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Marcelo Soares

PRAZER, MARCIO! PARA OS APAIXONADOS POR FUTEBOL, EMERSON SHEIK

por Marcelo Sores


Mudanças, talvez Emerson Sheik seja acostumado a elas desde o começo da sua carreira. Ele talvez precisasse que elas acontecessem para só assim mudar a vida dos apaixonados pelo futebol.

No início de sua carreira, no São Paulo, teve sua saída do time apressada por dirigentes com medo de que o clube fosse punido ao descobrirem a primeira mudança que marcava a vida de Marcio. Seu nome e ano de nascimento foram mudados para que tivesse maior destaque com os garotos da sua categoria no futebol.

Logo se mudou para o futebol japonês e teve muito sucesso pelos clubes por onde passou. Mais uma mudança chegava na sua vida, futebol árabe. O sucesso por lá foi tão grande, que foi parar na Europa. Na França, foi uma das apostas do clube para a disputa do campeonato. Não teve o desempenho esperado e em mais uma mudança importante, retornou ao Brasil para defender o Flamengo. Começava ali sua história vitoriosa no futebol brasileiro e a levar alegria para milhões de torcedores.

Foi campeão brasileiro colocando seu nome na história do clube e voltou para o futebol árabe. Nesse momento de sua carreira, talvez a idade nem o seu nome verdadeiro importassem tanto. Estava entre os grandes, seria lembrado eternamente pela massa rubro-negra.

Na sua segunda volta ao Brasil, foi para o rival do clube e novamente foi campeão brasileiro. Dessa vez, ele marcava seu nome na história do Fluminense. Com gol decisivo e trazendo de volta um título que o clube não ganhava há mais de duas décadas. E após uma polêmica acabou saindo do clube de uma maneira que não esperava.

No Corinthians, chegava para mudar de vez a história do clube. Ele que passou por várias mudanças ao longo de sua carreira dessa vez seria ele quem mudaria as coisas para a equipe alvinegra. Ganhava seu terceiro campeonato brasileiro e de forma consecutiva. Iniciava uma trajetória gloriosa pelo clube.

Em 2012, com um desempenho de destaque na Libertadores, colocava o Corinthians em outro patamar. As reações mais distintas foram provocadas por ele naquele 4 de julho de 2012. Após marcar dois gols na decisão contra o Boca Juniors, deu aos corinthianos o aval para soltarem o grito que estava guardado há muitos anos.

De tanto a torcida gritar vai Corinthians, Sheik foi junto com ele conquistar o mundo naquele mesmo ano. Ali, se consolidava como um dos maiores jogadores da história do Corinthians.

No final da sua carreira, a idade de Marcio não importava em nada. Correndo mais que os novatos, fez com que todos no futebol brasileiro jamais esquecessem seu nome, esse sim, o seu nome verdadeiro para os apaixonados por futebol, Emerson Sheik.

MUITO MAIS QUE UM TÉCNICO

por Marcelo Soares


Após inúmeras tentativas por vários clubes de futebol, eu tinha mais uma oportunidade. Faria testes no Guarani Futebol Clube durante uma semana. O primeiro dia, foi justamente no dia 30 de maio de 2016, dia em que completava 18 anos. Uma semana depois estava na equipe sub-20 do clube.

Meu pai quando soube por quem eu seria treinado, já veio me falar:

– O técnico é o Renato “pé murcho”, conhece?

Eu não conhecia, mas logo tratei de saber mais sobre o técnico que fez meu pai vir me contar todo surpreso.

Desde o primeiro dia aprendi uma lição, “pé murcho” não! Ninguém o chamava assim e ele com razão não gostava nem um pouco do apelido recebido durante os treinos de finalização na época de Seleção.

As lições eram diárias quando se tratava de um ex-jogador que disputou Copa do Mundo em um dos melhores times de todos os tempos, era campeão brasileiro e também estadual por diversos clubes que passou.

Nos treinos sempre citava o que Telê Santana fazia com os jogadores, dava exemplos, mostrava na prática o que falava. Com um passe, uma lição sobre posicionamento, nos fazia ter confiança no que ele passava. Era diferente de todos os outros técnicos que eu já tinha trabalhado.

