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O CRAQUE DO BRASIL EM 1989

28 / maio / 2021

por Luis Filipe Chateaubriand


José Roberto Gama de Oliveira, o Bebeto, já se destacava no futebol desde 1983.

No entanto, foi em 1989 que o baiano de Salvador teve seu “ano de ouro” até então.

No primeiro semestre, foi muito bem, jogando pelo Flamengo, apesar do clube ter perdido a decisão do título estadual para o Botafogo.

Veio, então, a transação que abalaria todos os alicerces do futebol brasileiro.

Argumentando que “o Bebeto não está com esta bola toda”, o presidente do Flamengo de então não chegou a acordo para renovar contrato com o craque, e fixou o valor do passe na Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ), cerca de dois milhões de dólares.

O Vasco da Gama, que estava com os “cofres abarrotados” com as vendas de Romário para a Holanda e de Geovani para a Itália, depositou o valor devido na Federação e arrebatou o ídolo do rival.

Bebeto era o novo ídolo do cruz maltino!

E, no segundo semestre, Bebeto se revezou entre contusões e momentos de intenso brilho.

Fez os dois gols, contra o Internacional de Porto Alegre, que colocaram o Almirante na final, que ganharia com galhardia.

E não foi só.

Na Seleção Brasileira, também brilhou, sendo eleito o melhor jogador da Copa América jogada aqui no Brasil, e vencida pelo Brasil, e tendo boa participação nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1990.

Não bastasse isso, fez o gol do ano: em jogo contra a Argentina, no Maracanã, pela Copa América, recebeu a bola de Romário e mandou um voleio “lá onde a coruja dorme”, um golaço com pouco se vê.

É… ao contrário do que o presidente achava, o homem da boa terra estava com a bola toda!

Luis Filipe Chateaubriand é Museu da Pelada!

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