SENSO E CONSENSO

por Eliezer Cunha

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Não sou um crítico e muito menos um analista de futebol, mas, zelo pelo bom senso, consenso, beleza e a lisura no esporte. 

Algumas decisões ou atitudes me incomodam dentro dos bastidores do vasto mundo do futebol, o que me leva a produzir minhas opiniões a partir deste canal de comunicação: “Museu da Pelada” com todo carinho e respeito. 

Embora tenha convivido com esse tipo de esporte ao longo dos meus médios anos de vida, fui do tempo em que se dormia abraçado a uma bola, ou no mínimo trazia ela para debaixo da cama. Exemplo nítido de paixão pura por este esporte. Tive, graças ao meu irmão, o prazer de ir ao Maracanã quase todos os domingos e quartas-feiras. Assistia aos domingos os clássicos do Mengo e às quartas sempre um confronto com um time dito como pequeno, pelo Campeonato Carioca.

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Sofria no apertado trem da central para assistir e admirar magicamente meus ídolos como: Carpegiani, Adílio e Zico. Não me lembro de ouvir da imprensa da época dizer: “O treinador vai poupar os titulares e entrar com um time reserva para uma partida”. Poupar de quê? De ganhar uma partida ou um título? De escrever o nome do time na história do futebol? De proporcionar um belo espetáculo para a sua grande torcida? Pra mim, ações como essa desprestigiam os times, jogadores, clubes, patrocinadores e o pior, o torcedor que paga o ingresso para assistir o confronto e a emoção de ganhar uma partida. Jogadores contundidos faziam testes às vésperas dos jogos nos vestiários do Maracanã, pouco antes das partidas, prova maior que o resultado do jogo era o mais importante.

O dia seguinte será e vai sempre existir e, nele está a concentração das lembranças marcadas pelos resultados, sendo eles favoráveis ou não. É a matéria prima que impulsionam para os debates e as realizações dos torcedores. São momentos de glória e vitórias para um cotidiano tão penoso.

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Atletas de outros esportes se desgastam muito mais que nossos jogadores de futebol. Citando um bom exemplo, vamos para o Tênis de quadra ou basquete, onde horas são consumidas e os jogadores possuem um pequeno tempo para descansar, estão em movimento constante tanto no ataque quanto na defesa. 

Pergunto então, como pagar pra ver um show de um artista se ele não está presente no palco? Desculpe-me os treinadores, mas, poupar jogadores, principalmente numa final de campeonato, é um desrespeito à tradição e a história dos times e principalmente aos seus torcedores. 

E sinceramente: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.