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Peru

ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM

por Zé Roberto Padilha


Quem o julgou, Guerrero, não sabe o que faz
Impedir um menino simples e talentoso
Criado em um país humilde das Américas
Ter o direito de passar toda uma vida lutando
Para realizar seu sonho de criança
Que é jogar uma Copa do Mundo

Difícil para eles, os sabidos, filhos dos sabidos
Procriados nos primórdios das Américas, enviados à Coimbra
Enquanto os colonizados sofriam e pagavam impostos à matriz
Não convidados ao açoite, poupados ao submisso
Entender o que é ter um filho seu, nativo, sobrevivente e excluído
Ser convocado a jogar uma Copa do Mundo

Porque seus filhos, os filhos das elites
Tiveram acesso aos melhores salões, as mais belas cortesãs, cargos de chefia
Os melhores brinquedos
Do autorama ao videogame, de ultima geração
A serem escolhidos por méritos, conquistas pessoais, gols marcados
Não acordos escusos, indicações, bocadas, fisiologismos

Ao não terem como única opção, à sua disposição
Apenas um campo de terra batida, no Peru, Argentina ou Vila Maria
Uma bola de futebol, como única diversão
Jamais aos seus rebentos fora permitido uma topada sobre pés descalços,
Numa pelada a céu aberto, pois estes calçariam mais tarde, na posse, 
Mocassins italianos pela manutenção da ordem e sobrevida
De suas eternas oligarquias


Essa semana, a FIFA acabou de impedir, no alto do seu poder absolutista
Que a arte de um exímio artista, seu raro domínio sobre os quiques
E o rumo da razão maior de toda a festa do futebol
A bola de futebol bonita, colorida e atrevida, 
Que aos poucos foi cedendo seu encanto, sua magia e empatia
A quem melhor aprendeu, como Paolo Guerrero,
A alinhá-la nas redes que perseguia, seu alvo, sua razão maior de existir

Para eles, Guerrero, que estudaram Direito desde cedo para serem justos
Mas precisam ser justos apenas com os seus e consigo mesmo
O chá de coca que você toma, desde menino, virou cocaína na festa deles
E acaba de estragar a festa do seu povo, peruano
E outra festa da sua nação, rubro-negra
Apenas porque o mundo é sempre injusto com o sul da América
E incapaz de reconhecer o valor dos seus heróis e guerreiros.

Eles não sabem o que fazem, e o artista da festa que estão perdendo.

O DIA QUE O MARACANÃ PAROU DE RESPIRAR

por Lucas Nogueira Garcia

Foi no dia 21 de abril de 1957.


Um rapaz chamado Eugênio Teodoro Filho, também conhecido como sr. Eugênio ou “Seu Geníco”, estava ansioso. Afinal, era dia de decisão. Não qualquer decisão. Seria disputado o último jogo válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1958. As equipes eram o Brasil (que ainda não era esse Brasil todo) e o Peru (que ainda não era o modesto Peru). Naquela época as eliminatórias eram disputadas de maneira diferente. As nove seleções do continente sul americano ficavam divididas em três grupos de três times e apenas os primeiros colocados se classificavam para o mundial. No Grupo A ficaram o Brasil, o Peru e a Venezuela (que desistiu). Já no Grupo B ficaram a Argentina (classificada), a Bolívia e o Chile. Por fim, no Grupo C ficaram o Paraguai (surpreendentemente classificado), o Uruguai (surpreendentemente desclassificado) e a Colômbia. Por conta da desistência da Venezuela, o jogo do Brasil contra o Peru havia se transformado numa final em dois jogos. A primeira partida havia sido dificílima. Cerca de 42 mil testemunhas se apertaram no Estádio Nacional José Diaz, em Lima, para empurrar a seleção da casa. O Peru saiu na frente aos 37 minutos do primeiro tempo com gol de Alberto Terry. A seleção brasileira vinha de fracassos recentes (1950 e 1954) e estava desacreditada. Pensou-se em mais uma tragédia. Entretanto, Índio, craque do Flamengo, empataria a partida aos 4 minutos do segundo tempo para desespero dos peruanos que sonhavam com a classificação. Naquela oportunidade, a seleção brasileira (que ainda era treinada por Osvaldo Brandão) jogava num antiquado 3-2-5, sistema tático muito recorrente no final dos anos 1940 (isso seria mudado posteriormente por Vicente Feola, que adotaria o recente 4-2-4). Terminada a partida no Peru. O placar de 1×1 deixava a decisão aberta para o jogo de volta.

