100 anos depois...

texto e entrevista: Sergio Pugliese | vídeo: Guillermo Planel  | edição de vídeo: Rodrigo Cabral

 

Não foi o aniversário de 100 anos imaginado por João Havelange. Longe do prestígio, isolado e sem nenhuma comemoração por parte da FIFA, o dirigente que já foi uma das personalidades mais respeitadas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), agora tenta provar sua inocência no suborno por parte da empresa ISL, que comercializava os direitos audiovisuais da Copa do Mundo. Poucos dias antes de ver o seu nome estampar as páginas policiais do jornais e o mundo desabar sobre sua cabeça, o mestre das relações públicas recebeu o Museu da Pelada e falou sobre seus tempos de zagueiro juvenil do Fluminense, da saída de João Saldanha do comando da seleção de 70, do faturamento das Copas e dos bastidores da escolha para o país sede da Copa de 2018: “a Rússia sempre me prestigiou. Os ingleses ficaram chateados com a escolha, mas eu quero que eles se fodam”. Sobre a tecnologia no futebol, como por exemplo o uso de chips em bolas, foi claro: “a força do futebol está no erro do árbitro”.

Guillermo Planel e João Havelange, no dia da entrevista.

Guillermo Planel e João Havelange, no dia da entrevista.