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Eduzinho Coimbra

20 / novembro / 2016

EDUZINHO, NOTA 100!

entrevista: Sergio Pugliese | texto: André Mendonça vídeo e edição: Daniel Perpétuo | 

 

Em mais uma tabelinha envolvente, Museu da Pelada e Canal 100 esticaram o tapete vermelho para homenagear Edu Coimbra, o grande Eduzinho, maior ídolo da história do América-RJ!! E, nesse caso, o vermelho do tapete combinou com a cor do tradicional clube carioca. Eduzinho é o terceiro entrevistado do Museu/Canal 100, desde que anunciaram a parceria. Os dois primeiros foram os cruzeirenses Raul e Dirceu Lopes. Ao chegar no Bar Insano, do parceiro Sergio Bragança, na Barra da Tijuca, o craque não conseguiu esconder a felicidade quando soube que veria alguns lances seus, transmitidos pelo Canal 100.

– Caramba! Canal 100? Eu saía de Quintino para os cinemas de Cascadura ou Madureira para me ver jogando. Não levava minha namorada para ela não atrapalhar e torcia para ser algum jogo do América! Nenhuma tecnologia vai conseguir resgatar aquela emoção.

Responsável pelo acervo do Canal 100, Alexandre Niemeyer separou algumas partidas e editou os melhores lances de Eduzinho. As primeiras cenas transmitidas foram entre América e Flamengo, no Maracanã. Numa resenha para lá de descontraída, com muita cerveja, bolinho de bacalhau e pastel, o camisa 10 demonstrou que está com a memória em dia, lembrando de todos os lances e jogadores.

Sobre os duelos contra o Flamengo, aliás, o ex-jogador fez uma revelação bastante curiosa. Sempre com grandes exibições diante do time em que o irmão Zico se tornou ídolo, Edu explicou de onde vinha tanta motivação.

– Eu tinha a obrigação de jogar bem! Se eu jogasse mal, muitos iam dizer que eu tava fazendo corpo mole. Todos sabiam que minha família inteira era flamenguista! O Flamengo era freguês do América naquela época! – disse o artilheiro, explicando depois que a tal freguesia acabou quando Zico surgiu.

Vale destacar que o talento para o futebol corre no sangue da família Antunes Coimbra. Além de Zico, não podemos esquecer do saudoso Antunes, com quem Edu teve a oportunidade de jogar junto no América na década de 60, e Nando, que teve passagens por Ceará e Portugal. Por conta desse “DNA privilegiado”, Edu não tem medo de dizer:

– Nenhuma família no mundo fez mais gols do que a nossa! Tenho certeza absoluta! Só eu, Zico e Antunes já temos mais gols que todo mundo e ainda tem o Nando! – gabou-se, para a risada de todos.

Depois de muitas lembranças, Alexandre “apertou o play” para o segunda atração: Vasco x Fluminense. Assim como o jogo anterior, o clássico carioca ainda estava fresquinho na memória de Edu.

As lembranças, no entanto, não eram das melhores. Naquela partida, Eduzinho reclamou muito da arbitragem de Arnaldo Cezar Coelho. Além de ter sofrido um pênalti não marcado pelo árbitro, o craque do Vasco ainda marcou um gol belíssimo, de bicicleta, invalidado “por estar em posição irregular”.

– Depois daquele jogo, nunca mais falei com o Arnaldo! Anular um gol daqueles foi um crime! E eu fui derrubado na área, sim! Foi pênalti claro! O PC Caju ainda me xingou, falando que eu tinha me jogado!

Quando comentava sobre essa partida, Eduzinho revelou que a grande maioria dos jogadores já entrava em campo procurando os cinegrafistas do Canal 100 e, quando eles estavam presentes, era uma motivação a mais, pois todos queriam fazer lances bonitos para ver no cinema depois.

O terceiro duelo transmitido foi uma das poucas exibições de Eduzinho com a camisa da seleção brasileira: Brasil x Uruguai, pela Taça Rio Branco. Embora fosse diferenciado e tivesse extrema facilidade para balançar as redes, o craque teve o azar de ser de uma geração de ouro para o futebol brasileiro. A grande concorrência no ataque da seleção fez com que Eduzinho não fosse convocado para a Copa de 70, quando vivia um momento mágico no América.

– Eu fiquei bem triste! Eu sei que jogava no América, que não estava entre os maiores do Brasil, mas merecia a vaga! Tinha acabado de ganhar o prêmio de melhor jogador sul-americano, mas acho que fui prejudicado pela ditadura. Minha família sofreu muito no regime militar!

Tendo vestido as camisas de América, Vasco, Bahia e Flamengo, o artilheiro se tornou técnico assim que pendurou as chuteiras, e teve a missão de comandar o time no qual se tornou ídolo, em 1982. Depois de treinar alguns clubes no Brasil, foi se aventurar no Kashima Antlers, do Japão, onde passou por uma situação extremamente engraçada e constrangedora, que pode ser vista no vídeo ao lado!

Além de ter sido um grande craque dentro das quatro linhas, o artilheiro mostrou mais uma vez que também seria titular em qualquer resenha do mundo!

Valeu, Eduzinho!!

 

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