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Paulo-Roberto Andel

ALGUMAS BREVES PALAVRAS SOBRE FUTEBOL

por Paulo-Roberto Andel

Para mim e muita gente, futebol tem muitos significados. Um deles é a esperança de, a cada quarta e domingo, voltar a ter onze anos de idade, rever um Maracanã que já não existe e, no campo, espiar uma hora e meia do melhor futebol do mundo. Doces ilusões que, às vezes, se materializam.

Foi o caso desta quarta. Fluminense e Atlético fizeram um jogaço, daqueles que não se parecem com o futebol de hoje, nem deste século. Golaços, grandes lances, disputas, lambanças, garra e talento.

Antes da partida, eu caminhava para casa com certa tristeza por problemas que aqui não cabem, meus, dos outros, da minha cidade e do meu país. Tão triste que desisti de ir para o Maraca e resolvi ver o jogo em casa, sozinho. Esperava um clássico normal, rigoroso, até careta como os atuais, mas aí é futebol, amigos: a surpresa aparece a cada esquina.

Eu, meu copo de refrigerante gelado, a tela da TV praticamente como se fosse dentro do campo, os amigos no WhatsApp sofrendo com suas TVs e também na arena. E tome gols, tome lances bonitos e jogadas que remetiam ao velho UUUUUUHHHHH de muito tempo atrás.

Quando o Fluminense joga, meu mundo para e tudo se mistura. É assim há quase cinquenta anos. Eu me lembro do dia em que conheci Félix no álbum de figurinhas do meu pai. Eu me lembro do time de botão do Flu que ele me deu em 1975 em plena Estrada de Botafogo no terreiro de Dona Nininha e Seu Arlindo – que tinha um Aero Wyllis com banco vermelho. E também me lembro de Paulo Cezar Lima, craque campeão do mundo e colunista deste Museu da Pelada, cobrando três escanteios mortíferos contra o Flu em 1980 – todos fora da marca de cal.

[Então, bate uma saudade imensa dos meus pais e do meu irmão. Eu choro

Outro dia o Edinho fez 67 anos. Eu estava lá quando ele bateu o pênalti numa quarta-feira de chuva, fez o gol e ganhamos por 4 a 0. Fez 40 anos. Na volta, eu e meu amigo Floriano Romano, hoje artista consagrado, esperamos o ônibus por um tempão. Dois garotos de treze anos.

O jogo é quente, Luiz Henrique arrebenta, André corre por toda parte, o Atlético dá suas pancadas, Hulk fica nervoso sem trocar de cor e o Turco faz besteira. Cano faz um gol de barriga e todos os tricolores choram por um instante, lembrando aquele gol de barriga inesquecível em 1995. O primeiro tempo terminou 3 a 2 pro Flu, o segundo fechou em 5 a 3. Luiz Henrique é o melhor em campo, um garoto simples que sorri feliz e já está a caminho da Europa. Para muitos, foi o melhor jogo do Brasileirão. Para outros, o melhor de 2022.

Em duas horas, eu me esqueci da tristeza, dos problemas, das dívidas, das ameaças, das falsidades que encontramos a todo instante, da empáfia oca e só pensei no futebol. Na bolinha que sobe no tiro de meta, se perde no figurino da arquibancada e logo quica na grama. Nos uniformes em campo. Sonhei que meu pai estava ao meu lado, que minha mãe me dava um beijo, que meu irmão sorria. Sonhei com a Marina. Sonhei com a nuvem espessa de pó de arroz que me fez perseguir o Fluminense para sempre.

Acaba o jogo e a insônia vem forte. A emoção da vitória se junta a fotos, memes e gozações porque o rival Flamengo perdeu. Os gols são reprisados no telejornal, nas resenhas e, perto de uma hora da manhã, duas cerejas do bolo: Leo Batista aparece na televisão e fala de coisas belas. Depois, o VT de Flu e Galo. O Leo é voz obrigatória para qualquer torcedor que tem 50 anos ou mais – ele nos dá a falsa e maravilhosa sensação de eternidade. O VT é para ter aquele gostinho inesquecível das reprises da TVE aos domingos à meia-noite, e isso remete a Luiz Orlando, Achilles Chirol e outras feras.

