinamitá-la.

E sabe por quê?

Porque você é um vencedor.

Muita fé, querido Bob.

Porque Papai do Céu vai dar aquela força, e eu ainda vou ter o prazer de te dar um abraço!

Do seu fã,

Luis Filipe Chateaubriand

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