A BELA E A FERA

por Eliezer Cunha

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Não gosto de fazer juízo dos treinadores brasileiros mesmo porque não sou comentarista, não sou especialista de futebol e nem ganho meu pão de cada dia discutindo e analisando futebol. Sou apenas um torcedor Rubro/Negro que contribui escrevendo para esta página. Mas algo me solta aos olhos ultimamente: a recusa de parte da torcida e imprensa em relação ao trabalho de Abel Braga frente ao time do Flamengo. Os números falam por si só e Abel tem mantido esses números dentro da média geral de alguns times grandes, no Rio de Janeiro talvez seja o melhor num contexto amplo (total de jogos realizados). Sei que o time não está em boa posição na tabela do Brasileirão, mas consideremos que o campeonato está apenas começando e ainda é muito cedo para conclusões finais.

Acompanho alguns jogos e percebo que o time tem uma boa estratégia de jogo durante as partidas. Vem sempre dominando os clássicos em casa ou fora dele.

Também percebo que as conclusões finais das jogadas para o gol são precipitadas, sem êxito e sem a pontaria necessária para que a pelota chegue aos fundos das redes, ou seja, concluo que as falhas não são do conjunto ou da equipe, mas sim muitas vezes individuais.

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Deveríamos respeitar mais tal treinador, afinal possui um currículo vitorioso e, todos os times que comandou o fez com determinação e afinco. Acredito que o momento da mexida não é esse, é prematuro.

Outros comentários que escuto sobre tal profissional é imputar a ele uma desconfiança porque já jogou naquele time rival ou comandou times adversos ao Flamengo e isso é uma injustiça incabível.

Ontem, numa roda de amigos conversando sobre essa questão, tive a infelicidade de ouvir de um torcedor que é contra ao Abel por ele “falar demais”.

Esse ano campeonatos e torneios foram conquistados, a continuação na Libertadores é um fato, as quantidades totais de pontuações em jogos possuem ainda um valor consideradável.

O momento deve ser de tranquilidade, serenidade e confiança no time e no treinador.

Vamos “Dar a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”