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Resenha

RETRANCA SEM FIM

:::::::: por Paulo Cézar Caju :::::::


Pela declaração de dois técnicos, antes de a bola rolar, entende-se perfeitamente porque anda difícil assistirmos bons jogos. Marcão, pressionado pela torcida, disse que estava valendo vencer o Athletico Paranaense até por meio gol de diferença. E foi o que acabou acontecendo. Ganhou por 1×0, gol contra, de nuca, em uma partida horrorosa. Garantiu o emprego e nos presenteou com um espetáculo de quinta categoria. Do outro lado era a estreia do Valentim….prefiro nem comentar.

Antes de Flamengo x Cuiabá começar, o técnico Jorginho, tetracampeão do mundo, ultra ofensivo na época de jogador de Vasco, Flamengo e seleção brasileira, e a quem eu admiro como pessoa, foi objetivo ao repórter: o Flamengo sabe atacar e eu sei defender. Não seria preciso dizer mais nada, mas vou falar. Essa história de os técnicos entrarem em campo com uma estratégia assumidamente defensiva é um outro dano ao futebol.

Alguns entram para garantir o emprego, outros para permanecerem na Primeira ou Segunda divisões e assim caminha o futebol. Outro dia ouvi dizer que a virada de 3×2 da França sobre a Bélgica foi boa. Mas só foi bom porque o técnico Didier Deschamps, retranqueiro famoso, entrou com uma postura covarde, levou dois gols, recorreu aos jogadores ofensivos, que driblam, resolvem, e saiu vitorioso. Tite fez isso contra o Uruguai e o torcedor falou que há tempos não via a seleção atuar bem. Treinadores com esse perfil odeiam renovar, escalar um ensaboado, mas quando o bicho pega é obrigado a engoli-los.

O torcedor está carente e a bola da vez é o jovem Raphinha, que deitou e rolou em uma seleção uruguaia totalmente ultrapassada. Me perdoem, mas vencer o Uruguai atual é como chutar cachorro morto. Mas é óbvio que a seleção precisa mais de jogadores, como Raphinha, Antony e qualquer outro que dê uma arejada nessa mesmice que virou o futebol. Jogadores assim não podem ficar engaiolados e só saírem da gaiola quando o dono percebe que a casa está prestes a cair.

Gostaria de entender porque os analistas de computadores fazem questão de complicar! No último fim de casa ouvi que o time era fora da curva e que jogava por uma bola após entregá-la para o adversário! Não deu nem tempo de absorver essa baboseira e já emendaram que o jogador de beirinha quebra o jogo e atormenta o adversário entrando pela diagonal…

O PRIMEIRO BRASILEIRO A CONQUISTAR UMA COPA DO MUNDO

por André Felipe de Lima


O ano era 1958. O primeiro protagonista, seu Filó, ou Amphiloquio Guarisi Marques, proprietário de uma modesta mercearia, a Santa Clara, no Jardim Paulista, zona nobre de São Paulo. A segunda personagem principal, a seleção brasileira, que se preparava para disputar a Copa do Mundo, que se realizaria nos gélidos campos suecos. Novamente, como acontecia há duas décadas, a imprensa montava guarda na porta do estabelecimento daquele senhor, que nutria o sobrenome “Marques”, herança do pai português Manuel Augusto, segundo presidente da história da Portuguesa de Desportos, e o “Guarisi”, benção da mãe italiana Wanda. Um senhor que desde o “Maracanazo” de 1950 não queria saber de futebol.

Mas os jornalistas queriam ouvi-lo. Precisavam extrair dele o sentido de ser campeão mundial de futebol. Afinal nenhum outro brasileiro ostentava algo parecido. Com exceção de seu Amphiloquio, que, na distante data de 10 de junho de 1934, dia em que a Azzurra conquistou sua primeira Copa do Mundo, tornou-se o primeiro jogador de futebol do Brasil a sentir o gostinho de fazer parte do melhor esquadrão do planeta. Tampouco importava se o pavilhão que defendera era pintado com as cores verde, vermelho e branco ou se a Itália, sua nova nação, estivesse sob a ditadura fascista de Benito Mussolini. Nenhum outro teria o mesmo status de Filó, este o apelido que o consagrou nas canchas brasileiras, pelo menos até surgirem, em julho de 1958, Garrincha, Pelé, Didi, Nilton Santos e Cia.

