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A CRIATIVIDADE DAS TORCIDAS DO VASCO E DO FLAMENGO

4 / dezembro / 2020

por Luis Filipe Chateaubriand 


Um dos aspectos mágicos do futebol é a criatividade das torcidas. As manifestações do conjunto de torcedores dão um colorido especial ao futebol.

Um exemplo é a torcida do Vasco da Gama. Certa vez, para ironizar a torcida do Flamengo, os vascaínos começaram a cantar uma paródia da música de um comercial da Varig (“550 quilômetros, 550 quilômetros, pare um pouquinho, descanse um pouquinho, 550 quilômetros”), debochando do ataque rubro negro: “Pior ataque do Mundo, pior ataque do Mundo, pare um pouquinho, descanse um pouquinho, Sávio, Romário, Edmundo”. 

Também foi muito legal, quando Edmundo voltou ao Vasco da Gama, que pediu para o coro “Au, au, au, Edmundo é animal!”, fosse extinto. “Eu peço à torcida que invente algo novo, pois esse coro não me traz boas lembranças… sei que a torcida inventará algo bem bacana, bem legal”, afirmou o craque. No dia seguinte, no jogo de reestreia, a torcida entoava o cântico “Au, au, au, Edmundo é bacalhau!”. Muito legal!

Por sua vez, a torcida rubro-negra também cria coisas engraçadíssimas. A célebre paródia de música do regime militar, “Oh, meu Mengão, eu gosto de você, quero cantar ao mundo inteiro, a alegria de ser rubro-negro, cante comigo Mengão, acima de tudo rubro negro” é de arrepiar para os adeptos do “Mais Querido”. 

E, certa vez, ao saber que o novo técnico do clube era Waldemar Lemos, entre xingamentos e impropérios, a torcida rubro-negra criou o grito de guerra: “Ah, ah, ah! Fora Waldemar!”. O técnico sequer tinha assumido o cargo e a torcida já pedia sua saída. Hilário! 

Os cânticos, os gritos de guerra, as músicas e as provocações das torcidas são muito do que o futebol tem de melhor.  Que as torcidas sejam sempre objeto de todo respeito no futebol é algo que se tem que cultivar.

Luis Filipe Chateaubriand é Museu da Pelada!

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