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Zé Maria

VALEU, ZÉ

por Zé Roberto Padilha


No primeiro gol meu, pelo Fluminense, como profissional no Maracanã, ele, ao lado do Gil, foi o primeiro a nos abraçar. E o Jornal dos Sports, felizmente, estava lá para registrar. E minha mãe para cortar e registrar seu amor.

Seu sorriso era de cumplicidade, carinho, amizade construída desde as divisões de base. Todos nós chegamos do interior, eu de Três Rios, ele de Volta Redonda, e demos as mãos, amarramos nossas chuteiras e lutamos juntos  muitos anos para permanecer e vencer na capital. 

Hoje, Zé Maria, dono desse sorriso angelical, nos deixa. Leva junto pro céu um pouco da nossa história da bola, construída durante os sete anos que passamos naquela universidade da disciplina, do respeito, capaz de formar tanto atletas como cidadãos do bem.

Zé Maria vai se juntar ao Cleber, Toninho Baiano, Silveira, Felix, Ximbica, Cafuringa, Gilson Gênio e ser novamente treinado no céu pelo Pinheiro. Com a supervisão de Roberto e Paulo Alvarenga. E o carinho do Argeu Afonso.

Zé Maria mal deu tempo de retribuir esse abraço. Então, descanse em paz, meu amigo. Dever cumprido com sobras, idas à linha de fundo, cruzamentos precisos e um domínio admirável de bola. Que grande amigo e admirável atleta que nos deixa tantas saudades. 

E muita paz e conforto aos seus.