CRIADOR E CRIATURA

por Eliezer Cunha

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Quem será Juiz, Réu ou advogado. Utilizo-me desta colocação para expor minha insatisfação com a atitude de alguns jogadores durante ou depois de uma partida em nosso principal esporte chamado; o futebol. Entre várias ações que presencio, me refiro agora sobre a insatisfação de alguns atletas em serem substituídos no decorrer de um jogo. Deixam isso bem claro, pelos seus semblantes no momento da saída ou em outras evidências como: o não cumprimento dos colegas na saída do campo, não se submeter a uma entrevista ou, pela omissão de não se dirigir ao técnico para um cumprimento final e reconciliador. O técnico de uma equipe qualquer que seja ela é estaticamente o principal responsável pelo resultado final de uma partida e, isso não deve ser desconsiderado por quem também o contribui.

Todos os técnicos de equipes em qualquer esporte possuem como principais objetivos e valores: escalar e motivar a equipe, vencer a partida, resguardar os jogadores e aprender com as vitórias e as derrotas, para isso ele é contratado e cobrado pelas diretorias e torcidas, e para isso devem tomar as atitudes necessárias para a consumação de um resultado positivo. 

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São os pontos principais envolvidos para a existência e sucesso de um clube, transformando e perpetuando o legado da instituição na história e contribuindo para a alegria do povo. 

Não me recordo até hoje de presenciar um atacante ser dispensado por ter perdido um gol fácil. Erros acontecem? Sim, e vão acontecer a todo tempo, como acontecem em vários segmentos da sociedade que produz algo. Decisões são necessárias e isso comprovadamente move as instituições.

A ética e o respeito devem sempre ser superiores a tudo e, devemos sim, em qualquer segmento trabalhar de forma competente e deixar que esses princípios e comportamentos direcionem e comandem nossa existência e seus resultados. 

Criadores e criaturas vão sempre existir, hierarquias devem ser respeitadas, de pai pra filho, de chefe para subordinados ou de treinadores para jogadores. Vivemos com esse sistema há séculos. Não temos como alterar. Conversas e debates sobre ações equivocadas devem sempre existir para o bem de qualquer organização, mas tais devem ser realizados de forma preservada, pois, ocorrendo em público, produz um aspecto de desmando ou revelia, o que não é saudável para a sociedade, para a instituição e nem para o país.