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Copa do Mundo

ERA UMA VEZ UM PAÍS

por Marcos Fábio Katudjian

Quando o ex-jogador Casagrande, durante a Copa do Mundo, fez a crítica que fez aos pentacampeões que estavam no Qatar, confesso que impliquei com ele. Via de regra não gosto dessa lacração compulsória com que ele e um contingente significativo da imprensa esportiva e da imprensa em geral nos perturba dia após dia.

O que disse o Casagrande? Ele se referiu aos ex-jogadores da seleção de 2002 que foram vistos pela TV nos estádios do Qatar frequentando as tribunas da FIFA, usufruindo dos coquetéis, das mordomias oficiais e apertando mãos de cartolas suspeitos. Para o Casagrande, esses ídolos nacionais deveriam se juntar aos torcedores na arquibancada da mesma forma que faziam, por exemplo, os ex-jogadores argentinos.

Passado um mês, hoje, talvez no dia mais triste e pungente da história da nação em décadas, desengaveto esse comentário, volto atrás e dou plena razão ao Casagrande. Sim, pois essa atitude no Qatar me parece prima irmã de outra ainda muito mais condenável: o inacreditável e INACEITÁVEL não comparecimento de jogadores atuais e do passado e de dirigentes ao velório do Rei Pelé.

Por Deus, será que é preciso lembrá-los de quem se trata? Quem é Edson Arantes do Nascimento? O mais importante futebolista da história mundial, sem o qual suas carreiras simplesmente não seriam possíveis. E não me refiro apenas aos pentacampeões, mas a uma enormidade de ídolos do esporte e de todas as áreas que falharam ao prestar homenagem a esse que foi o maior de todos os brasileiros.

E não me venham dizer que estavam em plenas férias. Trata-se de um momento fundamental de construção de identidade nacional, a mesma que Pelé gastou sua vida inteira tentando sacramentar. A atitude dessa gente diz muito sobre o que é o futebol brasileiro e o próprio país. Esses atletas e ex-atletas tinham a obrigação de deixar por um instante suas tribunas condicionadas e prestar tributo àquele que lhes ofereceu um país campeoníssimo no esporte e que lhes outorgou um país, de forma geral.

Ronaldos, Roberto Carlos, Cafu, Kaká, Romário, só para citar a ponta do iceberg dessa massa de ingratos, deveriam carregar o caixão do Rei, como fora no sepultamento de Ayrton Senna, onde os pilotos mais importantes do país e do mundo ali estavam.

Essa atitude, meus caros, é também irmã daquela outra que vimos também pela TV durante a Copa, a dos comedores de carne de ouro. E não me venham dizer que cada um faz o que quer com o dinheiro que tem. Essas atitudes revelam um descompromisso total, um não pertencimento absoluto a coisa nenhuma e uma total irresponsabilidade institucional. Não se enganem, senhores, não é por acaso que o Brasil fracassa Copa após Copa, não por falta de técnica, mas de caráter.

E considerando o futebol como um espelho de toda sociedade, o que se vê é ainda mais sombrio, um país mergulhado gravemente num individualismo absurdo, grotesco e até mesmo criminoso.

No final das contas o que fica na boca é uma sensação amarga de que o Brasil realmente não merece Pelé, sendo tudo que ele fez, todas as suas realizações maravilhosas, diante de atitudes como essas, parecerem pérolas jogadas aos porcos.

POUPADOS DE UM VEXAME MAIOR

por Rubens Lemos

O Brasil deve gratidão a Nosso Senhor pela campanha. O erro do contra-ataque contra a Croácia, que resultou no gol que terminou na eliminação nos pênaltis, significou o limite do futebol decadente.

O time de Tite teria sido esquartejado pela Argentina e perdido o quarto lugar para os marroquinos. O futebol brasileiro não está apenas no resultado em campo. Está no comportamento, no penteado dos seus farsantes, no linguajar vergonhoso de seus treinadores. E na dancinha. E no cinismo de quem finge sofrer.

Jornalista tem mania de contextualizar para que a notícia não escape por completo. Tem de mapear cada frase, intermediar construções por completo, para a casa verbal não cair, porque a de chuteiras já pôs o país em seu secundário lugar. Daí escrever que o Brasil não ganharia do Marrocos pela indigência solidária de Tite e dos seus pupilos.

O futebol brasileiro rodaria no olé dos marroquinos, imaginemos enfrentando Argentina ou França. Seria eliminado tomando baile, porque, afinal, brasileiros não são de coração, mas de recibo ou certidão.

O Brasil não faz um bom papel numa Copa do Mundo desde 2002, quando Lula foi eleito para o seu primeiro mandato a presidente e o baixinho Romário – sacaneado por Felipão, poderia ter sido pentacampeão porque jogava mais, aos 36 anos, do que todos os 22 convocados.

