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Vinicius Jr

A HORA DE VINICIUS JR.

por Elso Venâncio

Aos 22 anos de idade apenas, Vinicius Jr. é o principal destaque da seleção. Aliás, chegou pronto na Copa, com status de craque, ao contrário de Richarlison, que foi reserva de luxo no Tottenham mas se firmou, marcando gols decisivos. Com os três que fez até agora no Qatar, é, por sinal, o artilheiro do Brasil na competição.

Vinicius Jr. faz gol – o último, então, difícil, por concluir a jogada tendo vários adversários à frente – sem ser fominha. Joga coletivamente, assim como Richarlison, e faz assistências decisivas.

Neymar segurou muito a bola, mas deu peso, trouxe mais respeito ao time. Com sua genialidade, renderia melhor se buscasse o jogo coletivo, ainda mais com o ataque leve e rápido da seleção. Poderia ter saído no segundo tempo, para ser poupado, mas quis ficar, ser testado e sair de campo tendo dentro de si a certeza de que está devidamente recuperado da lesão que o tirou de dois jogos na primeira fase. O Brasil, mesmo com o surgimento de alguns destaques, continua dependente de Neymar. Assim como a Argentina de Messi; e a França, de Mbappé.

A ‘Dança do Pompo’ que Tite fez na comemoração, ao lado dos atletas, foi marcante. Descontração pura, alegria que vem faltando ao futebol, ainda mais diante de tantas restrições no país da Copa. A coreografia do ‘pombo’, ensaiada na concentração, assim como a dança nos gols, demonstra como segue firme a união do grupo.

A Coreia do Sul saiu para o ataque, desrespeitou o Brasil. Não estava cansada, mas sim confiante, só que em um futebol que eles ainda não têm. Erro que fez o técnico português Paulo Bento perder o emprego no vestiário.

A Croácia, do meia Modric, conta com alguns remanescentes do vice-campeonato obtido na Rússia, em 2018. Não pode ser menosprezada, mesmo não tendo jogado bem ultimamente.

Nessa caminhada em busca do hexa, podemos cruzar com a Argentina na semifinal. Em quatro jogos em Copas, o Brasil a venceu duas vezes, empatou uma partida e perdeu um único jogo, naquele gol do Caniggia em jogada imortal de Maradona, na Copa de 1990.

Brasil e Argentina são os maiores exportadores de craques para o mundo.Portanto, fazem o maior clássico e têm a maior rivalidade do futebol mundial.

Brasil, Holanda, Argentina, França e Inglaterra vêm chegando… Surge agora Portugal, do novo artilheiro Gonçalo Ramos, jovem que colocou Cristiano Ronaldo no banco. Entramos na fase do jogo grande, das camisas pesadas e, portanto, dos craques que decidem.

São eles a razão maior do esporte mais popular do mundo.