O FUTEBOL DESANDOU

:::::::: por Paulo Cezar Caju ::::::::

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Amigos, se vocês me acham ranzinza, reclamão, rabugento, ácido, nostálgico e saudosista vou logo avisando para não lerem essa coluna porque não estou nada bem. Acabei de sair de Fluminense x Ceará. Vocês queriam que eu estivesse como? Não existe esquema mágico se o nível dos jogadores for abaixo da média. E está abaixo da média, mas muito abaixo da média! Sério, vocês assistiram Palmeiras x Inter, Botafogo x Cruzeiro, Corinthians x CSA e Chapecoense x Atlético-MG? Dá para ficar de bom humor após esse show de horrores e de mediocridade?

Só o Flamengo jogou ofensivamente, mas precisamos vê-lo contra um adversário melhor do que o Goiás. Tomara que a filosofia de buscar o gol incessantemente seja mantida por Jesus, afinal só ele salva, Kkkk!!!! Se bem que o Nordeste também vem salvando porque até agora, para mim, os times mais leves do campeonato são Bahia e Fortaleza.

E para piorar o que já está ruim vem esse VAR. Pelo amor de Deus, alguém nos explique os critérios usados! A decisão final não era para ser do árbitro? Claro que isso não está acontecendo. O jogo do Fluminense x Ceará teve 10 minutos de acréscimo!!!! A torcida comemora e “descomemora”, abraça e desabraça. O futebol desandou.

Para piorar minha irritação vejo a CBF levando os campeões de 94 para comemorar o título com uma pelada na Granja Comary. Claro que com tudo pago, passagem, hospedagem etc etc etc. Tem que pagar mesmo! Mas por que convidaram os campeões de 70 para a final da Copa América sem dar nada, apenas a entrada do jogo? Porque o presidente da CBF, Rogério Caboclo, deve imaginar que essa turma dê mais audiência.

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O astro da festa foi Carlos Alberto Parreira, para mim o maior responsável pelo engessamento do futebol brasileiro. Foi campeão, e daí? Se valeu de dois definidores extraordinários. E hoje virou o que virou, faz um gol e se protege. Mas a imprensa comprou essa historinha e ninguém contesta. Na entrevista, ele entregou de bandeja para Tite a receita para voltarmos a ser campeões mundiais: jogar com a faca nos dentes.

A seleção virou BOPE? Só falta os soldados, quer dizer os jogadores entrarem em campo fardados e darem continência aos professores! Parreira, nossa seleção já foi uma tropa de elite, sim, mas não essa que vocês continuam incentivando e valorizando. O Tite não precisa de seus conselhos porque já segue a sua cartilha, assim como o Fábio Carille, do Corinthians, segue a dele e assim por diante.

As seleções de 58, 62 e 70 nunca jogaram com a faca nos dentes, mas posso garantir que intimidavam os adversários. E intimidavam com arte. Nossas armas, a caneta, o lençol, a bicicleta e a folha seca eram aparentemente inofensivas, mas a história provou o seu efeito devastador.