UM POR TODOS

:::: por Paulo Cezar Caju ::::

O Cruzeiro está em festa porque comemora os 50 anos da conquista da Taça Brasil, antigo Campeonato Brasileiro, em cima do todo poderoso Santos, de Pelé. Uma geração nova do Cruzeiro surpreendeu a Turma da Vila, principalmente os quatro baixinhos Tostão, Dirceu Lopes, Evaldo e Natal. O Santos não viu a cor da bola e levou de 5 a 2. No jogo de volta abriu 2 a 0, mas o Cruzeiro virou e Tostão ainda perdeu pênalti.

Liguei para Dirceu Lopes, que se emocionou. A partir daí, o Cruzeiro ganhou uma dimensão internacional e transformou-se nesse grande clube. Que geração linda! Os zagueiros tinham muitos craques para se preocupar. Depender apenas de uma peça é ruim demais. Ainda mais se essa peça tem o comportamento infantil de um Neymar.

Craque de bola, mas atitudes ginasiais. Seu terceiro cartão amarelo é a maior prova de sua irresponsabilidade. O Tite não pode tratá-lo como um menino porque ele já é um homem. Mimado, mas um homem. É um piti atrás do outro e a seleção que se vire. Depois o super-herói volta para resolver os problemas. Isso não existe!!!

Seria bom demais se a seleção encontrasse uma forma de jogar coletivamente sem depender de ninguém. Talvez fosse importante o Tite dar uma olhadinha naquele Cruzeiro e Santos para entender que nem o Santos dependia só de Pelé e nem o Cruzeiro só de Tostão.

– texto publicado originalmente no jornal O Globo, em 6 de outubro de 2016.  

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