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Joel Prado

O SOTAQUE DE LUIS PEREIRA

por Joel Prado


Revendo a resenha do Museu da Pelada, sobre o grande Luis Pereira, lembrei quando ele pegava a bola na defesa do Palmeiras e seguia em linha reta, trocando passes, passadas largas, em direção ao gol adversário, pela mesma avenida usada habitualmente pelo maestro Ademir da Guia. Nasceu com o talento de ótimo defensor, mas se realizava com os gols que fazia. Pernas voltadas para dentro, como a se prevenir por natureza de levar uma caneta de um atacante atrevido.

Após a Copa de 1974, ele e Leivinha, para nossa tristeza, foram contratados pelo Atlético de Madrid, conseguindo por lá o mesmo sucesso que tinham por aqui. Um capitulo à parte, para o Mundial de 1974, Zagallo levou seis jogadores do Palmeiras, mas se não fosse pra usar, pra que levar a espinha dorsal do maior time da época?

O que me trouxe à lembrança, foi uma entrevista dada por Luis Pereira pouco tempo depois em visita ao Brasil, em que falava com um sotaque tão acentuado, como se fosse nativo da Espanha, para quem no tempo na Capital Paulista pouco sotaque o remetia à sua Bahia, já se vislumbrava o futuro em terras espanholas, onde fixou residência.