OBRIGADO, OLDEMÁRIO

por Luiz Augusto Nunes

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Oldemário se dizia um operário da notícia. Era muito mais do que isso. Tinha com a informação uma intimidade própria àquela que só os grandes craques têm com a bola. Que começou desde o primeiro dia em que pisou na redação do Jornal do Brasil, ainda na Avenida Rio Branco, e foi se estreitando com o passar dos anos, companheira inseparável durante tantas jornadas e coberturas. Sem formação acadêmica alguma, tinha a noção exata do que chamava “hierarquia das notícias” - ele não errava nunca o que era ou não manchete. Sonho de todo jornalista, Oldemário o realizou várias vezes: parou as máquinas para mudar uma edição. Maior repórter esportivo que conheci, Oldemário tinha autorização dos donos do jornal para tal. Eles confiavam no seu talentoso “operário de notícias”.

Oldemário Touguinhó, que nesta quinta-feira faria 85 anos, tinha quatro grandes amores na vida: a família, a Seleção Brasileira, o Botafogo e o Jornal do Brasil. Nesta ordem.

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