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PARABÉNS, GRÊMIO

15 / setembro / 2020

por Claudio Lovato 


Quando tinhas 50 anos,

Lupicínio escreveu o teu hino

No Restaurante Copacabana, na Cidade Baixa

E que hino!

Tua casa, naquele 1953,

Ainda era o Fortim da Baixada, nosso primeiro lar, no Moinhos de Vento, 

A Baixada de Eurico Lara, Luiz Carvalho, Oswaldo Rolla, o Foguinho

E de Mohrdiek, Schuback, Grunewald, Moreira, Booth, Sisson, Assumpção e todos os outros

Um ano depois,

Te mudarias para o Olímpico, na Azenha

O novo estádio, em outro bairro

Uma nova manifestação tangível

Do teu poder de mobilizar pela paixão 

E transformar desejos em concreta realidade

Concreto com alma

Olímpico dos míticos comandantes Foguinho, Ênio Andrade e Felipão

De Airton, Gessy, Juarez, Alcindo, Everaldo, Espinosa, Telê, Ancheta, Oberdan, Iúra, Éder

E de Tarciso, o jogador que mais vezes vestiu o teu manto e que nasceu no mesmo dia que tu 

De Milton, Vieira, Tadeu Ricci, André Catimba, De León, Mazarópi, Jardel, Danrlei, Renato e todos os outros

Renato, o Portaluppi,

Herói como jogador, nos tempos do Olímpico, 

E herói como técnico, na Arena

A Arena…

De Felipão, Roger Machado, Marcelo Grohe, Luan, Everton Cebolinha, Pedro Geromel, Kannemann, Maicon, Pepê e todos os outros

Tua terceira casa

Linda obra de engenharia e encantamento erguida no Humaitá

Agora ela guarda nossas taças

As das Libertadores, dos Brasileiros, das Copas do Brasil, dos Gauchões, das Recopas, dos Citadinos…

Guarda mais que taças: guarda História – assim como foi no Olímpico e na Baixada 


Este é o teu oitavo aniversário comemorado na Arena

O teu 117º

Hoje!

Viva o 15 de setembro de 1903

Cândido Dias da Silva e outros 29 bravos

Reunidos num restaurante de hotel na Rua José Montaury, no Centro de Porto Alegre

Carlos Luiz Bohrer, o primeiro presidente

Hoje Romildo Bolzan

Salve Bohrer, salve Luiz Carvalho, salve Romildo, salve Hélio Dourado, salve Fábio Koff

Parabéns, Grêmio!

Meu Grêmio do Moinhos de Vento, da Azenha, do Humaitá, de todos os lugares

O Grêmio de todos os que o amam

Estamos juntos

Sempre estaremos

O tempo todo estivemos – para mim, desde 1965, ano em que nasci

Na verdade, antes

Muito antes.    

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