A doce ilusão me oferece uma madrugada de 1980 ou 1983. A realidade é 2022, onde nem toda quarta-feira irá me sorrir com um grande jogo de verdade, mas para quem chegou aos 53 anos como eu, os versos de um gênio – tricolor – como Belchior são contestados: por duas horas de futebol, sonhar é melhor que viver. Quando a anestesia da paixão para, a gente espera o próximo jogo e o próximo sonho. Deve ser assim com meu amigo Edgard, que me contou de como seu pai estaria feliz com o 5 a 3.

Duas e quinze da manhã. Meu pai me puxa pela mão enquanto andamos pelo corredor lotado, até que chegamos à rampa da UERJ e descemos saboreando cada passo de uma tarde qualquer de futebol. Um dia eu ainda vou estudar lá, podem acreditar. E vou jogar campeonatos lá com meu time de botão.

Agora, como se dorme olhando para o teto e trocando os problemas pelas imagens do gol de barriga? É o Renato, é o Cano, é o sentido da vida.

[Esta coluna é dedicada a Edgard Freitas Cardoso, à memória de seu pai e da família Andel

@pauloandel

ECOS DE 1982

por Paulo-Roberto Andel


Parece que foi ontem, mas vai fazer quarenta anos. Está fazendo.

Dirigida desde 1980 por Telê Santana, a Seleção Brasileira era a equipe nacional mais respeitada do mundo. Jogando no mínimo uma vez por mês, o Brasil sofreu apenas duas derrotas no período – uma para a URSS no comecinho do trabalho e outra para o Uruguai na final do Mundialito.

Em 1981, a Seleção encantou o mundo definitivamente, ao vencer Inglaterra, Alemanha e França em seus respectivos domínios. A respeito da Alemanha, o Brasil já tinha derrotado os então bicampeões mundiais por 4 a 1 naquele mesmo Mundialito e voltaria a vencer no Maracanã, às vésperas do embarque para a Copa da Espanha. E não foram apenas vitórias, mas shows de bola sobre adversários espetaculares do porte de Keegan, Breitner, Rummenigge, Hansi Muller, Tigana, Tresor, Platini e outras feras.

A Seleção não fazia partidas, mas exibições. Dava gosto em ver. Dribles, passes, tabelas, lançamentos. Naquele tempo se popularizou a expressão futrbol-arte, mas no fundo era apenas o futebol em sua essência, como deveria ser para deixar os torcedores felizes. Futebol de talento, de capacidade e ofensividade, de fazer o adversário se preocupar com o jogo dias e dias antes.

Quando saiu a convocação final, não havia maior prova do grande momento do futebol brasileiro. Ficaram fora da lista final cracaços como Adílio e Mário Sérgio, afora outros nomes que sequer foram cogitados numa lista com 22 convocados – não é exagero dizer que o Brasil poderia colocar 44 jogadores se o regulamento permitisse.

É certo que cada um tem seus gostos e preferências, portanto alguns convocados passaram a ser mais contestados com o tempo. Noutros casos, há quem diga que alguns reservas da Seleção estavam em melhor fase do que os titulares. E o desfecho da Capa de 1982 levou a críticas naturais. Mas nunca é demais lembrar: no início da Copa, o Brasil não era favorito ao título apenas para os brasileiros, mas para o mundo inteiro. Fizemos por merecer com quase dois anos de ótimas partidas, algumas contra as mais poderosas seleções de outros países.

