JOGOS INESQUECÍVEIS

São Paulo 2 x 7 Portuguesa

por Mateus Ribeiro

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A Lusa amarga um período tenebroso nos últimos anos e o fim parece apenas uma questão de tempo. Porém, não muito tempo atrás, a Portuguesa sempre montava times fortes, capazes de brigar por títulos. No ano de 1996, por exemplo, foi vice-campeã do Campeonato Brasileiro, perdendo a taça de maneira muito dramática para o inesquecível Grêmio de Felipão.

Dois anos depois, em 1998, a Lusa contava com um dos maiores times de sua história. O time da Portuguesa mesclava juventude, experiência, garra e talento. Após uma eliminação traumática no Paulistão daquele ano, resultado de uma arbitragem no mínimo desastrosa de Javier Castrilli, o time rubro verde fez uma ótima campanha no Brasileirão, caindo na semifinal diante do Cruzeiro, que viria a ser vice-campeão.

São muitos os jogos que o torcedor se lembra, mas, certamente, um dos mais marcantes aconteceu na décima sétima rodada, diante do São Paulo, que por sinal, era o atual vencedor do Campeonato Paulista.

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A histórica partida aconteceu no dia 20 de setembro, no estádio do Pacaembu. Obviamente, nem o mais otimista dos torcedores esperava uma cacetada tão grande, da mesma forma que nem o menos animado torcedor tricolor imaginou voltar pra casa com a cabeça tão inchada.

O jogo estava normal até a metade do primeiro tempo. Até que em pouco mais de oito minutos, a Portuguesa marcou quatro gols, e liquidou a fatura ali mesmo. Os responsáveis foram Emerson, César, Leandro Amaral e Carlinhos.

Se a partida terminasse ali, já seria inesquecível. Mas o segundo tempo ainda poderia ter muitos momentos. E teve. O mais incrível deles, o gol de Ricardo Lopes, que foi matar uma jogada no meio de campo, e com uma senhora cacetada (totalmente despretensiosa), encobriu Roger, fazendo o SEXTO gol da Lusa (Evandro havia marcado o quinto). Aquele era o dia da Portuguesa. A sorte, que nunca andou muito ao lado do clube, naquele domingo resolveu acompanhar os comandados de Candinho.

O São Paulo até tentou diminuir o tamanho do estrago com gols de Marcelinho Paraíba e Serginho, mas Da Silva marcou mais um, encerrando o placar com um emblemático, poético e imponente 7 a 2.

Infelizmente, os dias gloriosos da Lusa não iriam aparecer com tanta frequência, e as alegrias foram substituídas por tristeza, angústia e dor. Depois do controverso episódio que rebaixou o clube em 2013, a única certeza que paira sobre o Canindé é a incerteza. Rebaixamentos seguidos, problemas extra campo que parecem infinitos, além de uma série enorme de fatores, fizeram com que o time chegasse perto do ostracismo.

Por sorte, existem momentos como essa partida para que as gerações futuras saibam que a Portuguesa já foi muito diferente do que é nos dias de hoje.

Fica aqui minha pequena homenagem ao clube que já foi temido por todos os rivais do Brasil. Espero, do fundo do meu coração, que o Canindé volte a receber grandes partidas, que apareça mais um Dener, e que o torcedor rubro verde possa voltar a sorrir.

Um abraço, e até a próxima!