Desejosos em saber como era ser o melhor do mundo, os repórteres o enchiam de perguntas sobre os tempos em que fora um ponta-direita dos mais habilidosos na primeira metade do século XX.

O grande Filó nasceu na rua Araújo, no Centro paulistano, no dia 26 de dezembro de 1905. Ele respondia aos jornalistas com orgulho, mas quase didaticamente. Falava linearmente, ou seja, do início, quando começou aos 12 anos, em 1917, no time infantil do aristocrático C.A. Paulistano, onde jogava o craque Rubens Salles, um dos grandes ídolos da moçada paulistana nos primórdios do futebol no Brasil, para somente depois recordar sobre sua breve passagem pelo time infantil do São Bento, em 1918.

Enchia-se de orgulho ao narrar sua estreia, com apenas 17 anos, no time principal da Portuguesa de Desportos, no dia 30 de abril de 1922, para onde foi levado pelo pai, cartola da Lusa. De cara, deparou-se com o temido Paulistano. E o resultado não seria outro senão a vitória do poderoso clube da aristocracia: 2 a 0. Mas o menino não se importou. Apesar da pouca idade, jogava ao lado de alguns dos primeiros ídolos da Portuguesa, como o goleiro Mesquita; os zagueiros Remo e Gaúcho; a linha média formada por Meirelles, Aloya e Canhoto e os atacantes Salerno, Dino, Coelho e Mancuso. O jovem Filó firmou-se como o novo craque da Lusa.

No Campeonato Paulista de 1924, seu time empatou em 5 a 5 com o Brás. Filó saiu de campo consagrado ao assinalar os cinco gols da Portuguesa. No mesmo ano, lembraram-se dele para compor a seleção paulista. Estreou no dia 9 de novembro, quando os paranaenses conheceram o poder de fogo de Filó, que marcou dois gols da goleada de 5 a 0 aplicada no escrete adversário. Estava cada vez mais difícil mantê-lo na Portuguesa.

Filó, cujo apelido era “Maquininha” devido à versatilidade em campo — cedeu ao assédio dos cartolas do Paulistano, sobretudo o de Antonio Prado Junior, que articulara com representantes esportivos franceses uma excursão inédita de um time brasileiro à Europa.

O futebol sul-americano estava na crista da onda. Os uruguaios conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1924 e, no ano seguinte, Nacional de Montevidéu, Boca Juniors e Paulistano arrumaram as malas de seus craques para uma longa viagem ao Velho Continente. Filó e todos os seus companheiros de Paulistano, como Friedenreich, Araken Patusca, Clodô, Barthô e Mario de Andrada, embarcaram no dia 10 de fevereiro de 1925, em Santos, no navio Zeelandia, do Lord Real Holandês, rumo a Cherburgo, na França.

O Paulistano disputou 10 partidas e venceu nove. Autor de quatro dos trinta gols marcados pela equipe brasileira, Filó foi um dos destaques da extraordinária campanha.

O estádio de Búfalos, em Mont Rouge, Paris, estava lotado, no dia 15 de março de 1925, para o primeiro jogo do Paulistano em solo francês, e logo contra um escrete bleau, blanc et rouge. Na arquibancada havia muita gente de nome, dentre as quais representantes políticos da França e os brasileiros Washington Luís [então governador de São Paulo], Souza Dantas [diplomata] e o príncipe D. Pedro de Orleans e Bragança. Mas o que ninguém esperava — nem mesmo os ilustres brasileiros — era uma goleada de 7 a 2 do Paulistano, com Filó balançado as redes uma vez.

E o Paulistano do Filó não parava de ganhar jogos. Um atrás do outro. Os jornais franceses não falavam em outra coisa senão sobre “les rois du football” [Os Reis do Futebol]. As reportagens do Américo Rocha Neto, do jornal O Estado de S. Paulo, e de Mário Vespaziano de Macedo, do São Paulo Esportivo, também apontavam o Paulistano como um esquedrão imbatível. Quando o Paulistano, no último jogo da campanha, aplicou um rotundo 6 a 0 na seleção português, aí não havia mais dúvida: os caras eram mesmo os maiorais. Mas a peleja contra os lusitanos teve de acabar aos 30 minutos do segundo tempo. Caso a delegação não deixasse logo o estádio, perderia o navio de volta ao Brasil.

