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A SAGA DOS TREINADORES

6 / junho / 2022

:::::::: por Paulo Cézar Caju ::::::::

Ainda estou inconformado com a partida de meu irmão Fred. No campo do Costa Brava, onde, religiosamente, ele jogava sua peladinha reunimos amigos, formamos um grande círculo e rezamos uma Ave-Maria. Foi lindo! Meu irmão sempre foi muito querido, mas sei que sentia-se rejeitado e alijado pelo mercado, assim como sentem-se Jaime, Andrade, Búfalo Gil, Cláudio Adão, Arturzinho, Sebastião Leônidas, Jair Pereira e tantos outros. A experiência não conta no futebol. O que os treinadores atuais, a maioria que nunca chutou uma bola, sabe mais do que esses citados por mim? Nada!

Não os colocarem como os treinadores principais já é um absurdo, mas sequer os convidarem para assumir a base, fazer parte da comissão técnica, o que seja, é vergonhoso. Ainda mais hoje que as comissões técnicas são gigantes. Outro dia fique sabendo que nas viagens é preciso reservar um ônibus apenas para essa turma, professores de Educação Física (o Fred era, hein!), analistas de desempenho, filho do treinador, sobrinho do treinador, cabeleireiro etc etc etc.

Zé Ricardo, do Vasco, se mandou no meio de um trabalho e depois reclama quando é mandado embora. Mas já já volta e assume novamente o Gigante da Colina. Os mesmos ficam se revezando, são demitidos e no outro dia já estão com seus 20 auxiliares sugando outro clube. Ou vocês enxergam alguma novidade tática do Inter, do Mano? Que pobreza de futebol, retranca e covardia. São Paulo x Avaí foi lamentável, Vasco x Grêmio tétrico, Juventude x Fluminense nem se fala. A maioria dos jogos tem sido assim.

Por isso, há tempos venho elogiando o Fortaleza. Que time bom de ver jogar! E não falo só pela vitória sobre o Flamengo, há pelo menos dois anos venho batendo nessa tecla. A crise é mundial, mas ainda é bem melhor assistir as seleções da Europa. Adorei a goleada da Holanda sobre a Bélgica, duas seleções que adoro, e a da Dinamarca sobre a França. Itália x Alemanha foi interessante. Vamos continuar assistindo futebol, não tem jeito. Já mudei para Animal Planet, Quilos Mortais, Irmãos a Obra e vários de gastronomia mas acabo voltando mesmo que seja para rir, me indignar e desligar a tevê prometendo que jamais verei novamente aquele festival de horrores.

Pérolas da semana:

“Com um DNA ofensivo, o time tem uma compactação de ideias para agredir o adversário e fazer uma transição dinâmica, explorando o ponto de sustentação e a identidade do ataque”.

“O treinador deveria potencializar o jogo se espelhando no basquete americano. Para isso, precisa de um time automático com potência para espaçar o último terço do campo e os corredores naturais da beirinha”.

É dose aturar esses analistas!

TAGS: PC Caju

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