JOGOS INESQUECÍVEIS

 Santos 5 x 2 Fluminense (Semifinal do Campeonato Brasileiro de 1995)

por Mateus Ribeiro

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Antes de qualquer coisa, confesso que até hoje fico impressionado com tudo que cerca esse jogo. Talvez seja um dos jogos que mais me emociona até os dias de hoje.

Para quem não se recorda, Santos e Fluminense disputavam uma vaga para a final do Campeonato Brasileiro de 1995. Na primeira partida, o Fluminense havia aplicado uma bordoada gigantesca no Peixe (4 a 1), e poderia perder por até dois gols de diferença no jogo da volta. Como desgraça pouca é bobagem, Jamelli e Robert, duas das peças mais criativas do Santos, foram expulsos no jogo de ida.

A vantagem de dois gols seria enorme em condições normais. Acontece que naquela tarde/noite de domingo, os jogadores do Santos pareciam possuídos pelos deuses do futebol. Além disso, o clima no estádio ajudou, e muito, o Peixe a conseguir escrever uma das páginas mais bonitas de sua longa e vitoriosa história.

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Depois de um primeiro tempo de muita pressão, o Santos termina a primeira metade do jogo com 2 a 0 no placar, dois gols de Giovanni, o dono da bola. E só não tivemos mais gols porque os goleiros trabalharam muito. Para não sair do clima do jogo, os jogadores e o treinador Cabralzinho continuam no gramado durante o intervalo. Algo que eu nunca havia visto na minha vida, e que além de simbólico, foi de uma importância vital para a virada histórica. Épico. Histórico. Marcante.

Logo no início da segunda etapa, Macedo recebeu passe primoroso de Giovanni e mandou para o gol. Pronto. Se tudo terminasse dessa forma, o Santos estaria na final. Com dois gols e uma assistência do camisa 10. Mas faltava muito tempo de jogo ainda.

Pouco tempo depois, o Fluminense marcou com Rogerinho, e voltou a ser o dono da vaga. Por pouco tempo, já que para o azar do tricolor das Laranjeiras, dificilmente alguém iria parar o Santos naquele dia.

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O ligeiro Camanducaia aproveitou uma assistência de Giovanni (sim, ele DE NOVO) e devolveu a alegria aos santistas. Quatro gols do Santos. Dois gols e duas assistências de Giovanni. Nem o torcedor mais otimista (ou pessimista) sonharia isso.

Porém, havia tempo para a cereja do bolo. Camanducaia recebeu um lindo passe de calcanhar (você sabe de quem) e chutou com precisão para fazer um lindo gol. Rogerinho ainda descontou para o Fluminense, mas não foi suficiente para classificar o Tricolor, que, até o apito inicial, era o favorito para a partida.

Porém, o futebol é uma caixinha de surpresas. Essa tarde do dia 10 de dezembro mostrou isso. Uma das maiores atuações individuais que eu pude ver na minha vida. Giovanni acabou com o jogo. Até hoje, toda vez que assisto a essa partida, fico imaginando como Pelé se sente feliz em ver que Giovanni fez valer a mística da maior camisa que já existiu no futebol: a 10 do Santos Futebol Clube.

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Quase 25 anos depois, as imagens desse jogo, toda a ligação entre time e torcida, nada disso sai da minha cabeça e do meu coração.

E você, quais lembranças tem deste jogo?

Um abraço, e até a próxima!