Me lembro muito bem do dia em que cheguei com uma chuteira toda preta para treinar. Logo de cara reparou. Em meio à tantas coloridas, ele notou justo uma preta. Fosse saudade talvez dos tempos em que jogava.

Em outro treino, durante o coletivo, ao me virar para o lado em que ele estava durante uma jogada, vejo ele conversando com outro cara. Era o Careca! Porra, o Careca assistindo um treino nosso. Sei que ele foi lá para ver o Renato, para conversarem e se reverem, mas era o Careca na beira do campo de braço cruzado vendo o time sub-20 do Guarani treinar. Nunca vou tirar essa cena da cabeça.


Durante os treinos físicos, Renato sempre corria pelo campo, fazia questão de manter a forma para as peladas.

Estávamos disputando o Campeonato Paulista sub-20 e dois jogos me marcaram muito. Guarani x Corinthians na Arena Barueri e São Paulo x Guarani em Cotia. Três clubes que tinham uma importância para ele e para mim. No primeiro deles, contra o Corinthians, era o meu time do coração contra o time que eu defendia. Era o time que ele amava e tinha feito história, contra o time em que ele declarou antes do jogo no vestiário:

– Não tinha nada mais gostoso do que ganhar do Corinthians!

Via ali ele lembrando mais uma vez dos tempos em que jogava.

No segundo jogo contra o SPFC, era o time em que ele tinha feito história sendo campeão e o time que eu cresci vendo bater o meu clube de coração nos clássicos. Jogo duro, ótima partida e mais um dia que marcou.

Após os treinos, poder dividir a mesa para almoçar com Renato, escutar suas histórias e opiniões me dava certeza de que tinha sido um atleta muito profissional. Sua conduta honesta e simples era incrível. As cobranças, os elogios, as convocações para os jogos, tudo ficará guardado.

A primeira entrevista para o Museu da Pelada foi com ele, após rodar por outros clubes depois do Guarani, deixei o futebol, mas apenas como profissão e busquei entrar no Jornalismo. O Museu e o Renato foram os que me abriram as portas para a realização do primeiro trabalho. Agradeço ao Renato e ao Guarani por esses momentos como atleta e ao Museu por mais essa oportunidade de poder vivenciar algo incrível.

Renato foi campeão brasileiro pelo Guarani em 1978, jogando todos os jogos. Disputou a Copa do Mundo de 1982. Foi técnico das categorias de base do clube e da equipe profissional

O GIGANTE DO FUTEBOL ESPANHOL

por Marcelo Soares


Multicampeão, peça chave de um dos maiores times de todos os tempos e campeão do mundo por sua seleção na África do Sul. Você já deve estar se perguntando, quanto um clube paga por um jogador como esse, já que as cifras atualmente são estratosféricas se tratando de grandes jogadores. Mas com Xavi Hernandez a história é diferente.

Formado em casa pelo Barcelona, foi lapidado com muita calma e quando estreou, a técnica apurada encantava a todos.

Dono de um pensamento tão rápido que velocidade física nunca foi tão necessária. No alto de seus 1,70cm, com apenas um toque na bola ou às vezes simplesmente por não tocar nela, deixava todos os adversários para trás e seus companheiros de frente para o gol.


Durante tantos anos vestiu azul e grená, cérebro de Pep Guardiola dentro de campo, peça chave do Tiki Taka espanhol, formou um dos melhores times de futebol de todos os tempos e comandava o meio-campo ao lado de Iniesta, tanto pelo clube como pela seleção espanhola. Conquistou tudo que podia, levou sua seleção ao inédito título da Copa do Mundo e fez algumas pessoas falarem que, sem ele, Lionel Messi não seria o mesmo.

Após anos desfilando sua arte e maestria, Xavi pendurou as chuteiras ou podemos dizer que ele aposentou o seu terno? Antes de sair de cena, ajeitou a gravata de seu uniforme de trabalho, mostrando a todos que para jogar futebol precisa-se mais de inteligência do que de força. Um dos melhores jogadores espanhóis, deixará saudades para os amantes de futebol.

CRAQUE DAS AREIAS

O Museu da Pelada foi até a cidade de Campinas, no centro de treinamento do Vinicius Souza, para bater um papo com o craque das areias sobre sua carreira e o esporte. 