Há quarenta anos, eu era um garoto de treze apaixonado pelo Maracanã, louco para ir às Laranjeiras e fazia de tudo para economizar minha minúscula mesada para ir aos jogos. Fui a muitos, muitos, e em todos eles eu tive a certeza e o orgulho de que jogávamos o melhor futebol do mundo. Quando vejo hoje a reação das pessoas aos jogos da Champions League, lembro que era o que sentíamos pelos nossos jogos locais e os da Seleção Brasileira. Se o desfecho da Copa ficaria longe dos meus sonhos, nada vai tirar o brilho daquelas partidas de 1978 a 1982 na minha memória do Maracanã, nem o início da Era Telê, que começou com o maravilhoso Palmeiras de 1979, que jogava tão bonito a ponto de levar seu treinador à Seleção mesmo sem os títulos paulista e brasileiro.

Ultimamente o que não falta é gente querendo mudar o passado, mas é bom que se diga: a Seleção do Seu Telê jogou demais. Demais.

RINCÓN, GARRA E TALENTO

por Paulo-Roberto Andel


Magrinho, ele era homem de frente. Um senhor jogador de futebol. Com o tempo, foi ficando mais forte e passou para a armação. Veterano, virou volante. As mudanças de posição não lhe tiraram o brilho e a eficiência.

Os quarentões se lembram da sova que a Colômbia aplicou na Argentina dentro de casa, fato raríssimo e inesquecível. Era o time de Higuita, de Valderrama mas principalmente de Rincón. Um jogadoraço que não poupou garra e disposição aliados a um talento raro, que acertou muito mas também falhou, claro. Esperava-se mais da Seleção Colombiana? É claro, mas não se pode desprezar o brilho daquele time.

Já campeão no Palmeiras mas sem êxito no Real Madrid – melhor dizendo, sua contratação não pode ser deixada de lado, pois foi uma vitória – Rincón desembarcou no Corinthians e no time alvinegro escreveu o tope de sua carreira: bicampeão brasileiro e campeão mundial de clubes no maravilhoso Maracanã de antigamente. Dividiu as glórias com uma turma da pesada: Marcelinho, Ricardinho, Edílson, Vampeta, alguns destes campeões no do mundo pelo no Brasil em 2002. Rincón era o líder, o capitão. Dividia como se fosse um zagueirão, tinha o pulmão de um jovem da base e atacava como a fera que foi. Não deixou pedra sobre pedra.

Tinha personalidade forte mas a alternava com momentos de extrema simpatia. Para alguns de seus companheiros de TV, já na condição de comentarista, Rincón foi um lorde. Em suma, um craque de muitos ângulos e facetas.

Seu nome está na galeria de grandes jogadores estrangeiros que, jogando por aqui, remetem ao que foi o nosso melhor futebol. Rincón senta praça na cavalaria de Sorín, Pedro Rocha, Forlán, Darío Pereyra, Conca, Petkovic e outros gringos que tinham aquele verde & amarelo nos pés.

Muito antes do justo e razoável, Rincón foi embora. Um segundo de equívoco e a vida escorre. Diante do inevitável, fica a celebração de seu sorriso invencível ao erguer a taça de campeão do mundo pelo Corinthians. Os que o viram em ação nos gramados sabem como ninguém: ele juntou garra e talento como poucos. Que assim continue, onde quer que esteja.

@pauloandel

FLA x FLU, O JOGO QUE NUNCA TERMINA

por Paulo-Roberto Andel


A peleja que começou trinta minutos antes do nada caminha para 110 anos de disputas. A próxima decisão aí está, em carne viva e tensão flutuante do Rio. Flamengo e Fluminense, Fluminense e Flamengo.

No mundo inteiro, há grandes clássicos que envolvem milhões de torcedores. O que difere o Fla x Flu de todos os outros é a relação de intimidade nas entranhas dos dois clubes. Claro que uma história secular também ajuda e ela não é pouca: de Laranjeiras e Gávea para São Januário e, então, para o Maracanã imortal das duzentas mil pessoas. O jogo dos jogos, com dezenas de recordes de público, decisões inesquecíveis e lances imortais, às vezes disputados em situações até comuns, embora o Fla x Flu jamais seja comum.

