Escolha uma Página

Guilherme Oliveira

ANO COLORADO

por Guilherme Oliveira


A poeira baixou e agora a Série B, objetivo principal do ano, enfim será disputada. Será a primeira vez do Sport Clube Internacional na segundona e o clube não quer subir “no canetaço” como aconteceu com o coirmão em seu primeiro ano.

O técnico Antônio Carlos já tem a base do time pronta e conta com o recém chegado Marcelo Cirino para fazer as jogadas de ponta e o facão (jogadas em diagonal). Além disso, conta com a chegada do melhor jogador do país no momento, William Pottker. O atacante chegará nessa quinta feira e será a referência no comando do ataque colorado.


O novo reforço se destacou pela Ponte Preta

A possível “11 de gala” do Inter deverá ter; Danilo, William, Ortiz, Cuesta, Carlinhos, Dourado, Uendel, Edenilson, D’Alessandro, Nico e Pottker. Esse são os 11 melhores do elenco colorado para enfrentar o ano difícil que começará até a trajetória de volta a Série A, onde é o lugar do clube do povo.

O campeonato estadual foi só uma pré temporada,.O ano começa agora, meus amigos colorados!

O IMPROVÁVEL CAMPEÃO

por Guilherme Oliveira


Ano após ano, o campeão no interior foi o Internacional com autoridade, placares elásticos, fazendo o campeonato ser de um único dono nos últimos seis anos. Neste ano, no entanto, o torneio teve tudo que os outros seis não tiveram. Futebol do interior em alto nível superando a dupla grenal, divisões melhores entre as premiações ao clubes mais fracos e um campeão improvável.

O Novo Hamburgo, com sua filha salarial na casa dos 145 mil mensais, foi valente, bem treinado pelo técnico Beto Campos (que está de saída para o Vitória da Bahia), elenco unido, com futebol gostoso de assistir com seu contra ataque rápido e muita precisão na bola aérea. O que deixou a desejar foram seus torcedores, que não faziam muita questão de apoiar o chamado Nóia.

Nos seis primeiros jogos, conquistaram 18 pontos, não perderam para as potências do estado e, com o mando de campo, foram imbatíveis. Os primeiros 90 minutos da decisão no Estádio Beira Rio foram esplêndidos, dignos de campeões, se impuseram, foram valentes e buscaram o empate no placar de 2×2 diante de mais de 40 mil colorados.


D’Alessandro lamenta cobrança desperdiçada

Após irregularidades com as estruturas do Estádio do Vale, o segundo e decisivo jogo foi passado para Caxias, no tradicional Centenário, onde a renda foi bem melhor para o Nóia. Em um jogo dominado pelo Novo Hamburgo no primeiro tempo, com falhas na defesa colorada e pressão do time “da casa” o placar parcial terminou 1×0 para o mandante. No segundo tempo, o Inter reagiu cedo, empatou e tomou conta do jogo. Mas é aquela velha história… A bola pune, e puniu! O jogo terminou empatado e precisou ser decidido nos pênaltis.

Com o goleiro machucado e três penalidades desperdiçadas, o hexacampeão Internacional viu a história ser feita pelo Novo Hamburgo. O improvável e merecido campeão estadual deste ano.