CRAQUES INESQUECÍVEIS

Raí, o terror do Morumbi

por Mateus Ribeiro

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Bons jogadores existem aos montes, mas craques são mais raros. Craques que marcam a historia de clubes gigantescos, mais raros ainda. Raí Souza Vieira de Oliveira, ou simplesmente Raí, é um desses casos de gênio que marcou a história de um clube.

Raí começou sua carreira no Botafogo de Ribeirão Preto, na década de 1980. Depois de jogar na Ponte Preta por empréstimo, voltou para o Botafogo. Tal qual seu irmão, o lendário Sócrates, o interior do estado ficou pequeno, e o jovem meia foi mostrar todo seu futebol na capital.

Então, no ano de 1987, foi defender as cores do São Paulo Futebol Clube. Ali, fez parte de um dos maiores (talvez o maior) elencos da história do tricolor. Sob a batuta do inesquecível Telê Santana, Raí foi peça vital nas conquistas do Paulista e do Brasileiro de 1991. No estadual, inclusive, foi artilheiro, e no primeiro jogo da final, anotou os três gols da vitória sobre o Corinthians. Já no Brasileirão, foi capitão e artilheiro do time.

O ano de 1992 foi um ano mágico para o meia, que além de conquistar mais um Campeonato Paulista pelo clube, foi fundamental na inédita conquista da Libertadores, vencida de maneira muito sofrida. Na posição de capitão do time, foi o primeiro jogador a levantar o troféu pelo São Paulo, que viria a vencer o torneio continental mais duas vezes.

Naquelas alturas, Raí já havia encantado o estado e o país. Faltava o mundo. Faltava. Com um gol de barriga, e uma das cobranças de falta mais bonitas do futebol mundial, o menino, que saiu jovem de Ribeirão Preto, conquistava o planeta. Raí, o terror do Morumbi, e o pesadelo de Zubizarreta.

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Após a passagem vencedora, o meia foi fazer histÓria no Paris Saint Germain, em uma época que o clube francês não torrava bilhões para ganhar campeonato nacional. Na cidade luz, conquistou vários títulos (inclusive uma Recopa Europeia), além da idolatria da torcida.

Vale lembrar que nesse tempo, mesmo sem o protagonismo que exerceu em São Paulo e Paris, Raí era presença regular em convocações para a Seleção Brasileira, chegando até mesmo a atuar em alguns jogos na Copa de 1994.

Já quase no final da carreira, o ídolo tricolor voltou para sua casa, e no mesmo dia que desembarcou no Brasil, marcou um gol sobre o Corinthians, e se sagrou campeão paulista pela quarta vez. Depois de se lesionar, ainda atuaria até o ano 2000, quando conquistou o estadual pela quinta vez, e se aposentou.

Uma carreira brilhante, marcante e inesquecível, tanto para torcedores do São Paulo, quanto para qualquer apaixonado por futebol.

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Fora dos gramados, também é um craque. Raí é um dos mentores da "Fundação Gol de Letra", uma entidade que visa transformar a vida de crianças carentes através da educação, tão vilipendiada nos dias atuais.

Raí é um craque inesquecível. Para nossa sorte, continua demonstrando toda a sua maestria mesmo depois da aposentadoria, marcando gol atrás de gol para ajudar quem mais precisa.

Fica aqui minha pequena homenagem.

E você, qual sua lembrança desse craque inesquecível?