Assim, “Seu Geníco” deixou sua casa em Nilópolis e pegou um trem para a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Tinha cabelos negros, um bigode grosso, olhos azuis (herdados de sua ascendência húngara) e um belo porte físico (havia servido durante a Segunda Guerra Mundial aqui no Brasil). Seu jeito era do interior (e assim foi até o final de sua vida). Havia nascido em Iúna no Espírito Santo. Era uma pessoa muito divertida e gostava de contar histórias (sobretudo histórias futebolísticas). Quando se mudou para o Rio de Janeiro no final dos anos 1950, descobriu o Maracanã, o futebol, o Garrincha, o Botafogo e muitas outras coisas, como o trabalho pesado. Mas naquele dia ele só tinha cabeça para o futebol.

Quando chegou no Estádio Jornalista Mário Filho, viu uma multidão de 120 mil pessoas que tiveram a mesma ideia que ele naquela tarde. Logo percebeu que seria muito difícil entrar no Maracanã. Mas, com muito sacrifício, todos entraram (não existia “Padrão FIFA” ainda). O estádio estava APINHADO de gente. As arquibancadas tremiam e a impressão era que elas iriam desabar a qualquer momento. Não tinha como sentar, pois haviam mais bundas do que concreto. Agora o jeito era esperar o início do jogo.


O Brasil vinha escalado com Gylmar (goleiro), Djalma Santos, Bellini, e Nilton Santos (defensores), Zózimo e Roberto Belangero (meias), Joel, Evaristo de Macedo, Índio, Didi e Garrincha (atacantes). A seleção peruana era formada por Rafael Asca (goleiro), Víctor Benítez, Dante Rovay e Guilhermo Fleming (defensores), Luis Calderón e Carlos Lazón (meias), Juan Seminário, Alberto Terry, Miguel Ángel Rivera, Máximo Mosquera e Óscar Gómez Sánchez (atacantes). O árbitro era do Uruguai e se chamava Esteban Marino. Seus assistentes eram peruanos e respondiam por Bert Cross e Erwin Hieger. As equipes entraram perfiladas, conforme o protocolo, e o capitão Didi trocou flâmulas e bandeiras com o capitão peruano. Tudo estava pronto. As equipes se posicionaram, o juiz levou o apito a boca e deu início a partida.

Como previsto, novamente o jogo foi muito difícil. Muita marcação, poucas chances, muitas faltas. O Brasil que nunca havia ficado de fora de uma Copa do Mundo tentava de tudo. Seus atacantes se desdobravam para tentar criar qualquer diabrura que furasse a defesa andina. Pressão total. O Peru sequer passava do meio de campo. Passe pra lá, drible pra cá… falta para o Brasil. A falta foi assinalada na entrada da área. Um pouco para o lado esquerdo, favorecendo quem batia de perna direita. Foi nesse momento que Didi exerceu sua autoridade de capitão e disse: “eu vou bater!”.


