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TAFFAREL, O “ALEMÃO” VOADOR

22 / julho / 2020

por Luis Filipe Chateaubriand 


Cláudio Taffarel é um dos goleiros brasileiros mais impressionantes que este escriba viu em ação. Brasileiro com jeito de alemão, era verdadeira muralha a ser transposta pelos atacantes que o enfrentavam. 

Tinha uma noção de posicionamento no gol extremamente acurada, sabia que bom goleiro não é aquele que a toda hora faz pontes acrobáticas, mas sim o que, bem colocado, tem facilitado seu caminho em direção à bola. 

Jogador de voleibol na juventude, tinha um tempo de bola excepcional, o que fazia com que sua saída de gol em bolas altas – notória deficiência de goleiros brasileiros – fosse excelente. 

Dono de uma frieza e de uma concentração fartos, tornou-se especialista em defender cobranças de pênaltis. Aliás, esta habilidade impressionante do guarda redes ajudou a Seleção Brasileira a ganhar uma Copa do Mundo, a chegar à final em outra e a chegar em final de Jogos Olímpicos. 

O signatário deste texto teve a oportunidade de ver, in loco, Taffarel fazer uma defesa das mais inacreditáveis de todos os tempos. 

Maracanã, 1990, jogo de despedida de Zico, entre o Flamengo de 1981 e os Amigos do Zico. 

Tita, craque de bola, recebe esta no meio da grande área, e fica cara a cara com Taffarel. Desfere um chute violentíssimo, uma “bomba”. 

Taffarel, na maior calma do mundo, estende os dois braços, encaixa a bola entre as duas mãos e sai jogando. 

Impressionante! 

Por essas e outras, é que sempre se saberá: sai que é tua, Taffarel!

Luis Filipe Chateaubriand é Museu da Pelada!

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