Escolher o técnico nem é o mais importante porque treinador não junta o polegar no indicador, esfrega e, do gesto, sai um supercraque.

O Brasil está abaixo do nível dos maiores times. Faz tempo, mas 2022 cravou a sentença igual a estaca no coração dos dráculas da CBF e dos treinadores ridículos.

O Brasil não tem segredo, ao contrário do que espalha a mídia pacheca. O Brasil é fraco. Começa nas divisões de base formando lutadores de tatame, passa pelos dirigentes de cobiça vampiresca e se autodestrói na insensibilidade dos boleiros que vão embora.

Eles vestem a camisa amarela com menos tara do que incorporam à do clube que lhe paga euros em milhões engasgando nos treinadores sem o básico: conhecimento da força de improvisação e da classe que nos deram cinco canecos.

Enquanto a Argentina passará anos festejando – os quatro – o tricampeonato, o Brasil tentará montar uma nova estrutura, apelando à horrenda comunicação mentirosa do país, que enxerga craques em bagres e diante, como numa disputa dos pênaltis, com a verdade: sem um Deus a guiar a seleção, esta não será abençoada.

Será o Brasil classe média, contra Colômbia, Chile, Paraguai, Peru, Venezuela, a lixeira da pobreza Sudamérica, onde não se encaixa a Argentina, que Messi entrega como a melhor do mundo e, sem ele, com a natural soberba, vai liderar o maltratado continente.

Melhor que acabou, se o bom senso der um chutão, o tempo de Neymar como estandarte, símbolo, salvação, jogador que nunca será mais do que antecessores razoáveis, ribeirinhos. Neymar encerrou, tomara, na seleção, sua carreira de, no máximo, mumificação de Robinho.

COMPARAR BANANAS COM LARANJAS

por Serginho 5Bocas

Juro pra vocês que foi difícil ouvir as absurdas comparações de desempenho, baseadas em estatísticas furadas dos craques do pensamento da TV, diariamente na Copa do Mundo do Catar. São informações que não têm nada a ver, que não utilizam duas amostras da mesma matéria, mas que enchem o saco com certeza.

Concordo que recordes são feitos para serem batidos, mas alto lá! Ficar comparando coisas desiguais para enaltecer um lado é falta de bom senso para não dizer antiético.

Se colocássemos o recordista mundial da corrida de 100m rasos da primeira Olimpíadas da história moderna numa prova contra o recordista atual, possivelmente ele comeria poeira, mas há de se destacar que tudo evoluiu no tempo e que naquela época ele era o cara e pronto. Sem comparações, é desse jeito.

No futebol, a coisa é pior! O exército que luta para aumentar os ganhos das estrelas do esporte trabalha incansavelmente para iludir os incautos e precisam de recordes forjados, prêmios de melhor qualquer coisa fajutos e muita exposição na mídia para atingir ganhos estratosféricos, que no passado nem sonhavam que iria acontecer.

Ocorre que estes mercados tem gerado imperfeições propositais que elevam suas marcas a níveis nunca vistos. Para isso, precisam destas comparações infundadas que quero demonstrar:

Ouvi muito dos iluminados durante a Copa propalando que Cristiano Ronaldo superaria o recorde de gols em Copas do Mundo de Portugal, que ainda pertence a Eusébio. Até aí beleza, mas poderiam dizer que Eusébio fez seus 9 gols em 6 partidas de apenas uma Copa e que CR7 fez 8 gols em 22 partidas de 5 Copas, né? Ficou claro?

É claro que tinha que sobrar para o gênio argentino Messi. A pérola é que ele superou o centroavante Batistuta, o “batgol”. Porém, deveria ser dito que Batistuta fez seus 10 gols em apenas 12 partidas, média assustadora de 0,83 gols. Já o gênio Messi, fez 13 gols só que em 26 partidas, média muito mais baixa de 0,5 gols por jogo. Não seria mais elegante e justo assim?

Agora, a melhor de todas é a que Neymar vai passar Pelé e já empatou em gols pela seleção. Pelé fez 95 com a amarelinha em 113 partidas, mas aí veio a FIFA e bate o martelo do Thor, “convencionando” a revelia que só valem os gols de jogos oficiais. Pronto, com uma bela canetada, Pelé passou a ter 77 gols em 90 jogos. Aí Neymar empatou os 77 gols contra a Croácia, só que em 123 jogos. Deu para entender?

Faz isso, não…

Brabo mesmo eram os caras que faziam mais com menos e pouco se fala dos feitos, tratam como se não tivessem existido. A lista é bonita, vamos ver?

Em termos de média nas Copas, Sandor Kocsis, da Hungria, com 2,20 gols por partida e Just Fontaine com 2,17 são assombrosos.