Já era de conhecimento dos cariocas (e principalmente dos torcedores do Botafogo e do Fluminense) que o “Príncipe Etíope” sabia bater muito bem na bola. Era um exímio cobrador de faltas. Assim, a torcida começou a ter esperanças. Sr. Eugênio, que estava soterrado no meio da multidão, sabia que aquele seria um momento crucial e dificilmente o Brasil teria outra chance na partida. Didi tinha que fazer o gol de qualquer jeito. A torcida gritava “Brasil! Brasil! Brasil!” a plenos pulmões. O Mestre pegou a bola e a posicionou no lugar indicado pelo árbitro. Deu alguns passos pra trás e colocou as mãos na cintura. Levantou a cabeça e olhou para o gol. O suor escorreu em seu rosto e ele respirou fundo. Correu pra bola e chutou. Nesse momento o Maracanã inteiro prendeu a respiração. O silêncio era tão grande que foi possível escutar o som da bola cortando o ar. O lance pareceu durar dois milênios. Lentamente a bola subiu e passou por cima da barreira. A trajetória indicava que ela iria pra fora. Algumas pessoas chegaram a beira de um ataque cardíaco. Será que não seria gol? Como que por um milagre a bola parou no ar. Parecia ter sido interceptada por alguma força estranha desconhecida até então nos campos de futebol. Quando a bola estava quase saindo pela linha de fundo ela caiu. Caiu no ângulo direito da meta defendida por Rafael Asca. O goleiro nada pode fazer. Estava paralisado pelo absurdo e encantado pela genialidade. Não pode impedir o que já estava escrito nas estrelas. Gol do Brasil.


A torcida explodiu e o Maracanã quase veio abaixo. Diz a lenda que a cidade inteira tremeu naquele momento como se tivesse acontecido um terremoto de grandes proporções. De fato aconteceu. Seu nome era Didi, que ficaria conhecido pelos gringos como “Mr. Football”. O que ocorreu na sequência não se sabe. O êxtase do gol foi tão grande que acredita-se que a partida tenha terminado ali mesmo, aos 11 minutos do primeiro tempo. O fato é que o Brasil venceu o Peru por 1×0 e se classificou para a Copa do Mundo da Suécia. A imprensa no dia seguinte batizou o gol com o nome de “Folha Seca” (muito apropriado). Um ano depois o Brasil viria a conquistar o seu primeiro título mundial. Título este que começou a ser conquistado naquele longínquo dia 21 de abril de 1957, dia de Tiradentes e um dia antes do Descobrimento do Brasil.

Obs: Alguns fatos foram deliberadamente aumentados/romanceados/inventados por mim devido a falta de informações. “Seu Geníco”, que era meu avô, morreu em 2009 quando eu ainda tinha 17 anos. Em seus últimos anos de vida ele sofria de alzheimer. Essa história me foi contada alguns anos antes. Eu era novo demais para fazer as perguntas certas, mas, com sorte, consegui extrair algumas das informações mais importantes. Sinto muitas saudades de suas histórias. Herdei isso dele.

DAS DORES DO 6×0 ALHEIO E DO SILÊNCIO DAS CHUTEIRAS BRONZEADAS

por Marcelo Mendez

A tarde em Festa

Foi uma alegria só!

Na tarde daquela quarta-feira, 21 de junho, além dos oito anos de aniversário da conquista do Tri em 70, o Brasil fez 3×1 na Polônia com uma exibição de gala do meia Dirceu e no quintal da Avenida das Nações, começou uma profusão de abraços, beijos e cânticos. Eu mesmo ganhei vários desses abraços.

– Marcelo, vamos para a final! – disse minha prima Marlene me beijando o rosto, enquanto o céu do Parque Novo Oratório era forrado de balões e fogos de artifício.

Na rua, os carros buzinavam, as pessoas corriam com bandeiras do Brasil e tudo era alegria. Eu, com meus imberbes 8 anos, entrava na gandaia. O que se dizia era que a Copa de 1978 já estava no papo e só meu Tio Moreno que teve a prudência de questionar aquele forfé todo:

– Olhaaaaa… A Argentina já mudou lugar de jogo, o horário, está estranho isso aí…”

– Moreno, nem com todo roubo do mundo, eles fazem quatro gols no Peru. Eles não têm time pra isso! – respondeu, meu outro Tio, o João.