Naquele mesmo ano da estupenda campanha do Paulistano pela Europa, Filó vestiu a camisa da seleção brasileira pela primeira vez. Atuou na vitória do Brasil por 5 a 2 sobre o Paraguai, no dia 6 de dezembro de 1925, e fez um dos gols do match. O escrete brasileiro formou com: Tuffy, Penaforte e Clodô; Nascimento, Floriano e Fortes; Filó, Lagarto, Friedenreich, Nilo e Moderato. Filó jogaria mais quatro partidas pela seleção do Brasil.

Em 1926, o ponta-direita ajudou o Paulistano a conquistar o Campeonato Paulista e encerrou a competição como artilheiro, com 16 gols. Na temporada seguinte, faturou o bicampeonato, mas pela Liga Amadora Futebolística [LAF]. No ano de 1929, Filó foi duas vezes campeão paulista. Pelo Paulistano, que disputou o torneio realizado pela LAF, e pelo Corinthians, que disputou a competição organizada pela Associação Paulista de Esportes Atléticos [Apea]. Pelo clube alvinegro, conquistaria o bicampeonato em 1930.

A ITÁLIA NA VIDA DE FILÓ

Com os craques brasileiros se destacando aqui e em jogos no exterior e, claro, com a insatisfação reinante com o amadorismo no futebol, o mercado europeu começou a atrair muitos jogadores. Especialmente a Itália, o novo eldorado. E nem precisaria de sobrenome italiano para que algum craque ingressasse no calcio. Burlavam-se certidões de nascimento e um “Da Silva” se tornaria um “Giuseppe” da noite para o dia. “Oriundi” torto, mas que funcionava. “Qualquer jogador, branco, mulato ou preto podia ir embora. Bastava jogar bem futebol, querer fazer a Europa. O jogador branco, então, tinha todas as facilidades. Era branco se trocasse de nome, se arranjasse um sobrenome italiano, ninguém na Itália daria pela coisa”, destacou Mario Filho. O Guarisi, da mãe, garantiu o passaporte de Filó sem nenhum subterfúgio. Para o cronista, o assédio ao Filó era, descaradamente, o mais acintoso: “O caso de Amphiloquio Marques, o Filó do escrete paulista, do escrete brasileiro. Quem não sabia em São Paulo, os jornais cansados de publicar biografias dele, que Filó era filho de portugueses? Pois chegou a jogar na azurra, posando para os fotógrafos de braços levantados. Aquele ali, de braços levantados, não era o Filó, Amphiloquio Marques, era o Guarisi, Amphiloquio Guarisi.”

***

Esta introdução da biografia de Filó integra o primeiro volume de “Ídolos & Épocas – A Era do amadorismo, de 1900 a 1933”, contemplando biografias de craques com iniciais de A a F, a ser lançado em breve.

GRUPO CARIOCA LEONINO AMIGOS DO SPORTING

No ano de 2012, durante as boas atuações da equipe do Sporting Clube de Portugal na Liga Europa da temporada 2011/2012, os amigos Sergio Rodrigues de Frias, João Carlos Guimarães Beltrão e Rodrigo Moura Quintas, todos admiradores e fãs da história do Sporting Clube de Portugal, das cores e do emblema do Sporting, tiveram a ideia de criar uma confraria sportinguista na cidade do Rio de Janeiro. Foi assim que no dia 29 de março de 2012, após uma vitória da equipe de futebol do Sporting num jogo contra a equipe do Metalist pela Liga Europa, foi criado oficialmente o Grupo Carioca Leonino Amigos do Sporting.

