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ESSÊNCIA DO FUTEBOL

17 / maio / 2022

por Paulo Cezar Caju

O futebol vive de personagens, de emoção, de entrega, de música, de bandeiras e, acima de tudo, da paixão do torcedor. Estamos cansados de falar sobre o baixo nível técnico do futebol brasileiro. Tenho assistido jogos terríveis, mas também tenho presenciado o show de várias torcidas. Elas parecem ter entendido que o protagonismo deve ser delas, que elas, sim, precisam entrar em campo e salvar os campeonatos. E foi justamente a torcida que acertou em cheio o coração do executivo John Textor. Ele em momento nenhum elogiou o desempenho do Botafogo, pois reconhece que se trata apenas de um grupo de bons jogadores, que tem suas deficiências, como tantos outros. John Textor desfraldou uma bandeira, tomou chope no Jobi e chorou contagiado pela magia do torcedor brasileiro. Isso é o futebol, o conjunto da obra. E foi preciso a chegada de um empresário americano para sacolejar nossos ombros e nos lembrar que o Brasil é o país do futebol. Não conheço Textor, mas não me parece com alguns dirigentes que usam o alcance dos clubes para concorrerem a cargos políticos e de multinacionais. Textor é marqueteiro? O futebol é marketing. Francisco Horta, Eurico Miranda, Vicente Matheus, Márcio Braga podiam ser polêmicos, mas faziam o futebol respirar. Hoje jogadores, cartolas, todos são muito distantes de seu público e, por isso, todos foram fisgados pela emoção de Textor, porque não deixamos essa essência se perder, ser soterrada nos escombros dos velhos estádios. A torcida do Vasco também deu um show e vibrei com a vitória do Goiás sobre o Santos porque torço muito pelo futuro de meu “sobrinho” Jair Ventura. Botafogo, Vasco e Goiás tem times similares, mas torcidas apaixonadas. E os torcedores já perceberam que seguirá em frente os que gritarem mais forte, os que empurrarem seus times com mais amor e paixão, a mesma paixão que arrancou lágrimas de John Textor.

Pérolas da semana:

“Com um ótima leitura de jogo, o treinador fez o time ser compacto e encaixotou o adversário na defesa para aproveitar a segunda bola viva”. Futebol não se lê, se enxerga!

“O jogador de beirinha fez o facão e centralizou para tentar espetar o adversário. Com uma linha de cinco e outra linha de quatro, o atacante busca dar a assistência para o segundo centroavante”.

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15 Comentários

  1. Carlos Fattorini

    Você foi e é fantastico PC.
    Vc no meu Fluminensw, arrebentou vom aqueles lançamentos para Bufalo Gil.
    Nao era só o Riva.
    Você também sabia botar o Gil na cara do Gol.
    Feliz por vc:
    Grande abraço!
    Carlos Fattorini – Macaé (RJ)

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    • Juarez cancella

      Pc vce e’ lenda. Vi vce no palco do maracana. Vce foi artista naquele palco. Esnobava. A bola ti conhecia.tinha uma intimidade tremenda um com outro.

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    • Everaldo Pereira Araújo

      Você foi diferenciado,em Paris só você,um futebol espetacular.sempre se vestia elegante parabéns Pc

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  2. Márcio

    Que atrás do John apareçam muitos “Joãos”! Viva o VERDADEIRO futebol brasileiro!!!

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  3. Arlinei Carvalho

    Perfeito
    O MB do meu amado Flusão Eterno Amor não sabe lidar com a paixão tricolor. Em vez de contratar jogadores nem tão consagrados de outrora deveria trazer um cracaço. E com a base formar um time vencedor e com futebol ofensivo. No face vou levantar uma questão.

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  4. JACI CONDE JUNIOR

    Perfeito…. simples e objetivo nos comentários..

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  5. Joedyr Bellas

    Pulo Cézar, vibro com os seus comentários em sua coluna. Sua escrita é precisa, é enxuta. Você sabe o que fala e como fala. Sinto falta do futebol que se jogava com coração, com técnica. Futebol é arte. Arte ao se jogar, ao se falar nele. João Saldanha, Mário Vianna e tantos outros falavam a língua do torcedor. O torcedor compreendia e sabia do que eles estavam falando. Sem firula. Cá, pra nós, não entendo nada do que os caras hoje falam. Hoje, só assisto aos jogos do meu tricolor e, por falar nele. Félix, Oliveira, Galhardo, Assis e Marco Antônio. Denílson (Rei Zulu) e Didi. Cafuringa, Flávio, Samarone e Lula. Saudações Tricolores.

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  6. Aluizio

    Caju ,como sempre sensato e perspicaz. Parabéns!

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  7. Olavo

    Paulo Cezar Caju, além de ter sido um craque do Botafogo e da seleção/1970, conhece muito de futebol.

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  8. Luis Farias

    Com toda certeza!! PC é cirúrgico ao comentar sobre o mundo da bola !

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  9. Juca (José Luis D. Alves)

    É isso aí, Caju !!! Só para variar, o texto é um golaço. Mais uma bola lá na gaveta!
    E coletânea de “pérolas” daria um livro do tipo “FEBEAFE”, o “Festival de Besteiras que Assola o nosso Futebol” (obrigado Stanislaw)

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  10. x

    PC Caju, o homem que tem de ser respeitado. Conhece da arte e sabe o que diz!

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  11. Ricardo C. Forghieri

    Os comentários do craque Paulo Cesar Lima , articulados e objetivos, nos surpreederam positivamente desde o início , mostrando conhecimento de tática de jogo e discorrendo como se êle tanbém estivesse dentro do campo . Rápido , envolvente e conclusivo.

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  12. Anselmo Duarte

    Este cajú, jogava muito, leve , era muito próximo a um bailarino, uma harmonia totsl entre o corpo e a bola, ou ainda entre a alma e a bola… sintonia perfeita, como nos grandes bailes de gala…
    Magistral, divino, vida longa aos artistas da bola como você Paulo César Caju… wue ALEGRIA o ter visto bailar…

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