HÁ TREINADORES QUE FAZEM DIFERENTE

:::::::: por Paulo Cezar Caju ::::::::

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Eu, sinceramente, gostaria de entender porque os comentaristas ficam cheios de dedos para criticar os times do chamado primeiro escalão do futebol, os clubes mais populares, ricos, com CTs. Em alguns casos, chega a ser ridículo. O Flamengo ficou na roda para o Bahia, levou um baile, mas o “especialista da bancada” ao invés de exaltar o trabalho do técnico Roger preferiu arranjar desculpas esfarrapadas para o desempenho do Flamengo. Uma delas é que o time ainda está em formação e a outra o desgaste do “jogo duríssimo contra o Emelec”, Kkkkkkk!!!! Peraí, o jogo foi quinta-feira e contra o Emelec, não contra o Bayern de Munique ou o Barcelona. Se deixarem, os peladeiros jogam bola todo dia, mesmo sem toda essa tecnologia médica ao redor.

No outro jogo, o comentarista disse que Fábio Carille começa a “dar cara” ao Corinthians e que o Palmeiras “tem um belo elenco”, Kkkk, só rindo mesmo!!!! Belo só se for pela quantidade de jogadores, de qualidade está muito longe. Para mim, o melhor do time é o Gustavo Scarpa, mas quase não joga. Felipe Melo é a estrela do grupo, como o elenco pode ser “belo”? E o Corinthians não apresenta nada de novidade, dá até sono.

Fico muito feliz porque na primeira rodada do Brasileirão elenquei os treinadores que podiam fazer algo diferente, entre eles, Sampaoli, Fernando Diniz e Roger. Depois acrescentei Rogério Ceni, Cuca e Luxemburgo. Pelas redes sociais pediram que eu acrescentasse Tiago Nunes, do Athletico Paranaense. Tudo bem! Sempre critico a escola gaúcha, não os gaúchos. Roger é um ótimo exemplo disso. Elogio seu trabalho desde o Grêmio, Palmeiras e Atlético Mineiro. Agora, no Bahia, tem tudo para deslanchar de vez porque vai mesclar churrasco com acarajé e montará um time apimentado! O Flamengo sentiu a força desse tempero!

E o Santos, do baixinho Soteldo? Nunca esqueço a comentarista criticando o fato de o Santos “ter um time de jogadores baixos”. Ouve-se muita besteira! Dá gosto ver o Santos jogar, assim como o Fluminense. Levei amigos franceses no jogo contra o São Paulo e o tricolor das Laranjeiras fez 15 minutos primorosos, no segundo tempo, de arrancar aplausos. Juro, saí feliz do Maracanã só por conta daqueles 15 minutos. Isso deve ser levado em conta, sim, porque os times do segundo escalão, como a imprensa vem tratando os que estão em apuros financeiros, vêm jogando muito mais bola do que o Clubinho dos Milionários. A imprensa precisa rever os seus conceitos, esquecer essa história de queridinhos e passar a analisar futebol, mesmo que se resumam aos 15 minutos do Fluminense.

Contratações milionárias, balanços financeiros aprovadíssimos, jogadores superstars devem ter os seus destaques. Mas Roger e Diniz, por exemplo, são tímidos e talvez não tenham o perfil marqueteiro que a imprensa busca, mas de bola entendem e bola bem jogada é tudo que o povo quer, é tudo que o povo gosta!