A finalidade principal do Grupo Carioca Leonino Amigos do Sporting é a de ser uma confraria de amizade social, esportiva e cultural sportinguista, congregando todas as pessoas que gostem do Sporting Clube de Portugal e de sua história e que também gostem das cores, da camisa oficial e dos símbolos do Sporting Clube de Portugal, sejam elas sócias do Clube ou nem sejam sócias do Clube, sejam elas brasileiras, portuguesas ou de qualquer outra nacionalidade, com o propósito de promover encontros de confraternização, festas e almoços de confraternização no sentido de unir todos os participantes em prol da valorização da história e do sentimento de admiração por esse grande Clube português, e ao mesmo tempo, em prol do sentimento de amizade e respeito entre todos os membros participantes da nossa confraria sportinguista, sendo também a nossa confraria mais um elo representativo da cultura luso-brasileira tão presente e tão viva em nossos corações.

Com o passar do tempo novos confrades juntaram-se a nossa confraria, entre eles o publicitário Ilton Fernando Dias Peixoto (criador da logo oficial da nossa confraria e da nossa bandeira) e sua mãe Regina Peixoto e os nossos amigos Hélion Caldas Moura Filho, Rubão in memoriam, Luiz Carlos Cal Rocha Dias e seu filho Daniel Rocha, Sergio Henrique Freire Marinho, Adílio Jorge Marques, Flávio Eduardo Chagas, Heliton de Souza Oliveira (Juruna), Felipe Coutinho (Cabeça), Vinícius Moura Quintas, Fernando Soares Quintas in memoriam, Amândio Rodrigues de Frias, Rogério Rodrigues de Frias, Osório Lamartine Neto, Fernando Conceição, Júlio César Pires da Silva, Albino Sérgio Ramos Moreira e sua mãe Maria de Oliveira Ramos, Artur Jorge de Oliveira Costa e sua mulher Nete Costa, Leandro Gonçalves Gaignoux, Guilherme da Silva Ribeiro, Renata Peva Rego, Kátia Sofia de Souza Oliveira, Josete Rainha, Bruno Tiago Ramirez, Aritson Mateus Martins Rodrigues, João Morais, Márcio Garrett, Fabrício Garrett, Hugo Santos, Felipe Lee, Adauri Nascimento, Edi Wilson, Pedro Coelho, Antonio Bento Jacinto Abraços, Paulo Oliveira Figueiredo, Mario Alves de Moraes Neto, André Tiago Pinheiro de Melo Fernandes, Anísio Júlio Mateus Infante, Rogério Ferreira e sua mulher Maria Aparecida, Raphael Loureiro, William Jorge Júnior, José Ricardo da Silva Vaz, Luiz Mário e seu filho Luiz Mário Junior, Eduardo Vicente do Couto e muitos outros amigos e amigas fãs do Sporting.

Nós temos como ideologia e missão divulgarmos a história do Sporting Clube de Portugal e os seus grandes feitos esportivos em todas as modalidades esportivas do Clube e incentivamos as pessoas a serem sócias do Sporting e a apoiarem as boas ações do Clube.

Como adeptos sportinguistas que somos, sendo inclusive alguns dos nossos confrades associados do Sporting Clube de Portugal, nós apoiamos e incentivamos através da nossa página no Facebook o projeto que o Sporting criou há alguns anos chamado Missão Pavilhão, em prol da construção do novo Pavilhão das Modalidades de Quadra do Sporting Clube de Portugal, o Pavilhão João Rocha, que foi inaugurado em 2017. O nome do Grupo Carioca Leonino Amigos do Sporting e do Bloco Carnavalesco Amigos do Sporting estão gravados no Mural do Pavilhão João Rocha, o que para todos nós é motivo de orgulho.
Nosso trabalho é simples e feito com muita humildade, mas acreditamos que estamos conseguindo através da nossa página no Facebook e algumas ações e eventos que realizamos, fazer com que mais pessoas conheçam a história do Sporting e tornem-se fãs, sócios e adeptos do Clube. Convidamos a todos os que gostem do Sporting Clube de Portugal a curtirem a nossa página, a darem um “Gostei” nela e a divulgarem aos seus amigos:

Facebook: Grupo Carioca Leonino Amigos do Sporting – Brasil


ÍNDIOS, BRANCOS E A BOLA NO MEIO DE TUDO

por Alberto Lazaroni

A visita fez parte das ações pedagógicas do CIEP 449 Gov. Leonel de Moura Brizola Intercultural Brasil-França e juntou dois projetos da referida escola: o Clube de Ciências, coordenado pelo prof. Alberto Lazzaroni (Biologia) e o de Esportes, coordenado pelo prof. Flavio Cândido (Educação Física). O Clube de Ciências possui um projeto chamado RefugiArte no qual ciência, arte, cidadania, cultura e saúde são tratados de forma interdisciplinar tendo o tema Refugiados como eixo norteador (pano de fundo).

