Futebol de Salão

LENDA DO SALÃO

por Fernando Damasceno

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Eu conheci o Aécio muito antes dele me conhecer. 

Eu jogava ainda nos infantis do América e já ouvia sobre o time da Vila.

Sim, o grande time tricampeão da Associação Atlética Vila Isabel, onde Aécio, Serginho, Adlson e os demais companheiros deles deste time faziam chover até em quadra coberta!

O tempo passou e essas lendas pararam de nos encantar como se joga bonito com a bola pesada.

Todavia, deixaram um legado fabuloso e o Aécio tem grande parcela nisto tudo!

Vou me permitir transmitir dois depoimentos de dois craques da bola que fizeram sobre o Aécio em um grupo que mantemos de ex-jogadores.

O primeiro do Ademar, campeão em 1967 pelos juvenis e em 68 pelo adulto do América:

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- Um dos maiores jogadores que vi jogar. Me lembro de uma passagem quando o Alaor que era treinador do América foi demitido, e o pessoal do América foi assediado para jogar em outros clubes, fui convidado a treinar no Vila. Lá chegando, acostumado a ter todo o material no América, só levei minha sunga.O Grande Djalma (Noventa) me deu um tênis, e eu fui logo falando, que não estava acostumado a jogar com aquilo, pois mais parecia um quichute preto. O Djalma vira para mim e diz: NÃO SE PREOCUPE NÃO,  ESTE TENIS JOGA SOZINHO, POIS É  DO AÉCIO."

O segundo, Leley, como jogador do Aécio e este já como treinador do Clube Municipal, que por sinal foi campeão naquele ano e justamente em cima de mim, no Maracanazinho!!:

- Só quem jogou no clube Municipal em 78 viu que quem foi REI nunca perde a majestade. Em um treino da equipe principal, cujo o técnico era um ex-jogador aconteceu uma falta bem próximo da área. No gol estava o Batman ou o Gato, não me recordo, foi armada a barreira. A partir daí, começou a polêmica! A bola entra ou não entra. Houve um consenso geral que a bola não tinha como entrar até que acho eu, o Hugo falou: Vamos tirar essa dúvida! O treinador estava no banco com sua calça de tergal, camisa de linho e sapato de bico fino tipo aqueles que matam barata no canto da parede. O treinador com aquele olhos meio vesgos, falou: Entra!!! E olha que a bola não é a de hoje. Era aquela que exigia muita habilidade do jogador! ELE, o AÉCIO, meteu uma curva na bola que deixou todos de boca aberta! Aí a gorduchinha foi mansamente parar no fundo da rede. O treino acabou com palmas para aquele que foi um dos maiores jogador do futebol de salão ⚽ 🤙👏👏👏👏 vá com DEUS meu craque 🙏.


Amigos no velório de Aécio

Amigos no velório de Aécio

Craque na quadra e fora dela! Figura humana importante para todos nós. Foi meu técnico na seleção carioca que disputava o campeonato brasileiro de seleções! Me colocou no banco para o Mario Ricardo! Mas eu podia ficar aborrecido? Afinal ele sabia tudo dentro daquelas quatro linhas! Lembro que da ultima vez que estive com ele lá na celebração anual que o Vila faz para todos os ex-atletas de futebol de salão, eu falei para ele: " Lembra que você me botou no banco?. Ele me olhou e eu completei. Eu teria feito a mesma coisa se eu fosse você! Começamos a rir! Minhas ultimas palavras trocadas com este grande personagem!

Meu treineiro! Descanse em paz!!!! 🙏 🙏 🙏 🙏 🙏



PARABÉNS, SAPO!

fotos: Guilherme Careca | vídeo e edição: Daniel Planel

Um dos nossos grandes parceiros, o craque Sergio Sapo comemorou seus 60 anos no Bar Dom Manuel, no Grajaú, e a equipe do Museu da Pelada se sentiu muito bem acolhida no meio de tantos craques.

Mauro Bandit, Eduzinho, Marinho Picorelli, Guilherme Careca, Nei Pereira, Guido Ferreira, Bebêzinho e muitos outros boleiros prestigiaram e brindaram com o bicampeão mundial de clubes no salão pelo Bradesco.

-  Eu decidi os dois mundiais. Em 86, com a perna esquerda, e em 87, com a perna direita, faltando 40 segundos para acabar! - tirou onda o aniversariante.

Eleito o melhor jogador de Fut 7 do mundo e líder do Projeto Facão, Guido revelou toda a sua idolatria pelo amigo:

- Eu com 8 anos de idade, fraldinha, eu ficava vendo o Sapo jogar, já em final de carreira. Hoje eu tenho o prazer de conviver com ele!

A resenha evoluia a cada minuto que passava e a panela só ia ficando mais forte com a chegada de lendas do futebol. Cada um foi contando um pouco da sua história de forma bem resumida, até porque cada currículo era mais extenso que o outro e uma tarde era muito pouco para ouvir tantas glórias.

Com aquele gostinho de quero mais, nos despedimos e partimos para o nosso outro compromisso.

Valeu, Sapinho!

GERAÇÃO DA BOLA PESADA

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Uma noite memorável. Assim pode se definir a última quarta-feira (4), a qual reuniu os principais nomes do futsal paulista. Grandes craques que fizeram história, mas que desta vez se encontraram na Assembléia Legislativa de São Paulo, onde a FPFS (Federação Paulista de  Futsal) fez uma justa homenagem a cada um deles. O evento teve como mestre de cerimônias o Jornalista Marcio de Castro, que também já foi jogador de futebol de salão .

Nilton Cifuentes Romão, o ‘Ramon’, em seu discurso, fez questão de agradecer a todos os presentes, e mesmo aqueles que não puderam ir ou não foram localizados também foram lembrados pelo presidente e equipe da FPFS. Vander Iacovino, ex-GM, e atualmente treinador do JEC/Krona (SC), deixou seu agradecimento via telão.

Nomes como Sérgio Saad, Milton Ziller, Ernesto Sartori, Tite, Batata, Miral, Banzé, Fenga, Pelé Branco, Zé Roberto, Xepa, Celsinho, Douglão, Paulinho Rosas, Kazu, Serginho, dentre outros, foram congratulados com uma placa alusiva ao evento ‘Geração da Bola Pesada’.

Além disso, o ex-jogador Paulinho Grello, que hoje encontra-se em um delicado momento de saúde, também foi homenageado e ovacionado pelos companheiros: “Você é forte e estamos todos com você”, disse Miral, emocionado.

Dentre os convidados, destaque para a presença do Presidente da Sociedade Esportiva Palmeiras, Maurício Galiotte (também ex-salonista), e que entregou aos familiares dos ex-jogadores Marcos Barbosa e Sorage, uma camisa do Verdão personalizada. Vale ressaltar que ambos faleceram há alguns meses.

Ao final do evento, todos os convidados se dirigiram para um outro espaço, onde foi servido um coquetel regado a muita história e boas risadas.