JOGOS INESQUECÍVEIS

Atlético Mineiro 1 x 1 Tijuana

por Mateus Ribeiro

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O ano de 2013 é um dos maiores da história do Atlético Mineiro, e muito dessa história passa pela noite de 30 de maio.

O Galo enfrentava o perigoso Tijuana (México), que havia eliminado o Palmeiras nas oitavas, enquanto o Atlético tinha despachado o São Paulo.

A primeira partida terminou empatada em dois gols, o que fazia com que o Atlético jogasse por um empate sem gols, ou com um gol para cada lado. Além do time repleto de grandes talentos, o alvinegro de Minas realizou a melhor campanha da primeira fase, o que credenciava os comandados de Cuca como favoritos.

Porém, quem esperou um jogo fácil se enganou completamente. Ronaldinho não estava em um bom dia. A grande maioria dos seus parceiros também não. O que já não estava muito fácil ficou um pouco mais difícil quando Riascos marcou para os mexicanos, na metade do primeiro tempo, com um belo chute. Para alívio dos torcedores, Réver empatou com um gol quase sem querer, após cruzamento de Ronaldinho.

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Veio a segunda etapa, e o favoritismo do Atlético não se traduzia em gols, e a partida continuava nervosa. Depois de uma trapalhada da defesa, a bola sobrou para Piceño, que só não desempatou a partida por conta de um nome: Victor.

E o goleiro do Atlético foi o personagem principal de um dos maiores jogos da história do clube, não só por essa defesa, mas pelo milagre que protagonizou no final do jogo.

O Galo não matava o jogo, e alternava entre ataques que poderiam resultar em gol e grandes sustos nos torcedores, como a falta que Arce mandou no travessão.

Quando tudo parecia ter um final, Leonardo Silva, que já não vinha tendo uma boa jornada, resolveu colocar um pouco mais de tempero na salada, ao acertar uma verdadeira bica na cintura de um jogador do Tijuana. Penalidade máxima, no último lance do jogo.

O mundo do torcedor atleticano se resumia naqueles poucos segundos. Se a bola entrasse, o sonho que nunca pareceu tão perto iria embora. Se acontecesse um milagre, a classificação se tornaria muito mais emocionante.

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E o milagre veio. Riascos foi para a batida, e tentou a batida de segurança: bola no meio do gol. Acontece que o grande Victor, que já havia salvado a pele do time, deixou seu pé esquerdo no meio do gol, e mandou a bola para longe.

Para longe também foi o tão comentado azar do treinador Cuca, que possivelmente vivenciou, no momento entre o apito e a defesa, os piores e mais aterrorizantes momentos de sua vida profissional.

Em uma noite que as estrelas do ataque não resolveram, coube ao goleiro, tantas vezes vilão, o papel de herói.  Victor classificava o Atlético Mineiro para as semifinais da Libertadores. Victor então tornava-se santo, venerado até hoje pelos atleticanos.

Semanas depois, o Galo conquistava o inédito título da Libertadores. Com a participação gigantesca de seu goleiro, que começou a competição como um simples mortal, e se tornou santidade.

E você, qual lembrança guarda dessa partida?

Um abraço, e até a próxima!