JOGOS INESQUECÍVEIS

Barcelona 4 x 0 Santos

por Mateus Ribeiro

48372415_511568729343055_4264902726791462912_n.jpg

No dia 18 de dezembro de 2011, o mundo do futebol parou para acompanhar a final do Mundial de Clubes. De um lado, mais uma encarnação dos “Meninos da Vila”, que haviam vencido a Copa Libertadores. Do outro, talvez a maior encarnação da história do Barcelona. Tinha tudo para ser um grande jogo. E foi, porém, apenas para um lado.

Apesar da costumeira diferença financeira entre nós e os europeus, o time do Santos contava com uma dupla que, na época, arrancava suspiro de inúmeros torcedores e mantinha viva a esperança do tricampeonato mundial. O problema é que o Barcelona estava voando e praticamente todos os jogadores sabiam (muito) bem o que fazer com a bola. Além de Messi, que já era suficiente para arrancar o sono do melhor dos defensores, Xavi, Iniesta, Fàbregas, Daniel Alves, Busquets, Puyol e Piqué davam uma tranquilidade enorme para o time catalão executar seu jogo de toque de bola e busca incessante pelo gol.

48395034_293513177845442_2301353806316699648_n.jpg

Sabendo do desafio que enfrentaria, Muricy Ramalho escalou três zagueiros, o que não foi muito eficiente.  Não demorou muito para que o visível (e previsível) domínio do Barcelona se convertesse em gols. Aos 16 minutos, Messi recebeu dentro da área, e não teve muita dificuldade para encobrir o então promissor goleiro Rafael. Barcelona 1 x 0.

Alguns minutos depois, Xavi recebeu, e sem marcação, bateu rasteiro no canto: 2 x 0, e o que era sonho já era pesadelo para torcedores santistas.

Já no final da primeira etapa, após bela troca de passes, o Barcelona ampliou com Fàbregas. Nos 45 minutos iniciais, o placar já apontava torturantes três gols para o Barcelona, e nenhum para o Santos, que tentou jogar, mas não conseguiu. Bom, naqueles dias, nem mesmo Real Madrid, Manchester United ou a Internazionale conseguiriam jogar de igual pra igual. O mesmo vale para Boca Juniors, Liverpool, River Plate, ou qualquer outro time gigante que você se lembrar.

48380686_1091717307665899_7401274544264052736_n.jpg

O segundo tempo foi puramente protocolar. Nenhum ser humano acreditava em uma virada, e a etapa final seria apenas mais uma página do livro escrito naquela triste manhã de domingo (para os santistas).

No final das contas, Messi ainda fez mais um, sem contar as inúmeras chances desperdiçadas pelos comandados de Guardiola. Talvez esse tenha sido o Magnum Opus daquele time que encantou o mundo. Infelizmente, coube ao Santos ser o adversário no dia dessa ópera. Mas não sinta se triste, torcedor do Peixe, afinal, qualquer time do planeta tomaria um vareio naquele domingo.