CRAQUES INESQUECÍVEIS

por Mateus Ribeiro

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Juan Román Riquelme, um nome que provavelmente você já ouviu. Caso não tenha ouvido, das duas uma: ou não limpava direito o ouvido, ou não assistia futebol, já que o mencionado cidadão é “apenas” um dos maiores jogadores da sua geração, além de ser ídolo de um dos maiores clubes do planeta.

Riquelme foi um jogador gigantesco. Batia na bola como poucos, tinha uma visão de jogo fora do comum, e era capaz de decidir partidas (e campeonatos) com um simples toque. Tudo isso temperado com uma sensação enganosa de eterna apatia, já que o meia raramente demonstrava alguma emoção mais extrema durante a partida. A não ser quando comemorava seus muitos gols, ou tentava apitar a partida (algo muito frequente).

O meia começou sua carreira no Argentinos Juniors, mas deu os primeiros passos profissionais no Boca Juniors. E foi ali que encantou a América e o mundo. Na sua primeira passagem pelos xeneize, Riquelme foi peça fundamental na conquista de inúmeros títulos, entre eles, duas Libertadores (2000/2001) e um Mundial (2000). Não demorou muito para que o jogador virasse objeto de desejo entre os clubes europeus. Sendo assim, em 2002, foi para o Barcelona.

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Riquelme não entregou o que dele se esperava, e no ano seguinte, foi para o Villareal, onde viveu seu melhor momento na Europa. No ano de 2006, levou o “Submarino Amarelo” até as semifinais da Liga de Campeões da Europa. Porém, ao desperdiçar uma penalidade máxima que colocaria o time na final da competição, as coisas nunca mais foram as mesmas.

Em 2007, foi emprestado ao Boca Juniors, onde conquistou a Libertadores pela TERCEIRA vez, com direito a um show na final. Pobre Grêmio. Aliás, Riquelme foi um grande carrasco de times brasileiros, e na maioria das vezes que enfrentava algum, deitava e rolava.

Depois do fim do empréstimo, Riquelme regressou ao Villareal, mas voltou para sua casa, o Boca. Em sua terceira passagem, mais golaços, exibições de gala, e um vice campeonato da Libertadores. Antes de encerrar sua carreira, Riquelme ainda voltou para o Argentinos Juniors, e ajudou o time a voltar para a primeira divisão do futebol nacional.

Infelizmente, não teve uma carreira tão vitoriosa quanto se esperava na Seleção Argentina, carente de conquistas após a aposentadoria de Maradona. Aliás, a esperança era que Riquelme pudesse dar o que o maior jogador argentino de todos os tempos deu para o povo argentino. Não conseguiu, mas não foi por falta de esforço, muito menos de talento.

Riquelme deixou saudades. Infelizmente, jogadores como o meia estão em extinção, e sabe se lá se algum dia surgirá algum com talento parecido. Enquanto temos a dúvida (pra não dizer certeza) de que não veremos ninguém tão talentoso quanto o nosso Hermano, resta assistir lances de um passado não tão distante, mas muito saudoso.

E você, quais lembranças guarda do craque/carrasco?

Um abraço, e até a próxima!