JOGOS INESQUECÍVEIS

A virada do século

por Mateus Ribeiro

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O dia 20 de dezembro de 2000 vai ficar eternamente marcado na memória de vascaínos e palmeirenses. Para os cruzmaltinos, um dia feliz, emocionante e surpreendente. Para os palestrinos, um dia muito amargo.

No final dos anos 90 e início dos anos 2000, o Palmeiras e o Vasco tinham grandes times, relembrados até hoje pelos torcedores. Os clubes já haviam decidido o Campeonato Brasileiro de 1997, e se enfrentado nas oitavas de final da Libertadores de 1999. O Vasco se sagrou campeão brasileiro, enquanto o Palmeiras passou para as quartas de final.

O ano 2000 reservou para seu final mais uma decisão envolvendo as duas equipes. Dessa vez, a disputa valia o título da finada e saudosa Copa Mercosul (para quem não se lembra, uma espécie de embrião da Copa Sul Americana). Tinha tudo para ser uma decisão inesquecível. E foi.

Na primeira partida, o Vasco venceu por 2 a 0. Na segunda, o Palmeiras venceu pelo placar mínimo. Como o regulamento previa uma terceira partida caso fosse necessário, tudo ficou para o terceiro ato da ópera.

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Quem vencesse a partida, sairia como o campeão do torneio. Quase trinta mil torcedores encheram o Parque Antártica para ver dois grandes times duelando até o último instante por mais uma glória na já extensa galeria de troféus dos clubes.

O que se viu no primeiro tempo foi um verdadeiro massacre. Para ser mais preciso, o que se viu nos minutos finais da primeira etapa. Até os 35 minutos, tudo estava como havia começado. Até que de repente, em menos de dez minutos o Palmeiras já estava com 3 a 0 no placar, o que significa MUITO em uma final de campeonato.

No intervalo, acredito que nem o mais otimista dos torcedores vascaínos acreditaria em uma virada, da mesma forma que nem o mais pessimista dos palmeirenses acreditaria em uma derrota.

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Pois é, mas estamos falando de futebol, o esporte mais imprevisível e apaixonante do planeta. E vale lembrar que o Vasco tinha jogadores como os Juninhos (o de Pernambuco e o de São Paulo), Jorginho (o carioca e o paulista), Viola e Romário.

Aos poucos, o Vasco voltou a respirar. Na primeira metade da segunda etapa, o Vasco já havia feito dois gols, em penalidades máximas  convertidas por Romário. Ainda havia tempo. E aos 41 minutos, Juninho Paulista empata a partida. O que parecia impossível se tornou realidade, e deixou milhões de torcedores espalhados pelo Brasil sem reação.

Porém, o desfecho não seria esse. Nos acréscimos, Romário mostrou todo seu sangue frio, e aproveitando rebote de Juninho, mandou para o gol. Vasco QUATRO, Palmeiras TRÊS. A virada do século.

Festa pelos lados do Vasco. Clima de velório pelos lados do Palmeiras, que teve que ver seu rival fazendo a festa dentro de casa.

Um jogo inesquecível que deixa algumas lições: o jogo só acaba quando o juiz termina, todo cuidado é pouco quando se enfrenta um time grande, e Romário é rei.

E você, qual sua lembrança desse jogo memorável?

Um abraço, e até a próxima!