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Brasileirão

ROBIN HOOD DO BRASILEIRÃO

por Mateus Ribeiro


Tira dos grandes para ajudar os pequenos. Tal qual o heroi fora da lei, o Alvinegro de Parque São Jorge vem fazendo a alegria dos menos favorecidos, enquanto os mais poderosos sofrem quando encaram o Corinthians.

É bem verdade que o time está desfalcado de peças importantes, e que a oscilação faz parte do futebol. Porém, perder para o Vitória e para o Atlético Goianiense (que tem uma das piores campanhas da historia do Campeonato Brasileiro) foi o suficiente para ligar a luz de alerta em Itaquera. E com todo o respeito aos profissionais que vestem a camisa dos adversários, o Corinthians tem a obrigação moral de pelo menos jogar bem contra tais equipes. Não jogou, e pasme, não marcou um gol nessas duas partidas. Sinceramente, beira o inexplicável.

Se levar em consideração que o Corinthians ainda empatou com Avaí e Chapecoense no primeiro turno, podemos contabilizar dez pontos perdidos para times inferiores técnica e financeiramente.

Quem é torcedor do Corinthians sabe que o clube sempre costuma derrapar quando encontra adversários mais fracos. Algo parecido com uma maldição eterna, que causa calafrios nos torcedores.

Porém, os dois últimos sábados foram tenebrosos para quem foi até o estádio esperando ver duas goleadas, pois os tropeços pareciam impossíveis. Pelo contrário, assistiram duas catástrofes. Para o Corintiano, trágico. Para os demais torcedores, cômico.

Com essas derrotas, o campeonato provou que é um dos mais imprevisíveis dos últimos tempos. Inúmeros times vencendo fora de casa, grandes favoritos sofrendo contra times pequenos, times tradicionais lutando contra o rebaixamento. A cada rodada um time é surpreendido. Nesta, o infeliz foi o Corinthians. E na passada também.

Sendo assim, a disputa fica mais aberta, afinal, tudo pode acontecer. Vamos aguardar e ver se o time de Fábio Carille se recupera ou mantém a fama de Robin Hood!

LUTAR PARA NÃO CAIR

por Paulo Cezar Caju

Respondam rápido, quem é o favorito para o título do próximo Brasileiro? Podem pensar!!! Continuem pensando!!! Esqueçam, amigos, não tem. Pela estrutura, podemos falar em Corinthians, São Paulo e Inter. Mas ninguém vive mais só de estrutura. Vejam o caso do Flamengo. Gestão profissional e time que não encanta. O Grêmio vinha embalado com Roger e emperrou. O futebol mais bonito é o do Santos, mas muita gente deve ir embora. Os poucos craques não ficam aqui. Esse Brasileiro será a briga para não cair.

Em Minas, o técnico não escalou todos os titulares pensando na Libertadores. Algum presidente de Federação já encomendou uma pesquisa para ouvir o torcedor, saber o que ele pensa. O Estadual não pode ser menosprezado dessa forma. Se os times estão prestes a cair para a Segundona o que pensam em fazer na Libertadores? O Vasco vai investir na Copa do Brasil porque “é o caminho mais curto para a Libertadores”. Papo chato. Meu Deus, o Vasco com esse time não volta para a Primeira e quer fazer o quê na Libertadores???

E o Botafogo, com esse amontoado? Vai acabar fazendo companhia ao Vasco. Sério, o meu Fogão precisa de, no mínimo, uns 10 jogadores. Argel, do Inter, Jorginho e Ricardo Gomes ganham com um futebol medroso, sem surpresas, não ousam. Como o Dorival Júnior, com um time daqueles, moleques abusados, bons de bola, consegue jogar na retranca? Acreditem, a parte de baixo da tabela será muito mais emocionante e quatro considerados grandes podem cair. A esperança é que surja alguma novidade, um Audax da vida, para dar um tempero nessa mesmice.

·       Não gosto desse discurso “Igreja Universal” usado por Jorginho e Zinho. O ideal é deixar as religiões fora de campo.

·       Não tem o famoso “jogou onde?”, que os boleiros adoram? Agora vou lançar o “se reciclou onde?”. Pode se encaixar perfeitamente para os técnicos mais populares do Brasil, Tite e Muricy.

·       Se é para defender, defendo, mas quando é preciso criticar, critico: Jefferson falhou nos dois gols do Vasco.

·       Troquei o Leblon por Florianópolis e, agora, sou vizinho de Renato Sá.

– texto publicado originalmente no jornal O Globo, em 10 de maio de 2016.