o AMOR PELO SANTO ANDRÉ

entrevista e texto: Marcelo Mendez | fotos e vídeo: Marcello Pastor

Em 1981, com 11 anos de idade, meu mundo era lindo.

Era o ano de ver os jogos do Santo André na luta pelo acesso no Campeonato Paulista da segundona daquele ano.

 Arnaldinho e Nena

Arnaldinho e Nena

O time era forte e dessa vez tinha até o ex-corintiano Lance, a coisa estava bem perto de acontecer. Mas não era ele que me fazia pedir dinheiro para os meus tios e encher a paciência de um deles para me levar até o Brunão. Era outro meu herói...

Arnaldinho, eterno camisa 8 do Ramalhão, foi meu primeiro ídolo na vida.

Arnaldinho em campo era como um verso que escorre pelo coração, como a poesia que desabrocha no árido do mundo que, diante dele, não consegue mais ser duro. Porque era impossível vê-lo em campo e não sair do mesmo completamente apaixonado pelo 8. Foi um espetáculo.

Me lembro como se fosse hoje, da noite em que Arnaldinho meteu a bola para a rede contra o XV de Piracicaba. Não subimos naquela vez, a festa viria uns dias depois contra o mesmo XV. Mas meu titulo havia sido ganho, o herói meu, o primeiro herói, já havia vencido, foi lindo!

Então, o tempo, essa coisa também linda que é o tempo, passou.

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Em 2018, já não sou mais menino, o Santo André não lota mais o Palestra com 25 mil pessoas, aliás, nem existe mais o Palestra, no lugar agora tem a tal da Arena... Mesmo assim, da minha forma ainda insisto. Agora sou jornalista, trabalho para o Museu da Pelada e faço entrevistas. Uma delas, com Arnaldinho.

Segue o vídeo da tarde em que voltei a ser menino!