Por exemplo, o jogo dos três gols do Zico todo mundo se lembra e parece uma decisão de título, mas não foi nada disso e sim a partida de estreia na Taça Guanabara de 1986. O mesmo vale para os três gols de Super Ézio em 1994, num clássico normal de tabela, mas também inesquecível. E aquele golaço do Leandro em 1985? Era o primeiro jogo do triangular final, mas ficou eterno. E o créu do Thiago Neves? São muitas histórias.

Irmãos Karamazov do futebol brasileiro na concepção do genial Nelson Rodrigues, Flamengo e Fluminense têm papel decisivo num dos momentos mais difíceis da história do futebol brasileiro. Após a Copa de 1950, éramos terra arrasada. Pouco se fala dos suicídios ocorridos no Maracanã e no Distrito Federal após a derrota para o Uruguai. O Maracanã corria risco de se tornar um gigantesco elefante branco. Então o Fluminense ganhou o Carioca de 1951 e o Mundial de 1952, refazendo o colorido das arquibancadas, sucedido pelo tricampeonato rubro-negro de 1953 a 1955, confirmando o estádio como a casa da alegria no futebol brasileiro. Pouco tempo depois, veio 1958 e o resto da história já se sabe.

Num país onde a memória costuma ser desprezada, é fascinante pensar que o Fla x Flu atravessou o século XX no Brasil e segue firme no XXI. Quantos jogos, quantos ídolos, quantas histórias caberiam em livros e mais livros sobre o assunto? Fala-se de Zico, Rivellino, Júnior, Assis, Leandro, Félix. Doval vestiu as duas camisas, Renato Gaúcho também. Carlos Alberto Torres, Edinho, Rodrigues Neto, Paulo Cezar Lima, Moisés, Válber, Branco, o goleiro Renato, Cláudio Adão, Robertinho, o saudoso Zezé, Sérgio Araújo, Renato Carioca. Telê sempre foi Flu e depois treinou o Fla. Evaristo sempre foi Fla e treinou o Flu. A gente pode falar de Tim, de Renganeschi, de Zezé Moreira, de Fleitas Solich. É um universo tão marcante que um gol imortaliza até jogadores de efêmera passagem pelos clubes, tais como Luiz Marcelo, Nildo, Jacozinho e Jefferson.

Até aqui, nem falamos de Carlinhos e Nelsinho, de Flávio e Lula, de Denilson, de Didi, Henrique Frade e Joubert Meira. E Castilho e Pinheiro, Batatais e Chamorro. Nem que o Fluminense costumava prevalecer nos Fla x Flus decisivos – o que não tem acontecido nos últimos tempos -, nem que o Flamengo tinha mais vitórias na história do clássico – o que não tem acontecido nos últimos tempos. Nem falamos das grandes finais de 1941 e 1963, de 1969 e 1973, nem das recentes em 2020 e 2021. Hei, tem gol de barriga!

Tudo começou lá atrás, em 1912. O Flamengo montou um timaço com a cisão no Fluminense e era favorito, mas o Tricolor vestiu a roupa de mosca na sopa e ganhou por 3 a 2, com Barthô marcando o gol decisivo. De lá para cá, o Tricolor e o Rubro-Negro vêm se engalfinhando e escrevendo uma linda história de rivalidade e disputa através das décadas. E agora novos nomes concorrem ao prêmio de imortalidade que um título no Fla x Flu é capaz de oferecer. Vença quem vencer, será lembrado daqui a 50 ou 80 anos – a gente mesmo se lembra ou ouviu falar dos 2 a 2 de 1941, e parece que foi ontem.

Nesta semana o Rio vai assistir a mais um capítulo desta série de gala, cujo desfecho é absolutamente imprevisível, porque no Fla x Flu só existe uma única certeza: é o jogo que nunca termina.

