CRAQUE DAS LENTES

fotos: Rogério Faissal

Rogério Faissal

Rogério Faissal

Com muito carinho e orgulho, a equipe do Museu da Pelada recebe diversas colaborações dos amigos, mas ultimamente os ensaios fotográficos têm tirado nosso fôlego! A fera da vez é o fotógrafo Rogério Faissal, craque com a câmera no olho e a bola nos pés!

- Com a fotografia, fiz belos gols. E nas peladas, minhas jogadas e meus gols dariam belas fotos – resumiu.

A paixão pela fotografia surgiu aos 15 anos por pura influência do irmão. Foi nessa idade que, após muita insistência, ganhou de seu pai uma Nikkormat e fez seus primeiros cliques, sem compromisso, mas com um enorme talento. Aos 22 anos, no entanto, aquilo que era pura diversão ganhou ares profissionais quando o craque entrou para a agência Tyba, de Rogerio Reis e Claus Meyer.

Assim como as grandes promessas, que estreiam cercadas de expectativas, Rogério Faissal não se intimidou e logo de cara emplacou uma matéria que estampou a capa da Revista Veja. De acordo com ele, a fotografia está intimamente ligada ao seu crescimento profissional.

- Foi a melhor maneira que eu encontrei para me comunicar com as pessoas e mostrar como sou e vejo o mundo.

Embora a atividade ocupasse boa parte do seu dia, Rogério, como um verdadeiro fominha, não deixava de lado sua paixão pela bola. Tendo jogado nos mais tradicionais campos de pelada do Rio de Janeiro, hoje o craque sente saudades das tradicionais brincadeiras do fim de semana.

- Há uns 10 anos eu não jogo mais, parei depois de ter operado o joelho. Mas como estou me sentido bem e alguns amigos tem se falado para marcar uma pelada, já tirei o tênis do armário - brincou.

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Mais saudade ainda o fotógrafo sente do timaço do Flamengo da década de 80. Rubro-negro fanático, Rogério revelou que ia em todos os jogos do clube no Maracanã e gostava de ficar na antiga geral para assistir de perto os dribles desconcertantes de Júlio César Uri Geller. Segundo o fotógrafo, a paixão pelo clube era tanta que chegou a interferir em seu trabalho:

- Fotografei no Maracanã um jogo do Flamengo, mas na hora do gol do Romário comecei a torcer e perdi a foto – lembrou com bom humor.

Depois dos trabalhos para a Revista Veja Rio, foi contratado para fazer as fotos da Revista de Domingo, do Jornal do Brasil, onde ficou por cinco anos. O talento do fotógrafo logo foi reconhecido por Marcelo Tabach – ele mesmo, nosso fotógrafo -, que era na época editor de fotografia da Revista Caras, um fenômeno editorial. Antes de começar a se dedicar à fotografia publicitária e aos projetos pessoais em 2001, ainda trabalhou por cinco anos na Conspira.com, empresa de conteúdo para a internet do grupo de Conspiração.

Dentre os trabalhos pessoas, dois ensaios chamam a atenção dos boleiros e, por isso, foram reproduzidos nesta matéria: “Traves” e “O Jogador”. O primeiro, como o próprio nome diz, são cliques extraordinários de balizas.

- Comecei a perceber naquelas traves imagens que tinham a ver com minha história e poderiam ser fotografadas de uma maneira diferente, destacando sua plasticidade e causando ainda um estranhamento pelo ambiente vazio, à noite.

Sobre a exposição “O Jogador”, Rogério explicou que foi uma forma de homenagear os amigos e relembrar as peladas que jogou no Rio de Janeiro. Para isso, rodou a cidade em busca dos mais diversos campos.

Por fim, ao ser perguntado se havia algum segredo para fazer registros tão belos, o fotógrafo nos explicou:

- Meu trabalho pessoal acontece depois de muita observação, estudo e da minha experiência fotográfica. A experiencia em fotografar faz com que os grandes fotógrafos consigam antecipar os momentos e fazer fotografias incríveis. Mas isso é fruto de muita experiência!

Conheça mais sobre o fotógrafo: http://rfaissal.com.br/