OS OLHOS DO VELHO MARACA

Após receber um acervo de fotos da fera e se deliciar diariamente com os registros compartilhados em seu Facebook, a equipe do Museu foi até a ABI (Associação Brasileira de Imprensa) para saber mais da trajetória de Wilson Alves Cordeiro, fotógrafo dos áureos tempos de Maracanã.

- Aquele estádio não existe mais! - lamenta!

Com 45 anos dedicados ao mundo dos esportes, o fotógrafo iniciou a carreira como repórter rádio-escuta na agência de notícia Sportpress em 66 e se transferiu para o Jornal dos Sports dois anos depois.

- Fiz coberturas de vários clássicos do futebol brasileiro e internacional. Vivia viajando para cobrir eventos esportivos.

Vale ressaltar, no entanto, que naquela época as câmeras eram muito menos desenvolvidas e os profissionais se desdobravam para fazer o melhor clique. Ao ser perguntado sobre essa diferença, Wilson revelou o segredo:

- Tinha que estar preparado para qualquer movimento e acertar o foco, que não era automático como hoje em dia! Então, era necessário usar as duas mãos e manter o olhar naquilo que que estava focando!

Seu vasto currículo conta ainda com passagens pelos jornais O Globo, O Dia, Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, Diário de Notícias, entre outros. Durante a carreira, acumulou uma lista extensa de ídolos na profissão, com destaque para Ari Gomes, Jorge Reis, Paulo Rei, Eurico Dantas, Sebastião Marinho e Jorge Marinho.

Contudo, se na beira do campo Wilson fez história, com registros de tirar o fôlego, dentro dele o desempenho não era dos melhores.

- Eu era um fracasso dentro de campo. Não jogava muita pelada.

Caso o talento com a bola nos pés fosse ao menos parecido com sua habilidade fotográfica, Wilson estaria, sem dúvidas, na seleta lista dos grandes jogadores da história do futebol brasileiro!

No fim da resenha, fomos brindados com um belíssimo quadro do time do Vasco formado!