Rafytuz Santos

A CARTA DA BOLA PARA RONALDINHO

por Rafytuz Santos

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Caro Gaúcho,

Aqui vai uma confissão de quem vive o futebol como ninguém...

Por tempos eu fui tratada de qualquer forma, anos e anos sendo chutada por jogadores pernas de pau ou até mesmo acima da média em Copas do Mundo, Libertadores, Brasileirões, Liga dos Campeões... anos se passavam e eu sempre era tratada sem o mínimo respeito, com o único objetivo de marcar o gol.

Mas em 1997 isso mudou! Um menino franzino, rápido e sorridente me fez feliz, como eu não era desde as épocas "Pelésticas"! Me dominava com maestria, me passava pelos vão das pernas mais envergonhadas, me fatiava por cima dos mais inúmeros penteados, me jogava por baixo das mais amontoadas formações de barreiras, me balançava nos seus encantadores elásticos...

Lances de Ronaldinho

Como esquecer os momentos com você? Quando sambou comigo na Inglaterra (e eu nunca tinha feito isso hahaha). Quando me fez viajar pelos céus na cobrança de falta na Copa do Mundo de 2002. Quando te vi sendo aplaudido pelo rival... E até quando ia me chutar, você olhava para o outro lado, para não me ver sofrer! Com você eu me sentia uma varinha mágica nas mãos de um bruxo!

Ronaldinho Gaúcho, meu filho! Ninguém me tratou como você, e sentirei saudades das suas bruxarias.

Hoje por você eu paro de rolar... E jamais rolarei como você fazia.

PELADA BENEFICENTE

Ninguém duvida que dezembro é o nosso mês preferido. Além de ser uma época festiva, é quando todos os boleiros estão de férias e se reúnem para jogar peladas solidárias pelo Brasil.

Nosso parceiro de Santos, Rafytuz Santos foi até a Vila Belmiro para acompanhar o jogo beneficente dos amigos do Narciso e teve a oportunidade de trocar uma resenha com jogadores e músicos que ressaltaram a importância da causa.

Marcos Assunção, Léo, Giovanni, Domingos, Dodô (vocalista do Pixote), MC Gui e MC Livinho foram algumas das personalidades que fizeram parte da festa e deram uma palavrinha para o Museu.

O ARTILHEIRO DO TIO SAM

por Rafytuz Santos

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Hoje iniciamos a série "Era Uma Vez, No Futebol" com personagens do nosso tão querido e amado esporte!

Na matéria de hoje, tivemos uma conversa bem leve com Pinho, centroavante que vem fazendo o seu nome no famigerado "Soccer". Acompanhe na íntegra a resenha:

O que te influenciou a jogar futebol?

Meu pai foi jogador profissional, jogou pelo Cruzeiro, Figueirense, entre outros. Tenho uma família de jogadores, então acho que está no sangue.

Como eram as peladas na sua infância? Você sempre foi o melhor entre a molecada? Como foi a sua passagem pelo Fluminense? Você acha que não foi aproveitado o suficiente?

Era futebol, escola, futebol, futebol e dormir... Eu tenho minhas qualidades! Da rapaziada da pelada eu fui o único que segui a carreira. Minha passagem pelo Fluminense teve altos e baixos, mas acho que conseguir fazer o meu papel na base, esperei tanto por uma oportunidade no profissional e ela nunca veio, paciência, vida que segue... Tenho carinho enorme pelo clube passei quase nove anos da minha vida!

Logo depois você foi emprestado para o Guaratinguetá! O que você destaca nessa passagem?

Foi mais de aprendizado, foi para me fortalecer. Aprendi muita coisa lá que levo para a vida toda.

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Na sequência teve outro empréstimo, só que para o Madureira! Como foi atuar por lá?

Foi um pouco melhor que o primeiro, mas ainda não tinha chegado meu momento, foi bom pelas amizades, por poder fazer alguns jogos e adquirir um pouco mais de experiência!

Você também teve uma passagem pelo Mypa, da Finlândia! Como era o futebol praticado por lá? Aconteceu alguma situação engraçada por lá?

Na Finlândia eu comecei a me encontrar, foi um ano muito bom pra mim, o futebol lá é mais força, velocidade e muita obediência tática e isso ajudou a aprimorar meu jeito de jogar. Teve uma situação que eu achei que seria preso. estava na rodovia que que a velocidade máxima era 60 km/h e meus amigos falaram para eu ultrapassar um carro. Aí acelerei um pouco mais, passou um tempo e a polícia estava nos esperando um pouco mais a frente. Me colocaram na viatura pra checar endereço essas coisas só que a gente não sabia. Então, o pessoal e eu achávamos que eu estava sendo preso.