– Melhor esperar o jogo à noite…

– Ahhhhh, Moreno… Deixa de ser chato!

– Eu quero só ver…

Noite em desalinho


A boca da noite daquela quarta-feira estava estranha.

Toda a euforia da tarde, da festa antecipada, parecia ter acabado mais que repentinamente. No lugar dos beijos, abraços, rojões, goles de cerveja Antárctica e cantorias, o que passou a imperar era um sentimento de apreensão.

Uma dose forte e cruel de realidade se aproximava da nação bronzeada com o começo do jogo Argentina x Peru.

Na nossa sala, todo mundo de olhos na TV, ninguém falava muito. A impressão que tinha é que à tarde rolou um transe xamanico/ludopédico, mas que acabou e no lugar veio uma partida de 90 minutos para ir “curando” todo torpor de alegria que inundava os corações canarinho. E nem demorou muito.


Em poucos minutos do primeiro tempo, o jogo já estava 2×0 para a Argentina, com dois gols esquisitíssimos; No primeiro, o zagueiro peruano simplesmente saiu da jogada, dando uma pernada em lugar nenhum. Kemps, na saída do goleiro Quiroga, só empurrou para o fundo das redes.

No segundo, não é que Tarantini estava sozinho na área; Ele, além de sozinho, abaixou para cabecear uma bola totalmente defensável para ampliar a coisa para 2×0. E assim terminou o primeiro tempo. E na segunda etapa foi ainda pior…

O bom time peruano, que tanto trabalho deu ao Brasil, parecia um time de várzea dos piores. O ataque argentino entrou como quis e fez não só 4, mas 6×0. Uma tunda, uma paulada. Fiquei triste…

Com meus parcos 8 anos, entendi que toda aquela festa de horas antes, todos aqueles beijos e abraços, havia chegado ao fim, por conta daquele 6×0 da Argentina no Peru. Vi todo mundo protestando, falando em marmelada, em falta de vergonha na cara, mas o que mais me impressionou naquele dia foi outra coisa:

O silêncio.

Descobri naquele dia 21 de junho de 1978, que o futebol é uma montanha russa, que ele pode gerar desde a irritante alegria, até a mais pungente tristeza, em questão de quase nada de tempo. E que uma dor de futebol tem retumbância atroz.

A dor do futebol cala muito mais que instrumentos de samba. Ela silencia os sonhos…

UM PERU EM NOSSAS VIDAS E O ROCK DO MAVERICK COR DE SANGUE

por Marcelo Mendez

Era mais um dia de Copa do Mundo.

Eu já estava me acostumando com o fato de sempre acontecer algo bacana nos dias de jogos do Brasil. Naquele dia não seria diferente e a novidade da vez era a vinda do Paulinho pra buscar eu e meu Pai pra gente ir ver o jogo lá no bairro Campestre, do outro lado da cidade de Santo André

– Mauro, por favor, fala pra aquele doido do seu amigo não correr com aquele carro!

– Calma, Mulher. Paulinho sabe o que faz. É gente boa…

– É um doido! E você é outro! Cuida do teu filho!


Depois dessa rápida prosa com minha mãe, meu pai veio até meu quarto me pegar. Paulinho já buzinava na frente de casa e então partimos. Do quintal, vi aquele carrão vermelho no nosso portão e Paulinho lá encostado no carro. Com uma calça boca de sino verde, uma camisa azul, umas correntes no pescoço e um bombom na mão, me convidou:

– E aí, Marcelo! borá la ver o jogo. Entra aí…

Levantou o banco para ir na parte de trás do seu Maverick vermelho. Íamos novamente para casa de um amigo, ver aquelas cores via aparelho de televisão, em mais um dos jogos do tal torneio o qual eu já começava me simpatizar…

A descoberta do rock and roll

Da janela do carro, via o mundo passar. Era outra cidade.