Vinicius iniciou sua vida no esporte através do futebol e conheceu o futevôlei ainda criança. Antes de se tornar uma referência no esporte, jogou nas categorias de base do Real Madrid e do RB Salzburg e após um hiato no futebol devido ao grande sucesso que fazia nas areias, retornou aos gramados no ano 2015 na Índia, defendendo as cores do Delhi Dynamos.

Convidado aos 19 anos de idade por Bello, o Pelé do futevôlei, formaram uma das duplas mais vitoriosas do esporte com mais de 30 títulos. Todo esse sucesso com seu antigo parceiro e com outros que teve durante a carreira, fazem com que ele seja considerado por muitos, o melhor jogador da atualidade.

Vinicius destacou a qualidade de vida que o futevôlei e o esporte proporcionam nos dias atuais e vê um grande crescimento da modalidade, que para ele, tem um grande potencial para se tornar um esporte olímpico.

Links com alguns jogos:

https://www.youtube.com/watch?v=yHpZFLdbO6Q

https://www.youtube.com/watch?v=7fT32rOw4Ts

https://www.youtube.com/watch?v=ntc72HjzNZ8

 

6-3-3 E AO QUE TUDO INDICA O 1º REBAIXAMENTO

por Marcelo Soares


O São Paulo após a derrota para o Talleres – ARG caminha a passos largos para o seu primeiro rebaixamento.

Antes de mais nada, externo meu respeito pelo São Paulo Futebol Clube e seus torcedores.

Na sexta-feira, em uma dessas conversas sobre futebol que já são costumeiras entre colegas, Kal, um dos meus melhores amigos e São Paulino doente, já demonstrava sua decepção com o time, e pior ainda, escancarava a aceitação de que seu time não reverteria o resultado que o time argentino construiu na primeira partida. Mesmo assim ele estava anteontem no Morumbi apoiando seu time. 

O São Paulo mostrou aquele futebol de alguns anos que conhecemos, sem brilho, sem padrão de jogo, jogadas individuais… futebol feio, nada longe do que os outros clubes brasileiros apresentam ultimamente.

Antes de continuar com a história, quero falar sobre o meu time, o Corinthians. E o que essa derrota do São Paulo tem a ver com a gente.

Eu cresci vendo o São Paulo ser tricampeão da Libertadores e do mundo. Sendo hexa brasileiro, vi o São Paulo acabar com o meu domingo algumas vezes. Vi o São Paulo ser o bicho papão da Libertadores. 


Veio a troca de comando na diretoria, veio também a aposentadoria de um dos maiores jogadores da história da equipe do Morumbi. Veio, com tudo isso, a escassez de títulos e a crise no time foi se instalando. Sem manter sequer uma constância de dois ou três jogos mostrando um bom futebol, o São Paulo nos últimos anos amargou posições na parte inferior da tabela. Seus ídolos estão sendo xingados por estarem na diretoria atual do clube. 

Ontem, minutos após a derrota que culminou na eliminação do time na pré-Libertadores, um outro amigo meu, Willy, um dos caras mais fanáticos que conheço e conhecedor como poucos da história do São Paulo, seu time do coração, disse a seguinte frase: é o pior momento da história do clube. O maior vexame do time. Incrédulo por presenciar in loco o empate sem gols, chegou até a indagar se quem está no comando não vê como está tudo errado. Sempre sensato, fez uma pergunta como se realmente não acreditasse no que via.

Naquele momento percebi que o maior rival do meu time, na minha opinião, estava cada vez mais se tornando um time comum, nem se quer nos clássicos oferecia algum tipo de perigo…como amante do futebol eu torço para que o São Paulo se reerga, volte a brigar novamente por jogos e títulos. Que volte a me presentear com um clássico Majestoso de encher os olhos. Mas que no final o resultado seja negativo para o time do Morumbi.


Os rumores de Cuca e Osorio já circulam, seria essa a solução? Sabemos que não!

Antes de mais nada, respeito o São Paulo e todos os torcedores do clube.

“…Ó tricolor

Clube bem amado

As tuas glórias vem do passado…”