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Você jogou pelo time do Strikers, clube administrado por Ronaldo Fenômeno na época! Existia algum tipo de pressão do brasileiro, pelo fato de você jogar na mesma posição em que ele atuava?

Não tinha, tinha muita brincadeira, rapaziada falava que se ele resolvesse jogar eu nunca mais ia para os jogos etc. Ainda bem que isso não aconteceu porque nesse ano fui o artilheiro e o melhor jogador da liga!

Você tem como treinador o italiano Alessandro Nesta, um dos maiores zagueiros da história do futebol mundial! Como é a sua relação com ele?

A gente se dá super bem, é um cara gente boa, é um típico italiano, né? Meio da lua, mas é engraçado.

Como é atuar pelo Miami FC? Como é a sua relação com a torcida, com a cidade?

Aqui é muito bom, me sinto em casa, clima, praia, restaurantes brasileiros, o futebol está crescendo e a torcida comparece nos estádios. Minha relação é muito boa com a torcida e com todos aqui do Miami FC!

Qual foi o maior momento da sua carreira?

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Esse ano tiveram muitos! Quebramos muitos recordes aqui, acho que um dos mais importantes foi a vitória contra o time do Kaká que eu fiz os três gols da partida, mas espero que não pare por aí, porque estou concorrendo a melhor jogador de novo e posso me tornar o primeiro jogador a ser artilheiro e melhor jogador em uma temporada duas vezes.

Escala para a gente o time dos sonhos? Do goleiro ao atacante!

Buffon, Dani Alves, Sérgio Ramos, Thiago Silva e Marcelo; Kanté, Iniesta, Kroos, Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar (da atualidade).

Para terminar, aonde você deseja encerrar a carreira?

Queria terminar no Brasil, mas não vou revelar o time!

O FLAUTISTA DE HAMELIN EM ITAQUERA

por Rafytuz Santos

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Na Idade Média, em um povoado europeu, existiu a lenda do flautista de Hamelin, onde uma cidade estava assolada por ratos, chegando a tal ponto em que os habitantes começavam a reclamar sobre esse problema. A solução encontrada foi convocar um flautista encantador para os afastar para longe, em troca de ouro. O flautista encantou com o som da sua flauta os ratos, e os levaram para longe do povoado! Apesar disso, a recompensa prometida não foi cumprida, e ele não recebeu o seu ouro.

Se o futebol brasileiro fosse uma fábula, com toda certeza poderíamos comparar o treinador corintiano com o flautista das terras europeias! Fábio Carille foi contratado pela diretoria corintiana com a missão de afastar os "ratos" do saudosismo da liderança de Tite para longe dos arredores da Arena. No começo, o comandante alvinegro foi cercado de desconfiança por todos, porém o seu estilo implantado começou a render frutos, e o encantador de Itaquera conquistou a nação corintiana!

Carille faz encantamentos dignos de ser considerado um "flautista de Itaquera", como a invencibilidade do time, as poucas faltas cometidas, a regularidade apresentada nas partidas e a evolução de jogadores como Jô, Romero e Rodriguinho

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Assim como o flautista, Carille não recebeu a recompensa financeira após cumprir sua missão. O técnico da equipe paulista também não recebe o "ouro" merecido pelo que faz, nem pela imprensa que prefere agraciar os renomados treinadores tupiniquins, do que a nova leva de estudiosos e renovadores técnicos brasileiros!

Carille conseguiu adotar no estilo de jogo do time o espírito do clube, com raça, aplicação, carrinhos e tudo que envolve a mística do time do povo! E o Campeonato Brasileiro segue com Carille encantando os esquemas táticos adversários, com o som da sua flauta e das arquibancadas da fiel torcida!

DIA DE SÃO MARCOS

por Rafytuz Santos

Dizem que onde o goleiro pisa, não nasce grama... Quem inventou esse ditado futebolístico, nunca viu São Marcos!!

Feliz da grama por contemplar as pegadas campeãs do herói palestrino! E quando o Marcão pisa em qualquer gramado, é capaz de nascer as mais variadas flores e gramas! Ou alguém duvida da capacidade milagrosa do goleiro do Penta???

O lendário ícone da Libertadores de 2000, com suas magistrais mãos, classificando a equipe do Palestra, com raça e suor alviverde, o suor que escorreu em sua testa e nas de mais de 10 milhões de fanáticos palmeirenses naquele dia 6 de Junho de 2000.

O Morumbi virou Vaticano, e os saudosos Libertadores da América canonizavam ali um novo santo do futebol! O santo ídolo alviverde, o santo campeão mundial em 2002, o santo que negou a tentação das cifras europeias, para continuar jogando no Palmeiras, pela Série B... Veneráveis defesas, santas declarações. Os gramados do futebol beatificam o santo São Marcos, santo padroeiro das defesas impossíveis!!!!!