Santo André em 1978 não tinha muitos carros, muitos viadutos, trânsito stress, nada. Era uma cidade que relutava em ser urbana, que mantinha as coisas de cantinho do interior e andar por suas ruas pouco habitadas era muito legal.

Na parte da frente do carro, enquanto o Paulinho dirigia, meu Pai brigava com ele para abaixar o volume do toca fitas último tipo, que tinha no Maverick:

– Mauro, isso é Bachman Turner Overdrive. Não se ouve em volume baixo…

Hoje eu sei que ouvíamos “Down The Road” e que o BTO é uma bandaça. Mas aos 8 anos aquilo era tão somente uma barulheira deliciosa. Devo ao Paulinho os primeiros rocks da vida, portanto. Mas ele abaixou o volume e então ele e meu Velho passaram a falar do jogo que veríamos logo mais. Eu ouvi.

A partida seria contra um time que tinha nome de frango de Natal: Peru. Eu anotava mais um lugar do mundo que a Copa me apresentava, agora esse; Peru. Eles falavam de um time muito bom, que tinha uns jogadores de nomes estranhos, Oblitas, Chumpitaz, Manso e um outro, que segundo eles, era um craque de bola, Cubillas.

Concluí que seria um jogo complicado, que mais uma vez meu Pai ficaria nervoso, fumaria um cigarro atrás do outro, mas não foi o que houve. Pelo menos não por conta do jogo…

A queda…

A casa do Paulinho estava lotada. Ele trabalhava com meu Velho na mesma firma, gostava de rock, de cerveja, tinha cabelão comprido e falava muito de umas pessoas que já não estavam mais conosco, que por alguma razão meu Pai evitava falar comigo;

– Pai, cadê fulano?

– Ele foi viajar, já já volta!

Minha mãe, ao contrário do meu pai, dizia que essas pessoas estavam sumidas e eu não entendia o porquê… Seja como for, o jogo rolava.


Ao contrário do que meu pai e Paulinho falavam no carro, o tal Cubillas, pelo menos naquele jogo, não jogou nada. No Brasil, ao contrário da expectativa de ter Rivellino, de Zico sair jogando, de Reinaldo voltar como titular, quem arrebentou com o jogo foi um cara de nome Dirceu.

Um canhoto magrinho, cabeludo, esperto, que batia na bola como poucos. Foi Dirceu quem carregou o time do Brasil para o 3×0 final daquele jogo. Mas sentia que naquela casa cheia, algo não estava lá muito alegre. Piorou com a notícia que alguém na casa contou para todos:

– Fulano caiu!

Na minha cabeça de menino de 8 anos, pensei que as pessoas ficaram chateadas, talvez por conta de o tal fulano ter se machucado com a queda, eu mesmo, vivia caindo lá nas peladas da rua. Meu pai era um dos tristes, então eu decidi dar esse alento a ele:

– Pai, num fica assim; A gente cai mesmo, depois a mãe passa mercúrio e sara!

De olho marejado de água, meu pai me fez um afago no rosto e me abraçou. Eu retribuí e depois o Paulinho nos levou embora. Ao contrário da alegria da ida, na volta, não teve rock, não teve prosa, não teve nenhuma festa. O Brasil seguia vendo os seus caírem e nada era feito com relação a isso. No carro, Paulinho tenta quebrar o gelo:

– Esse Peru, hein? Que time estranho, Mauro.

– Pois é, não entendi a partida que eles fizeram.

O Peru seguiria em nossas vidas naquela Copa, de uma outra maneira mais estranha ainda. Mas isso é uma outra história…

NOS ILUMINE, DIDI!!!


Contra o Peru, Didi apresentou a folha-seca ao mundo, aquela batida de falta, venenosa, sobre a barreira. Depois, foi contratado para ensinar sua arte aos peruanos e os classificou para a Copa de 70. Antes, inovávamos, surpreendíamos, ensinávamos, brincávamos de jogar futebol. O próprio Didi criou a expressão “jogar bonito”. Nos ilumine, Didi!!!!