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COLAR ESPANHOL

24 / novembro / 2022

por Rubens Lemos

Quando o técnico Luiz Enrique dispensou o talentoso meia Thiago Alcântara, filho do brasileiro tetracampeão Mazinho, reagi boquiaberto. Um raríssimo espécime criativo era excluído do desmotivado baile da Copa do Qatar.

Do espanto ao encanto. A Espanha demonstrou contra a Costa Rica o futebol digno da maior competição esportiva do planeta. Um jogo envolvente, de toques debochados e progressivos, de craques sem medo de devastar o adversário com repertório sinfônico.

Estava decretada a volta do Tik-Taka, o estilo que contagiou o mundo, nascido da poesia idealista do técnico Pep Guardiola. O futebol mostrado pela Espanha, em que pese a fragilidade do oponente, encheu os olhos de quem aprecia a técnica assumindo ares calientes de exuberância, como na música, nas artes plásticas e na literatura.

A Inglaterra e a França golearam seus rivais. Parabéns. A Espanha liquidou a primeira rodada com anos-luz de arrebatamento em meio ao equilíbrio apático do restante das equipes.

O time envolve o adversário, controla a peleja em colar de passes cheios de veneno e sempre em busca do gol. A marcação se perde em roda de bobo enquanto os jovens furiosos partem para cima querendo marcar e querendo mais. A Espanha pode até enganar, mas sua avant-première recebe, com louvor, o sinônimo da sedução.

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