@pauloandel

GEORGEMY, O BUGRE E OUTRAS HISTÓRIAS

por Paulo-Roberto Andel


Fim de noite após uma jornada cansativa, banho tomado, paro para comer um queijo quente e ligo a TV. A emoção surge no ato: uma decisão por pênaltis – tiros livres diretos cobrados da marca do pênalti, como gostava de dizer Mário Vianna, referência da arbitragem e do radialismo brasileiro.

Guarani e Vila Nova, no Brinco de Ouro da Princesa, disputando a sobrevivência na Copa do Brasil, a mais legal e emocionante competição brasileira a meu ver.

Enfim, deu Vila Nova por 5 a 4, com o protagonismo de Georgemy, goleiro do Vila Nova, que defendeu uma cobrança e abriu caminho para a classificação. A história de Georgemy já dá um livro: foi goleiro de seleção nas divisões de base, jogou em Portugal, sonhou em suceder Fábio no Cruzeiro e, por fim, jogou no Guarani e deixou o clube depois de uma falha. Nunca mais tinha voltado ao Brinco até este jogo. O futebol é assim, cheio de idas e vindas, cair e levantar-se, seguir em frente.

Georgemy queria suceder Fábio, que parecia eterno no gol do Cruzeiro e, num súbito, agora defende o Fluminense. O novo goleiro tricolor barrou Marcos Felipe, considerado um dos melhores goleiros do Brasil em 2021. Georgemy e Marcos têm idades próximas, cerca de 26 anos. Fábio, decano, já passou dos 41 e sabe que vive o desfecho da carreira. Ah, o futebol, que dá dez vezes mais voltas do que o mundo.

Do Vila Nova eu lembro de longe. Tinha o Danival, que jogava muita bola e veio do Atlético, e o Erivelto, outra fera, do Fluminense – nos tempos da Máquina – e do Cruzeiro. Se fosse hoje, os dois certamente estariam num Manchester City, United ou PSG, por exemplo. Tinha também o Tulica, centroavante rompedor que depois passou pelo Fluminense, infelizmente falecido anos atrás. Quando o Vila Nova jogava no Serra Dourada era bonito demais.

E o Guarani? O velho Bugre do meu coração tem nomes: Neneca, Mauro, Gomes, Édson e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca e Bozó, liderados por Carlos Alberto Silva. Os cinquentões e sessentões sabem o quanto Zé Carlos jogou, monstruosamente. Renato e Zenon – este, o craque do super bigode indefectível até hoje sem um fio branco (risos). Brincadeira, que jogadores. Depois Zenon ainda fez uma dupla com Sócrates no Corinthians. Dizer o quê? Careca era o terror. Craque. Finalizador e craque. Por azar, não foi o camisa 9 da Seleção de sonho de 1982, que vai fazer quarenta anos e continua celebrada pelo mundo afora.

Se o Serra Dourada era bonito com a turma do Vila Nova, imagine o maior time da história do Guarani abraçado por sua torcida lotando o Brinco de Ouro da Princesa, recheado de craques e vencendo o poderoso Palmeiras de Leão e companhia? Foi assim em 1978, depois em 1982, depois em 1988. O Guarani é grande e faz uma falta enorme nos grandes jogos.

Logo depois do belo Bugre de 1978, houve um efêmero mas inesquecível Palmeiras inesquecível em 1979: Gilmar, Rosemiro, Beto Fuscão, Polozi e Pedrinho; Pires, Mococa e Jorge Mendonça; Jorginho, César e Baroninho. Telê Santana. Uma lembrança puxa a outra. O título não veio, mas o Verdão jogou tanto que Telê foi parar na Seleção Brasileira e, por dois anos e meio, o Brasil teve tanto prestígio mundial que se fala daquele tempo até hoje. Ganhar é bom demais, mas há um certo tempo também era importante jogar bem, jogar com talento, escrever a história com palavras bem cuidadas.

Sai o sonho, entra a realidade. O queijo quente acabou, o noticiário começou, está na hora de dormir.

@pauloandel