Se falarmos de desempenho em seleções nacionais, referindo-se a média por partida ao longo de muito tempo, Puskas fez 84 gols em 85 jogos pela Hungria e Gerd Muller fez 68 gols em 62 jogos pela Alemanha. Estratosféricos!

Agora se o que a gente quer é conhecer os números espantosos de um ET ou de um Rei, vamos de Pelé que aí ficamos de boa, pois a fera fez 1282 gols em 1363 jogos na carreira, média impressionante de 0,94 gols por partida. Essa “farpelinha” foi no acumulado de mais ou menos 20 anos de carreira, mas temos que considerar que, nos últimos anos, ele tirou o pé do acelerador.

De Pelé, só mais alguns dados para espantar:
em 1959 ele fez 126 gols, em 1961 foram 111 vezes balançando a rede e em 1965 a fera comemorou 106.

Na carreira, fez 92 hat-tricks, ou 3 gols na partida. Em outras 30 oportunidades ele fez 4 gols e em 7 jogos fez 5. Mas o seu recorde pessoal foram os 8 gols marcados na goleada de 11×0 contra o Botafogo de Ribeirão preto.

Acho que tá bom, né? Então vamos parar de comparar banana com laranja, pelo amor de Deus!

Forte abraço
Serginho 5Bocas

FUTEBOL SEM BRILHO

Por Bismarck Barreto

Para os que amam futebol, é notório e autêntico que queríamos ver o Brasil campeão da Copa do Mundo de novo. Vimos um Brasil mentalmente fraco, como nas últimas Copas. Um Brasil que, convenhamos, jogou o segundo tempo com Sérvia, segundo tempo contra a Coreia e só. Um Brasil sem marcação, pressão, sem envolver o adversário e sem atitude.

Se pegarmos todas as Copas dependendo somente de um jogador que, diferentemente do Messi, joga quando acorda bem ou quando não está melindrado por alguma crítica, o que vimos no jogo Argentina x França foi um jogo de uma equipe com um gênio contra um jogador só. A Argentina neutralizou o Mbappé, o que o Brasil deveria ter feito com Modric da Croácia.

A Argentina se mostrou forte em dois jogos cruciais na Copa: contra a Holanda e contra a França. Sinceramente, se tivéssemos encontrado os hermanos na semifinal, acho que não passaríamos. Estamos indo para 24 anos sem ganhar uma Copa e sem perspectivas de futuro de estarmos seguros que ganharemos.

A geração dos meus filhos do PlayStation não sabe o que é pintar as ruas, colocar bandeirinhas nos postes ou já saber muito antes quem é o mascote da Copa. Sabem quem são os jogadores que nós nem sabemos pelo novamente PlayStation, mas não sabem o que é ganhar uma Copa na vida real, de ir para rua em uma felicidade que não consegue se medir para comemorar.

Como nos sentiríamos parte importante daquela vitória e campeonato, como se estivéssemos no palco recebendo aquela medalha e levantando aquela taça com todos os confetes e fogos de artifício. Que os meus filhos vejam o próximo treinador, independentemente de ser estrangeiro ou brasileiro, alguém que tenha o espírito do estudo incessante do adversário do Parreira em 1994 ou a família unida, aguerrida e mentalmente forte do Felipe Scolari de 2002.

Estamos órfãos e carentes de um futebol sem brilho e carisma há muito tempo. Que voltemos novamente à fonte da vida do futebol moleque, alegre, do improviso, mas também do futebol organizado, tático, coletivo e principalmente forte na forma mental. Que os deuses do futebol estejam reunidos em assembleia extraordinária e urgente para decidir o futuro treinador e consequentemente o futuro da alegria dos nossos filhos, sem ser um vídeo-game com controle remoto e sim um vídeo-game real da vida.

URGENTE PARA DECIDIR O FUTURO TREINADOR E CONSEGUENTEMENTE O FUTURO DA ALEGRIA DOS NOSSOS FILHOS …SEM SER UM VÍDEO GAME COM CONTROLE REMOTO E SIM UM VÍDEO GAME REAL DA VIDA .

POR MESSI

por Marcos Vinicius Cabral

Torcer para a Argentina, independentemente da competição, convenhamos, não é tão simples para um brasileiro.

Em uma comparação no âmbito futebolístico, é a mesmíssima coisa que em final de campeonato torcer para o Vasco, Palmeiras, Grêmio, Vitória e Cruzeiro sendo torcedor do Flamengo, Corinthians, Internacional, Bahia e Atlético-MG respectivamente.

Sinceramente, não dá!

Há uma rivalidade que extrapola o nível razoável de racionalidade quando se trata em querer ver sempre o adversário na pior. Ou seja, ninguém torce para o arquirrival. Nem em amistoso. Sob hipótese alguma.

Contudo, um fato faz cair por terra o que foi escrito acima: grandes jogadores adversários nos fazem torcer por ele e obviamente pelo time.

