GRÊMIO 1977

por Marcelo Mendez

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O ano de 1977 foi muito diferente de tudo que estava acostumando a metade futeboleira do sul maravilha.

Em se tratando de futebol, o Brasil, País imenso, continental, passou a olhar para lá por conta de um time que já já vai estar aqui nessa coluna. O Internacional ganhava tudo, tinha um monte de craques e estava tomando conta do Brasil.

Além dos títulos gaúchos conquistados entre 1969/1976, o Colorado também havia acabado de ser bicampeão Brasileiro em 1975 e 1976. Era muita afronta. O seu adversário precisava fazer alguma coisa e então chegou o ano de 1977 para mudar essa conversa toda:

Amigos de Museu da Pelada, a coluna ESQUADRÕES DO FUTEBOL BRASILEIRO vos apresenta o Grêmio de 1977.

A FORMAÇÃO

A história desse time passa muito pelo o maior Presidente da história do Grêmio.

Hélio Dourado foi quem mudou o jeito amador que se tinha no trabalho e na gestão de futebol do Brasil nos anos 70. Foi ele que botou as contas em ordem, que cuidou de administrar a receita do Grêmio para dar ao tricolor Gaúcho, a alcunha de bom pagador.

Dessa forma, ele montou um time forte, aproveitando de jogadores que por la já estavam, como Ancheta, Tarcisio, Iúra, juntando esses com outros nomes que foram contratados e que se tornariam lendários na história do clube, casos de Tadeu Ricci, André Catimba, Eurico ex Palmeiras, Éder e o goleiro da seleção uruguaia, o voador Corbo.

Para cuidar disso tudo, faltava um chefe, um sujeito que tivesse o perfil que aquele momento precisava. Entra em ação novamente o Presidente Dourado que contrata Nelson Omedo para cuidar desses assuntos e a dupla traz Telê Santana, após desastrosa passagem pelo São Paulo em 1975. Pronto, a base estava formada. Faltava fazer história...

NA MINHA ÁREA, NÃO!

Para falar das grandes finais contra o Internacional, temos que falar do Xerifão do Olímpico; Oberdan.

Oberdan veio do Santos, do super Santos de Caneco, Negreiros, Toninho Guerreiro, Pelé e Edu. Jogava lá com nada mais, nada menos que Ramos Delgado. Trouxe da Vila Belmiro para o Olímpico, o espírito multicampeão que o seguia e na primeira partida da final já acabou com as conversinhas que por lá haviam...

Ao longo daquela década, ficou na lembrança do povo, os Grenais em que o Grêmio, lutava, se matava, jogava como nunca e como sempre, perdia, muitas das vezes com Escurinho, entrando no segundo tempo, correndo pra área e metendo gol no Grêmio pra fazer a festa em seguida. Pois bem...

Na primeira bola que disputou com Oberdan na partida de ida no Olímpico, o zagueirão deu-lhe uma chegada que esparramou Escurinho pra tudo que foi lado:

- Vai rebolar na casa do caralho, aqui na área você não faz gol não!

E não fez.

O Grêmio, com gol de Tadeu Ricci de falta levou a vantagem para o Olímpico. Faltava pouco...

O CORAÇÃO E O PULMÃO TRICOLOR

São dois nomes que não se pode esquecer quando falar do titulo do Grêmio de 1977; Iúra e André Catimba.

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Iúra é o coração tricolor. Prata da casa, jogador apaixonado pelo Grêmio, sem dúvida, era o que mais sofria com aquela situação. Não dava mais pra aguentar aquela coisa do rival toda vez campeão e no jogo da volta, tratou logo de resolver isso. Numa rasgada do meio campo, a bola sobra para Ricci, que passa a Iúra. O camisa 10 do Grêmio mete na frente e acha André Catimba que mete a pelota pro fundo da rede.

Acabou!

A Dinastia colorada dá lugar para a catarse tricolor. O Salto mortal errado, o tombo de peito de Catimba, na hora ninguém nem ligou. O Grêmio voltava ser campeão no melhor estilo.

Corbo, Eurico, Cassiá, Oberdan e Ladinho/ Vitor Hugo, Iúra e Tadeu Ricci/ Tarciso, André Catimba e Eder.

Esses 11 caras entram aqui nessa coluna por tornar uma conquista lendária, por fazer história em um clube Gigante como o tricolor dos pampas. Então hoje a homenagem vai para eles:

O Grêmio de Futebol Porto alegrense de 1977