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O FENÔMENO FERNANDINHO

17 / maio / 2023

por Serginho 5Bocas

Definitivamente o jogador de futebol Fernandinho do Athletico Paranaense é um fenômeno, não pelo seu futebol, mas pelo seu poder de convencimento de que é um belo jogador.

Ao assistir o jogo entre o Athletico e Flamengo, fiquei impressionado com os elogios que ele recebeu, incluindo o prêmio de melhor em campo, por vários analistas, entre eles o maestro Junior, ex-jogador do Flamengo, que teceu rasgados elogios ao atleta, inclusive quando ele abriu a caixa de ferramentas, que é o seu maior predicado, “largando o aço” nos jogadores do Flamengo, sob o olhar enigmático do juiz.

Confesso que não entendi muito bem a opção do Junior, principalmente porque ele fez parte de uma escola de belas artes na Copa de 1982, mas gosto não se discute, cada um com seu “cada um”.

Juro que fiquei analisando o que posso não ter visto da fera. Provavelmente não entendo muito de futebol. Até o Guardiola já disse que o cara é bão e eu aqui, na minha insignificância, o que posso dizer? Disseram que ele tem experiência para bater e, por ser respeitado e consagrado, inibe os árbitros, é isso mesmo que eu ouvi?

Definitivamente, Fernandinho não é cego de bola, mas é “brucutu”. Brucutu é um adjetivo para aquele cara que tem as raízes do homem das cavernas, doidas para se manifestarem e se manifestam constantemente, neste caso, na partida de futebol. A sociedade aprendeu a controlar este tipo de personagem com regras, mas é preciso rigor e ficar atento para coibi-los de praticar suas maiores fantasias quando as coisas estão favoráveis

Fernandinho fenômeno esteve na seleção brasileira por um bom tempo e vale destacar duas participações inesquecíveis dele:

Em 2014, naquela Copa, naquele país da américa do sul, naquele dia medonho, que muita gente já esqueceu (eu nunca esquecerei), o meio de campo do Brasil foi composto por ele, Luiz Gustavo e Oscar…putz! Quer ganhar de quem?

O final do filme todo mundo lembra: o bandido mau espancou o mocinho, deu beijo na boca da mocinha e saiu carregando todo o ouro da diligência sem que os bravos guerreiros que atuam na Europa pudessem mostrar sua…, digamos assim, “arte”…meu pai!!!

Na Copa de 2018, novamente foi convocado, atuando e mostrando seu futebol em uma eliminação lamentável, contra a Bélgica, quando ele se enrolou com o Gabriel Jesus e fizeram um gol contra patético.

Definitivamente não entendo muito bem desses craques atuais do futebol, mas uma coisa eu garanto, que ele não me convence e peço a Deus para não jogar no clube que torço. Imagine o cara sair de casa e pagar ingresso para ver e ter um jogador desse como ídolo?

Vitor Belfort, a fera do UFC, quase foi jogador. Na adolescência, deu seus bicos no time Rio de Janeiro, que depois viraria CFZ, o clube do Zico. Ainda bem para nós que ele escutou os conselhos e foi lutar. Agora pensando bem, não foi tão bom para ele a decisão. Se tivesse insistido jogar bola, talvez hoje fosse um “belo” volante na Premier League, recebendo elogios do Pep Guardiola e jogando duas Copas do Mundo, nada mal, né?

Seu Tião, que era dono do bar que eu frequentava nas Cinco Bocas quando criança, gostava de falar uma frase emblemática sobre jogadores de futebol, que faço questão de reproduzi-la aqui, já que a ocasião pede:

“Um jogador desse naipe, não servia nem para carregar a chuteira de fulano”. Era a forma mais comum dele comparar um jogador limitado, frente a um craque, na concepção dele.

Nesta crônica, o jogador “desse naipe” vocês já sabem quem é. Pelo setor do campo que ele atua, vou citar um jogador antigo que se encaixaria perfeitamente como o fulano: Paulo Roberto Falcão!

Ah, se o seu Tião assistisse aos jogos do fenômeno paranaense! Aposto minhas economias que ele iria soltar a pérola famosa para o fenômeno da mídia.

Forte abraço
Serginho 5Bocas

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7 Comentários

  1. Marcos

    Foi preciso o que vc disse! O cara bate até na sombra. Acho que o Dunga não perde pra ele não! Abraços cinco meu amigo.

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  2. Geraldo José Chaves de Carvalho

    Realmente Serginho não engraxava as chuteiras do Falcão. Um forte abraço mano

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  3. Elias Nobre de Miranda Miranda

    Pois é Sérgio. Depois dos anos de ouro do futebol. Digo: parte dos anos 70 e quase toda a década de 60., Qualquer peladeiro virou craque pra esses comentaristas e treinadores que hoje em dia são todos como grandes. E que nessas épocas que citei seriam apenas aprendizes de futebol. Eles nunca viram o realmente bom futebol. Então qualquer um pra eles é gênio da bola. Lamentável.

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  4. Wladimir Toledo

    Falou tudo meu amigo!!

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  5. ELYo Lopes Vieites

    É um jogador que obedece rigorosamente os comandos do técnico, não deixa de ser uma qualidade. Nunca me convenceu, e não entendia a sua escolha para a seleção.
    Ele serve para clube, mas para usar a amarelinha, precisa de outros requisitos.

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  6. Paulo Muller

    Parabéns pela resenha e coragem pela crítica!!

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