Gênios como Messi, suscitam em nós, brasileiros convictos e assumidamente secadores dos argentinos, o desejo em torcer por ele.

Foi o meu caso. Quero que o futebol da Argentina passe um longo hiato – quem sabe, séria ótimo, maior que os 36 anos sem Copa conforme estavam? – sem títulos.

Aos hermanos, esses mesmos que vivem ironizando o futebol brasileiro, que se lasquem!

Esses mesmos que fazem brincadeirinhas sem graça nas arquibancadas dos estádios com a cor da pele de jogadores brasileiros, que eles possam torcer novamente para a seleção de seu país em uma final de Copa do Mundo em 2058. Até lá, Messi já será avô e estará ao lado dos (as) netinhos (as) vendo a vergonhosa eliminação dos compatriotas.

Mas se nos respeitarem mais nos estádios e aos nossos jogadores, talvez 2062, 2066 ou 2070, eu torça por eles.

Mas vamos combinar uma coisa: é preciso separar o joio do trigo. Se tem alguém que merecia esse título, esse alguém era Lionel Messi.

Ah, Messi, Messi, Messi… como torci por ele.

Como vibrei com a atuação dele na final deste domingo (18), no Estádio Lusail, no Catar, contra a França.

Perdão Mbappé, mas gritei com os dois gols marcados contra o excelente Lloris e os comemorei – voltando na cápsula do tempo – como se fossem gols do Flamengo de 1981 com Zico e Cia e do Flamengo de Jorge Jesus em 2019, os maiores times de toda história rubro-negra.

Vale frisar que essa Argentina demonstrou nesta Copa – apesar do susto na estreia quando acabou derrotada pela Arábia Saudita – um futebol competitivo, de toques envolventes, compactado e com esquema tático surpreendente.

Comandada por Scaloni, a equipe argentina se mostrou a fim de querer jogar de maneira atrevida, aguerrida e com um 10 que fez a diferença – como Zico e o camisa 14 Arrascaeta fizeram nos Flamengos de 81 e 19 – na terra dos catarianos.

Mas ninguém mais do que Messi mereceu. Mereceu não apenas pela participação espetacular que teve nesta Copa do Mundo de 2022, mas principalmente no privilégio que deu a nós brasileiros, italianos, espanhóis, uruguaios, alemães e holandeses, todos apaixonados por futebol, vê-lo, aos 35 anos, sendo o último romântico do futebol.

Messi foi o remanescente dos que já jogaram bonito e souberam tratar tão bem uma bola de futebol. O amor e a atenção especial dele com a redonda é o mesmo que tem pela mulher Antonella.

Pai de Thiago, Mateo e Ciro, é a bola, a primogênita do camisa 10 argentino. E ele a trata com tamanha reverência. Amor genuíno. Sentimento bonito de se ver.

Foi emocionante ver Messi no Grand Finale, vestido com uma túnica preta transparente, erguendo a taça ao lado de seus companheiros, sorrindo feliz por ter conquistado a Copa do Mundo e não ser mais – como foi em boa parte da carreira – alvo de críticas covardes e descabidas, principalmente da imprensa argentina.

Entretanto, agora Messi ocupa um lugar que é seu de direito por tudo que fez de magistral e encantador dentro de um campo de futebol.

O cidadão Lionel Andrés Messi Cuccittini vai ganhar vida e despersonificar Lionel Messi muito em breve quando chegar a hora de pendurar as chuteiras e curtir a família.

Em se tratando de Copas do Mundo, o craque argentino entrou definitivamente para uma outra casta de jogadores, a de campeões mundiais.

Por meritocracia, é bom que se diga, já está ao lado de outros gigantes do futebol mundial como Bobby Charlton (1966), Jairzinho (1970), Beckenbauer (1974), Mário Kempes (1978), Dino Zoff (1982), Maradona (1986), Lothar Matthäus (1990) Romário (1994), Zidane (1998), Ronaldinho Gaúcho (2002), Pirlo (2006), Iniesta (2010), Schweinsteiger (2014) e Mpabbe (2018) na prateleira de quem ganhou um título mundial pelo próprio país.

E para o camisa 10 e capitão da Argentina, comandada por um outro Lionel, o Scaloni, promissor treinador que fez história neste Mundial e surpreendeu ao lançar Di María na ponta-esquerda no jogo decisivo contra a França, isso basta!

Basta porque era o que faltava na carreira deste que é o maior jogador de futebol desse século.

Obrigado, Messi!

Vá curtir seu título!

Afinal de contas, ninguém mais do que você mereceu essa conquista.

E ao destino, que tantas e tantas vezes foi injusto com grandes craques que jogaram uma Copa do Mundo e não venceram – não falo apenas da Seleção de 82 de quem sou fã – mando um recado: Obrigado, por desta vez, não nos pregar uma peça no fim do jogo!