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Félix

O GATO FÉLIX

por Zé Roberto Padilha


Não tinha treinador de goleiros. Essa profissão surgiu após a Copa de 1974, porque em 70, quem reinava no gol eram autodidatas.

Em outras vidas, trabalharam em circos, tal a plasticidade dos movimentos. Ou foram gatos, de tanta impulsão e elasticidade.

Felix, tricampeão mundial, acabava o treino e pedia para nós chutarmos bolas para ele em uma caixa de areia do atletismo. Ficava igual bife à milanesa de tanto saltar pra lá e pra cá.

Saídas do gol? Era puro instinto. Carlesso, o precursor no treinamento dirigido aos goleiros, surgiu do Leão pra frente. Chegou ao Taffarel e, hoje, tem um exclusivo para eles.

Que saudades, Papel, vi defesas como essas de perto, voos tão lindos como as lembranças que deixou em todos nós, tricolores e tricampeões do mundo.

Obrigado por tudo

VALEU, FÉLIX!

Tricampeão mundial com a seleção de 70, o saudoso goleiro Félix completaria hoje 79 anos! Em homenagem ao craque, relembramos uma entrevista de 2010, durante o Cinefoot.

Homenageado no festival de cinema, o paredão não escondeu sua felicidade e relembrou as peladas da infância nos campinhos de várzea paulistanos e sua vitoriosa carreira, encerrada no timaço do Fluminense.

Vítima de enfisema pulmonar, Félix faleceu em agosto de 2012, após várias paradas cardiorrespiratórias.

Esse deixou saudades!