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DOURADOS: O TRADICIONAL TRICOLOR DO QUITUNGO

24 / novembro / 2021

por André Luiz Pereira Nunes


O Esporte Clube Dourados, fundado em 15 de novembro de 1955, é uma das maiores expressões do futebol amador da cidade do Rio de Janeiro, infelizmente adormecido devido a uma política que mais não atende aos anseios do desporto de base, sempre considerado um manancial de craques.

De indumentária similar a do Fluminense, o clube de Cordovil, localizado na junção das ruas José Lopes e Dourados, chegou a ser treinado pelo notório Jair Francisco, em 1974, ano em que estreou no Departamento Autônomo (D.A.), então vinculado à Federação Carioca de Futebol (F.C.F). Venceu ainda a categoria de juniores e foi vice da de amadores do Torneio Hexagonal Geraldo Araújo, organizado pelo Colégio Futebol Clube e que contou com as participações de Pavunense e Everest, dois históricos rivais da equipe cordovilense, e mais o Carioca, do Jacarezinho, e o Novo Oriente, de Coelho Neto.


Em 1978, o Dourados finalmente se sagrou campeão da categoria juvenil do Departamento de Futebol Amador da Capital (D.F.A.C.), sucessor do Departamento Autônomo (D.A.) após a fusão dos estados do Rio de Janeiro e Guanabara. Na decisão, o Tricolor venceu o tradicional Esporte Clube Cocotá, da Ilha do Governador.

Em 1994, foi novamente vice, mas da categoria principal, ao capitular diante do União Central, na Rua Bariri. Porém, nos juniores, o Dourados conquistou o certame ao golear o Uni Souza por 4 a 1, no mesmo local, ganhando, assim, o seu segundo título nessa categoria. Desde então, não mais integrou competições, embora mantenha uma modesta quadra sem qualquer identificação.

O presidente Francisco Assis de Lima, o Russo, falecido há alguns anos, e sua fiel escudeira Nilda foram a grande força motriz da agremiação enquanto esteve presente nas lides amadoristas. Além do esporte, a quadra abrigou diversos outros eventos como rodas de samba, festas juninas e bailes frequentados por várias gerações.


Infelizmente a falta de interesse da Federação em subvencionar certames do Departamento Amador, além da perda de vários espaços destinados à fábrica do futebol, muito em parte devido à especulação imobiliária, culminaram na paralisação ou extinção de inúmeras associações tradicionais que revelavam inúmeros craques para o futebol brasileiro.

O Dourados, no entanto, ainda resiste ao participar de competições de futsal e futebol de sete e vem sendo conduzido por Nélson Campos de Lima, Tânia Campos de Lima, Francisco Campos de Lima, Eliane Campos de Lima, Antônio Campos de Lima, Sônia Regina de Lima e Moisés Campos de Lima.

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