UM TIME DOS SONHOS DA JUVENTUS DE TURIM

por André Felipe de Lima

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A Juventus de Turim completa 121 anos nesta quinta-feira, 1º. Respeitando a trajetória de grandes agremiações como Milan, Internazionale, Torino, Roma, Sampdoria, Fiorentina e Napoli, não há dúvidas de que o clube alvinegro é o principal da História do futebol italiano. Para homenageá-lo, escalei e desenhei aquele que, através dos tempos, é o time ideal, o time dos sonhos da “Vecchia Signora”.

No gol, escalei Dino Zoff (de 1972 a 1983), além de grande arqueiro com vários títulos pela Juve, foi o grande goleiro da Itália tricampeã mundial na Copa de 82. Zoff nos enfrentou naquele jogaço que eliminou o Brasil, no estádio Sarriá, em Barcelona. Na lateral-direita “convoquei” Pietro Rava (de 1935 a 1946 e de 1947 a 1950), que, na verdade, jogava mais como zagueiro direito, mas entra no time dos sonhos da Juventus por ter sido um dos melhores jogadores de defesa do futebol italiano em todas as eras. Conquistou apenas um campeonato italiano pelo clube, em 1950, mas foi titular absoluto da Azzurra bicampeã da Copa do Mundo, em 1938. 

A dupla de zaga fica por conta de Umberto Caligaris (de 1928 a 1935) e do líbero Gateano Scirea (de 1974 a 1988). O primeiro foi campeão mundial com a Itália em 1934 e foi o grande líder da Juventus campeoníssima da década de 1930. Quanto ao Scirea, é o melhor zagueiro italiano que já existiu. Só isso. Igualmente a Zoff, Cabrini e Paolo Rossi, também escalados neste time dos sonhos, o líbero fez parte da Azzurra campeã mundial de 82. Morreu prematuramente em setembro de 1989, em um acidente de carro.

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Na lateral-esquerda o titular é Antonio Cabrini (de 1976 a 1989). Era zagueiro esquerdo, mas também atuava coimo lateral. Foi considerado o jogador mais bonito da Itália enquanto esteve na ativa nos gramados. Fora dele, deixava a mulherada em polvorosa. Cabrini garante até hoje ter tido um romance relâmpago com a atriz Sônia Braga. Ela nunca confirmou, mas também jamais negou o flerte com o craque italiano.

Da zaga para a meíuca. Vou escalar meu time com direito a volante, um meia armador, mas dois pontas de lança clássicos. Na cabeça de área escalei o ítalo-argentino Renato Cesarini, um jogador de estilo elegante, que armava o jogo como pouco. De 1929 a 35, foi o cérebro da vitoriosa Juventus dos anos de 1930, considerada um dos melhores times já vistos no “Calcio”. Para muitos cronistas de Buenos Aires, é um dos maiores craques também da história do River Plate. Para a armação no meio de campo, o nome escolhido foi o francês Zinedine Zidane (de 1996 a 2001). Um gênio que levou a França ao seu primeiro título mundial, em 1998, mas que também foi marcante defendendo a Juventus.

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Ainda na meia cancha, o camisa 10 é Michel Platini (de 1982 a 1987). Talvez a única unanimidade (ao lado de Scirea, claro) em um time dos sonhos da Juve. O francês era soberbo, fora de série. Tão genial quanto o conterrâneo Zidane. Foi com ele e seus belíssimos gols que a Juventus tornou-se o melhor time do planeta (ao lado do Flamengo, de Zico) na primeira metade da década de 1980.

Para completar a meia cancha, escalamos Giampiero Boniperti (de 1946 a 1961). É considerado pela velha guarda dos torcedores como o maior jogador da história da Juve. Tornou-se importante diretor do clube e formou um trio avassalador com o ítalo-argentino Sivori e o galês John Charles, na década de 1950. Aliás, Sir John William Charles (de 1957 a 1962) também está neste time dos sonhos da Vecchia Signora. É ele nosso homem de área. Era estiloso. Craque de bola.

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Para formar a dupla com Charles no ataque, ninguém menos que Paolo Rossi (de 1973 a 1975 e de 1981 a 1985). Teve uma carreira polêmica devido ao envolvimento com a máfia da loteria na Itália. Foi suspenso, voltou em 1982 para defender a Azzurra na Copa do Mundo. Destroçou a defesa do Brasil, com três gols, e tornou-se o grande nome da Itália tricampeã mundial. O nosso “carrasco” jamais ficaria de fora dessa escalação de sonhos da inigualável Juventus de Turim.