Dentro dessa ótica, realizar atividades com grupos indígenas faz parte dos objetivos do projeto pois podemos considerar que eles são refugiados dentro do seu próprio país. Além disso, nossa escola é intercultural desde a sua origem. Faz parte do projeto político pedagógico dela. Assim, ao sermos informados pelo prof. Flavio que na referida aldeia os indígenas possuem equipes de futebol, tanto masculina quanto feminina, pensamos na possibilidade de realizar um jogo de futebol entre eles e nossos alunos. Na oportunidade pudemos contar também com a presença do ator Jefter Paulo que ministrou uma oficina de teatro para os presentes, tanto alunos da escola quanto indígenas.

Foi um dia intenso, de muitas trocas, de muitas experiências vivenciadas. Os relatos foram altamente gratificantes e esse é o grande objetivo: o conhecer aproxima, estimula a empatia, diminui-se os preconceitos.

FELIPÃO ESCAPOU DE MAIS UM 7 A 1

:::::::: por Paulo Cezar Caju ::::::::


Já viram como fica um passarinho em liberdade após anos preso em uma gaiola? Se colocado em uma árvore ficará pulando de galho em galho exatamente como fazia em seu cativeiro. É mais ou menos como se comportam os times retranqueiros após tomarem o gol. Precisam partir para dentro, fazer gols, mas não sabem porque foram treinados para se defender. E só se defender.

São jogadores sem asas, despreparados, engessados, sem um plano B, uma carta na manga. Um exemplo primoroso disso aconteceu no Flamengo x Palmeiras. E no duelo da ousadia contra a covardia prevaleceu o futebol ofensivo.

Olha, sem qualquer exagero, Felipão escapou de levar mais um 7×1 em sua saideira, o que seria merecidíssimo, afinal escalou brucutus e deixou Gustavo Scarpa no banco! Felipão pagou o pato, mas para mim o maior culpado é o gerente de futebol.

Jesus nem precisou fazer milagres, apenas colocou Gerson em sua real posição, meia direita. Na base do Fluminense, atuava nessa posição e, por isso, está completamente à vontade. Mas os “professores” adoram inventar e colocam esses bons jogadores fora de posição, como Carile faz com Pedrinho e Cuca com Antony. E os comentaristas chamam o Gerson de segundo volante. Gerson não é volante, esqueçam isso!

Continuo torcendo fervorosamente por Sampaoli, Roger, que venceu mais uma, e todos que jogam para a frente respeitando a torcida. Duro demais ver o Corinthians vencendo com um gol dado pelo goleiro do Atlético Mineiro e, depois, ouvir as explicações de Carile, o discípulo mais aplicado de Tite.

Rogério Ceni vai dando um jeito no Cruzeiro e Luxemburgo precisa urgentemente treinar fundamentos com a garotada do ataque, assim como Sampaoli. O que o Santos perde de gols é assustador!

O Fluminense vendeu Pedro para pagar dívidas e o time que se viu ontem contra o Avaí foi abaixo da crítica. Não dá para entender um valor tão abaixo de Vinícius Jr e Paquetá.

Por falar em centroavante a diretoria rubro-negra quer ficar em definitivo com Gabigol. Tomara que tenha o mesmo empenho para pagar as indenizações dos meninos mortos no CT porque dinheiro não falta. E exemplo de uma boa administração não é apenas gastar com jogadores vivos.

Mas esse país é muito doido mesmo! Aqui o jogador é convocado para a seleção brasileira mesmo sem estar jogando há tempos e os comentaristas esportivos viraram garotos-propaganda. Mas não anunciam mais aqueles produtos baratinhos nas rádios, como antigamente. Evoluíram, estão no horário nobre das tevês.

Já sei, por exemplo, para onde ligar quando quiser pedir comida em casa, ir a algum supermercado ou até comprar pneus, Kkkk!!!

Pode isso, Arnaldo? E Tim Maia responde: “vale, vale tudo!!!”.