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Raí

O CRAQUE DO BRASIL EM 1992

por Luis Filipe Chateaubriand


Escolher o melhor jogador do Brasil em 1992 é tarefa dificílima.

Júnior, o Maestro do Flamengo, jogou uma enormidade – o “Capacete” foi o melhor jogador do Campeonato Brasileiro daquele ano.

Apesar disso, o melhor jogador do ano foi Raí, do São Paulo – como em 1991.

O irmão do genial Sócrates atuou na Taça Libertadores da América de forma soberba, foi o principal artífice do título do Tricolor Paulista – o primeiro do clube.

Depois, veio a final do Mundial de Clubes, contra o todo poderoso Barcelona.

Ah, o Mundial de Clubes!

Raí fez “barba, cabelo e bigode”.

Um gol, no primeiro tempo, infiltrando na pequena área depois de cruzamento vindo da esquerda.

Outro gol, no segundo tempo, de falta, cobrada com magistral perfeição.

Raí dava ao São Paulo seu primeiro título mundial, na vitória de 2 x 1 sobre o Barcelona.

Convenhamos: não há como Raí não ser o craque do ano de 1992! 

Luis Filipe Chateaubriand é Museu da Pelada!

CRAQUES INESQUECÍVEIS

#01- Romário

por Mateus Ribeiro

Romário de Souza Faria, mas pode chamar apenas de Romário. Um dos maiores atacantes de todos os tempos.

O Baixinho fez (muitos) gols por onde passou. E olha que ele passou em muitos lugares mundo afora. E nem foram só os gols que chamaram a atenção durante sua vitoriosa carreira. Romário era autêntico, não fazia média para agradar ninguém, tampouco vivia um personagem, algo tão comum para jogador de futebol atualmente.

Romário não tinha medo de nada, não tinha medo de ninguém.

Romário era um carrasco da grande área. Talvez, o jogador mais letal que eu já tenha visto na vida. Imagino que também tenha sido o motivo da insônia de muitos zagueiros que o marcaram (foram muitos, e dos bons).


Não contente em ser marcante nos clubes por onde passou, Romário marcou seu lugar na Seleção Brasileira. A camisa amarela com o número 11 foi, é, e será eternamente sinônimo de Romário. A azul também. Afinal, alguém se esquece daquele domingo que o baixinho, depois de muita birra de Parreira, voltou em cima da hora e simplesmente DESTRUIU o Uruguai? Talvez essa tenha sido a primeira grande exibição individual que eu tenha visto na vida.

Depois daquele dia, Romário poderia se aposentar da Seleção, que todos lembrariam da sua exibição de gala no Maracanã. Mas faltava completar a obra. E ele, na companhia de muita gente boa (e muita gente contestada também), terminou o quadro nos Estados Unidos. Alguns consideram essa obra, denominada Copa de 1994, um tanto pragmática. Outros, se pudessem, a deixariam para ser contemplada nos maiores museus do planeta.


Não importa, obras são obras, e Romário pintou cada detalhe ali da melhor forma possível: com o bico da chuteira, crescendo no meio dos gigantes suecos, saltando contra a Holanda, recebendo declaração de amor de Bebeto (e do resto do Brasil), batendo pênalti chorado, ajudando seu fiel parceiro de ataque a embalar Mattheus .E tudo isso sob um sol escaldante.

Romário jogava pela sombra. Não era muito chegado aos treinamentos. Talvez fosse pra mostrar que era humano, afinal, sem treinar como os demais, era um monstro, imagina se treinasse?

Romário foi vencedor. Ganhou taças por onde passou. Desde Teresa Herrera até Copa do Mundo, passando por Campeonato Carioca e Copa da Holanda. Sempre fazendo gols.

Romário é rei. Seja no Rio, na Catalunha, em Eindhoven.

Romário é inesquecível. Inesquecível para amantes do futebol. Inesquecível para torcedores de vários clubes do Brasil e do mundo. Ah, é inesquecível para o Amaral também. E para muitos outros que já tiveram o (des)prazer de ter que marcar um dos maiores atacantes da historia do futebol mundial.

Por ser tudo isso, e muito mais, Romário abre a mais nova série do Museu da Pelada: Craques Inesquecíveis!

Divirtam se com os lances dessa lenda!

CIDADÃO FRANCÊS

vídeo, fotos e edição: Daniel Planel

Depois de PC Caju, foi a vez de Raí ser homenageado pelo governo da França! O ex-jogador recebeu o passaporte francês das mãos de Patrick Kanner, ministro de Esportes da França, e Brice Roquefeuil, cônsul geral da França no Rio, numa iniciativa de Alexandre Bazire, adido olímpico no Consulado da França no Rio.


Além de ter sido ídolo do São Paulo e do Paris Saint-Germain, com inúmeros gols e títulos, o ex-jogador mostra a cada dia que é craque também fora dos gramados! Em parceria com Leonardo, seu companheiro na conquista do tetra da seleção, criou a Fundação Gol de Letra em 1998, cuidando da formação de milhares de crianças do Rio e de São Paulo. 

Único veículo brasileiro presente na homenagem, convidado por Julie Godefroy, adida de comunicação do Consulado da França, o Museu da Pelada valoriza jogadores com esse perfil. Aqueles que se preocupam com a justiça social, lutam pelo fim do preconceito e aproveitam esse alcance que os ídolos têm para chamar a atenção para as causas sociais. Essa postura, aliás, deveria ser adotada por todos os jogadores.

– Os atletas têm que saber a dimensão da responsabilidade que é ter esse poder de comunicação – ressalta o agora cidadão francês.

As atitudes de Raí mostram que o futebol vai muito além das quatro linhas. Ser homenageado por outro país, extrapolando fronteiras, é um sinal de que o craque teve o trabalho reconhecido e é um exemplo a ser seguido por todos!

VALEU, RAÍ!!!