JOGOS INESQUECÍVEIS

Corinthians 2 x 0 Cruzeiro (Final do Campeonato Brasileiro de 1998)

por Mateus Ribeiro

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O ano de 1998 é um dos mais especiais para o torcedor do Corinthians. A conquista do segundo título brasileiro marca o início de uma nova era na história do clube, até então, com poucas conquistas nacionais.

O time do Corinthians era extremamente forte, e tinha nomes como Gamarra, Sylvinho, Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho e Edílson. Do outro lado, Dida, Marcelo Djian (zagueiro com uma bonita história no Corinthians), Valdo, Marcelo Ramos, Müller, e o finado Alex Alves. Vale lembrar que o Cruzeiro havia vencido a Libertadores de 1997.

As duas equipes realizaram grandes campanhas, e todos esperavam por uma grande final, o que de fato, aconteceu. Nos anos de 1998 e 1999, as fases decisivas funcionavam no sistema de playoffs, com a disputa de três partidas. Na primeira, disputada no Mineirão, o Cruzeiro abriu 2 a 0 no placar, e tudo caminhava para uma grande vantagem para a Raposa. Mas aí, entrou em cena um rapaz chamado Dinei, que merece um parágrafo especial.

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Dinei era antes de tudo, um torcedor. Foi um dos jogadores que conquistou o título brasileiro de 1990 pelo Corinthians. Depois, passou por outros times, e conheceu o fundo do poço, ao ser pego no exame anti-doping. Após uma longa parada, recebeu novas chances, até que o Corinthians abriu as portas para o atacante. Dinei, que havia virado o jogo da sua vida, precisava ajudar o clube que tanto amou (e ama).

Assim o atacante fez. Além de fazer um gol, deu assistência para Marcelinho empatar a partida, e devolver as esperanças para milhões de torcedores espalhados pelo Brasil.

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Já na segunda partida, no empate em 1 a 1, Dinei deu a assistência para Marcelinho marcar.

Então chega o esperado dia da terceira e decisiva partida. Uma partida cheia de alternativas, com os dois times buscando o jogo, porém, o primeiro tempo terminou empatado sem gols.

Na segunda etapa, com a entrada de um jogador, tudo mudou. Sim, estou falando de Dinei. O atacante iniciou sua ópera dando um passe milimétrico para Edílson. O capetinha driblou o excelente Dida (que no ano seguinte iria para o Timão), e abriu o placar.

Não contente, o renascido atacante foi o responsável por mais uma assistência para Marcelinho marcar. O Corinthians tinha dois, o Cruzeiro nenhum. E assim a partida foi até o final, lembrando que o contestado goleiro Nei fez grandes defesas no final, evitando uma dose desnecessária de emoção.

Corinthians campeão brasileiro pela segunda vez. Festa no Morumbi, em São Paulo, no Brasil.

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Em um time recheado de estrelas, o papel de herói ficou para um jogador que até anos antes das finais, estava desacreditado para o futebol, e ressurgiu, tal qual a mitológica ave Fênix. Uma história de superação, e uma lição de vida. Com todo o respeito e gratidão do mundo, agradeço Dinei do fundo do meu coração por ter proporcionado uma das maiores alegrias de toda a minha vida. Valeu, Dinei!

E você, qual a sua lembrança desse jogo inesquecível?

Um abraço, e até a próxima!